SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUINTA-FEIRA, 07 DE JULHO DE 2022
Rio Preto em Foco

Rio Preto, por Antônio Aguilar

Conheça um pouco da história do rio-pretense que se destacou como fotógrafo, radialista, apresentador de TV e até "descobridor" de talentos musicais

Claudia Paixão
Publicado em 10/11/2019 às 00:30Atualizado em 08/06/2021 às 04:09

"Mas esta foto não é do Jaime?" Muitos ficam de queixo caído quando dão de cara com as fotos da cidade tiradas por Antônio Aguillar, desde a década de 1940. São muitas das fotos mais conhecidas de toda nossa história. Mas quem é afinal Antônio Aguillar, que junto a Fauzino & Florêncio, Renato Perez e Paulo Moura, é um dos poucos rio-pretenses a ter verbete no importante "Dicionário Cravo Albim da Música Brasileira"? Aguillar nasceu em Rio Preto em 18 de outubro de 1929. Na sua adolescência, trabalhou em um estúdio fotográfico na cidade e se apaixonou pela fotografia.

Começou então a fotografar a cidade com sua câmera de fole. E não parou mais. Em 1948, mudou-se para São Paulo e conseguiu um emprego num jornal semanal da cidade. Fez nesta época muitas fotos freelancer para vários jornais e revistas da Capital, até que em 1950, prestou concurso e entrou no jornal Estado de São Paulo. Ficou ali por uma década. Paralelamente, começou a exercer a sua segunda paixão: o rádio. Começou na Rádio 9 de Julho, onde apresentava o programa "Calouros 9 de Julho".

Depois foi para a Rádio Excelsior fazendo locução comercial. Mas foi na Rádio Nacional que Aguillar alcançou seu maior sucesso. Primeiro com o programa "Aí vem o Pato" e depois à frente do programa "Ritmos Para a Juventude", onde foi o líder por 20 anos. Até Sílvio Santos quis saber como ele conseguia lotar um auditório com nomes até então desconhecidos do público.

Foi um dos maiores mecenas do movimento musical Jovem Guarda e lançou discos de Roberto Carlos, Sérgio Reis, The Jordans, Wanderley Cardoso, Jerry Adriani, Paulo Ségio e Os Vips, entre tantos. Mas Aguillar queria voos mais altos e logo na sequência estreou na televisão na Rede Globo de São Paulo, permanecendo ali também por 20 anos. Também atacou de empresário musical, ajudando a alavancar as carreiras de Altemar Dutra, The Clevers e Lindomar Castilho. Nesse período viajou com os artistas por todo Brasil, Estados Unidos e Canadá. Em 1981 aposentou-se e resolveu voltar para Rio Preto.

Ele achou que aqui teria uma vida tranquila com seus amigos de infância. Mas não foi bem assim. Todo mundo na área do rádio e jornalismo queria ter Aguillar no seu cast e então ele passou a dirigir várias emissoras de rádio da cidade e até a apresentar, semanalmente, um programa dedicado à molecada, denominado "Reino da Garotada". Um sucesso total. Aguillar ainda morou em Santos, fez exposições fotográficas na cidade e na Capital, escreveu livros de memórias e ainda teve tempo de fazer sua última exposição em Rio Preto, na Praça Rui Barbosa, no início da primeira gestão do prefeito Edinho Araújo. Ah, e o principal: doou todo seu acervo fotográfico para o nosso Arquivo Público Municipal, que mantém, na sua sala de entrada, uma exposição permanente do artista. Obrigado, Aguillar.

À esquerda, Aguillar entrega prêmio a Erasmo Carlos; acima, entrevista Roberto Carlos

Aguillar (direita) com Moacyr Franco (centro)

Estação Ferroviária em Rio Preto

( Antônio Aguillar/Arquivor)

 
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