SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUINTA-FEIRA, 07 DE JULHO DE 2022
Rio Preto em Foco

As bandas de música de nossa cidade

Por décadas a música em Rio Preto foi movida pelas bandas e orquestras

Fernando Marques
Publicado em 14/10/2018 às 00:30Atualizado em 08/07/2021 às 00:24

A primeira banda de música de Rio Preto foi a "Banda do Pedro Amaral", criada por volta de 1898, pelo seu irmão por parte de pai, José Severino do Amaral Salles. Na virada do século 20, já havia algumas bandinhas que animavam os finais de semana no "Jardim Velho", como era chamada a Praça Dom José Marcondes, e os primeiros carnavais de rua da cidade, que aconteciam na rua Bernardino de Campos.

Nas décadas de 1920 e 1930, surgem novos conjuntos musicais, como o "Jazz Paratodos", liderado pelo maestro e pianista Osmar Milani (que depois virou a "Orquestra Paratodos") e que tinha, entre outros músicos, Joaquim Calixto, Aristeu Dantas, Benedito (Chato), Angelo e Atílio Nicoli e Florindo Mani, além dos irmãos de Osmar, Gerson e Lelo Milani.

Outro conjunto musical tinha a regência do maestro Rafael Quaranta, cujos integrantes eram, entre outros, os irmãos Theodoro e José Demonte e novamente Florindo Mani, um dos maiores colaboradores da nossa Orquestra Sinfônica.

Com a construção da sede social do primeiro clube da cidade, o Rio Preto Automóvel Clube, em 1925, na esquina da rua Voluntários de São Paulo com a rua Silva Jardim, as orquestras passaram do coreto da praça para os animados bailes do clube da elite. Em 1931, surge a "Jazz Band", conjunto do tempo da escola D. Pedro 2º, um dos melhores conjuntos de todos os tempos na cidade.

Entre os músicos, estavam o futuro maestro Zacharias, que brilhou no Rio de Janeiro, e Pedrinho e José Moura, irmãos do nosso inesquecível Paulo Moura. O próprio pai de Paulo Moura, Pedro Moura, e seu tio Lico Moura também atuaram muito na música de Rio Preto.

Na década de 1940, tivemos dois grandes bailes no Rio Preto Automóvel Clube: o réveillon de 1940 e o Baile da Vitória, em 1945, comemorando o fim da segunda grande Guerra Mundial. Em ambos, o clube fez a junção de várias orquestras da cidade, chegando a ter mais de 30 músicos em cima do palco. Um marco para a época.

A Orquestra Sinfônica de Rio Preto fez seu primeiro concerto oficial em 12 de janeiro de 1942, no Cine Teatro Rio Preto, pelo esforço de músicos como Deocleciano de Souza Viana (Vianinha), Luiz Biela de Souza Valle e Arthur Ranzini, o primeiro maestro da sinfônica. Em 1965, ela passou a ser regida pelo maestro José Cirne. Na década de 1990, a regência ficou a cargo do maestro Antônio de Souza e hoje está sob a direção do maestro Gilmar de Assis.

A partir das décadas de 1950 e 1960, muitas orquestras são formadas na cidade. Entre elas a "Renato Perez e Sua Orquestra", de Renato Perez, a orquestra "Os Modernistas", liderada pelo maestro e pianista Luiz Carlos Ribeiro, e a "Orchestra Icaraí", do percussionista Álvaro Francisco Alves, o famoso "Alvaro das Maracas". Com a chegada do movimento da Jovem Guarda, no final da década de 1960, as orquestras praticamente sumiram do mapa e deram lugar aos conjuntos musicais. Uma pena.

Reveillon 1939 (Arquivo Público)

Orquestra Icaraí (Arquivo Público)

Carnaval 1970 (Arquivo Público)

1915 - A BANDA OPERARIA SUBSIDIADA PELO FACISMO FEZ NOSSA 1ª FESTA JUNINA NA PRAr ÇA DE JOSE MARCONDES (Arquivo Dinorath)

julho 1960, os modernistas no grêmio (Arquivo Público)

Os modernistas Luis, Netto, Genésio, Ecles, Zezito, Boca, Peres, Dubai, Valdir, Romeue Laquine (Arquivo Público)

Baile da Vitória, no Rio Preto Automóvel Clube, em 1945 (Arquivo Público)

 
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