SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUINTA-FEIRA, 07 DE JULHO DE 2022
Rio Preto em Foco

Do Ginásio São Luís ao Centro Universitário de Rio Preto

Inaugurada em 1954, em área próxima do Palácio Episcopal, a Escola São Luís deu origem às Faculdades Integradas Rio-pretense (Firp) e ao Centro Universitário de Rio Preto (Unirp)

Cesar Belisario
Publicado em 22/09/2019 às 00:30Atualizado em 08/06/2021 às 23:58
Alunos do Colégio São Luís em 1961

Alunos do Colégio São Luís em 1961

Em julho de 1928, surgiu em Rio Preto o "Gymnasio São Luiz", sob a direção do advogado e professor doutor Assonipo de Sarandy Raposo. Mas, com a chegada de novos colégios à cidade, a escola precisou encerrar as suas atividades. Em 1953, vários professores, entre eles Halim Atique e Yvette Gabriel Atique, se associaram e surgiu a ideia de fundar um novo colégio na cidade. Fundaram, então, a Sociedade Rio-pretense de Ensino e Educação.

O jornal A Notícia, de 13 de março de 1954, publicou matéria anunciando que o grupo escolheu o nome de Ginásio São Luís, em homenagem a Santo Luís de Gonzaga, santo padroeiro dos jovens. Diz também que o grupo escolheu uma área próxima ao Palácio Episcopal, na avenida Constituição, no prolongamento da rua Saldanha Marinho, para a construção do prédio do novo ginásio. Em 20 de abril de 1954, o mesmo jornal A Notícia anunciava, em matéria de capa, que no dia 20 haveria a bênção de inauguração celebrada pelo bispo Dom Lafayette Libânio. O prefeito Philadelpho Gouvêa Neto também anunciou a inauguração do calçamento da rua.

Meses seguintes, o prédio já estava em funcionamento e a escola já contava com mais de 300 alunos matriculados. Mas, no final do ano de 1954, houve uma divergência do corpo administrativo e chegou a cogitar-se o seu fechamento. Por causa do desentendimento, o Ministério da Educação e Cultura negou-se a fazer a inspeção prévia no estabelecimento. O diretor-presidente da entidade, Basileu Toledo França, precisou fazer, em 30 de dezembro, uma declaração nos jornais da cidade, desmentindo os boatos. Em 1956 ainda havia divergências entre os diretores e a escola sofreu uma intervenção do Ministério da Educação.

Somente em maio do mesmo ano conseguiu estabilizar-se, suspendendo a intervenção. O jornal A Tribuna deu matéria no dia 3 de maio de 1956, anunciando ainda que o professor Francisco Felipe Caputo assumiria a direção da entidade. Em 1958, foi criada a segunda unidade, uma escola técnica de comércio, posteriormente chamada de Colégio Comercial Rio-pretense. No mesmo ano, a Cometa Filmes, ainda sob a direção de Luís Carlos Spínola, produziu um belo documentário com imagens do cinegrafista Betty e narração de Maranhão. A câmera adentrou a sala de aula das professoras Suzel Duarte de Almeida, Odete Costa, Neli Atala e José Trefiglio, além de mostrar o pátio do colégio e a sala dos professores.

A escola, na época, era dirigida pelo professor Antônio Teixeira Marques e tinha acabado de vencer o concurso de fanfarras da cidade. Para a ocasião, fez uma performance exclusiva para a câmera da Cometa Filmes. A Escola São Luís deu origem às Faculdades Integradas Rio-pretense (Firp) e ao hoje renomado Centro Universitário de Rio Preto (Unirp).

Professores do Colégio São Luís, cujo nome remete ao santo padroeiro dos jovens (Fotos: Rio Preto em Foco)

Fachada do Colégio São Luís no ano de 1961 (Rio Preto em Foco)

Fanfarra campeã do Colégio São Luís, em 1961

Colégio São Luís, quase seis décadas atrás

'Primeiro Gimnasio São Luiz', 1929, em foto de Theodoro Demonte

Sala de aula com alunos do Colégio São Luís em 1961

 
Grupo Diário da Região.© Copyright 2022É proibida a reprodução do conteúdo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por