SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUINTA-FEIRA, 07 DE JULHO DE 2022
Rio Preto em Foco

Conheça histórias sobre o rio Preto

O rio Preto nasce em Cedral e percorre 150 quilômetros até chegar à sua foz, no rio Turvo

Fernando Marques
Publicado em 10/11/2018 às 17:52Atualizado em 07/07/2021 às 22:52
Palácio das Águas foi inaugurado em 1955 (Arquivo Público)

Palácio das Águas foi inaugurado em 1955 (Arquivo Público)

Há alguns anos, eu e o professor de geografia de Rio Preto Luiz Carlos Dornelas recebemos uma denúncia de que estavam despejando dejetos na estação de tratamento de água da cidade vizinha de Cedral. Justamente Cedral, onde encontra-se a nascente do rio Preto, numa área rural próximo à entrada da cidade.

Paraná, como é mais conhecido o professor, é um dos maiores conhecedores de toda a geografia da nossa região e é autor do importante livro "Universo São José do Rio Preto". Nele, o professor localiza o nosso município no universo, descrevendo os rios que cortam a região e a transformação de nossa área, desde a sua fundação.

Dias depois, tivemos a ideia de percorrer o curso do rio, da sua nascente, até a Represa Municipal, em Rio Preto. Em Cedral, andamos pela mata fechada e localizamos a nascente, dentro da propriedade rural. Foi emocionante ver onde nasce o rio que dá nome à cidade.

Em seguida entramos na cidade de Cedral e fomos até a estação de tratamento. Realmente, estavam jogando dejetos na água, que desce até a nossa cidade, já comprometida. Um crime. Filmamos tudo e produzimos um documentário, que foi entregue para várias autoridades e representantes do legislativo.

Não sei dizer se até hoje resolveram o problema. Mas fizemos a nossa parte. O rio Preto nasce em Cedral e percorre 150 quilômetros até chegar à sua foz, no rio Turvo, onde mede 30 metros de largura, com um volume de 3.800 litros por segundo.

Antes da foz, cerca de cinco quilômetros, está a corredeira de São Roberto (antigo Salto do Itaty), na altura do município de Pontes Gestal, importante ponto regional de turismo e lazer.

O rio Preto foi a grande referência dos nossos pioneiros, os irmãos Luiz Antônio da Silva e Antônio Carvalho e Silva, que, juntamente com Vicente Ferreira Neto, adentraram pela primeira vez a floresta que tomava conta de toda a vasta região do que mais tarde viria a ser a cidade de Rio Preto.

Eles tinham apenas a descrição na escritura de mão (como era chamada a escritura de posse na época) de dois córregos, o Canela e o Borá, que desaguam no rio Preto. Até 1955, quando foi inaugurado o Palácio das Águas, pelo prefeito Philadelpho Gouveia Neto, o rio Preto ainda era uma água de qualidade.

O Canela é o córrego que está debaixo da avenida Andaló e teve seu primeiro trecho canalizado mais de 100 anos depois da fundação da cidade, no início da gestão do prefeito Alberto Andaló, em 1956. O córrego Borá é onde hoje passa a avenida Bady Bassitt e teve o início da sua canalização na segunda gestão do prefeito Philadelpho Gouveia Neto, no início dos anos de 1960. Infelizmente, os dois córregos são protagonistas dos maiores transtornos de toda nossa história, com enchentes históricas e incontáveis. Foram feitas inúmeras obras antienchentes nas últimas três décadas, mas pelo andar da carruagem, o problema está longe de acabar.

Rio Preto (Arquivo Público)

Rio Preto (Arquivo Público)

Rio Preto (Arquivo Público)

Rio Preto (Arquivo Público)

Rio Preto (Arquivo Público)

Rio Preto onde hoje é a rAvenida Philadelpho (Arquivo Público)

Imagem do rio Preto em 1940 (Arquivo Público)

Canalização do córrego Canela; hoje, avenida Alberto Andaló (Arquivo Público)

Pinguela sobre o rio Preto, na rua Jordão Reis, ligando a Boa Vista à Vila Maceno (Arquivo Público)

Obras no final da avenidarBady Bassitt, em 1931 (Arquivo Público)

O rio Preto foi a referência dos nossos pioneiros, Luiz Antônio da Silva e Antônio Carvalho e Silva (Arquivo Público)

 
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