SÃO JOSÉ DO RIO PRETO | QUINTA-FEIRA, 07 DE JULHO DE 2022
Rio Preto em Foco

A evolução cinematográfica em Rio Preto

Rio Preto apenas foi mostrada a todo Estado em 1958, quando Primo Carbonari esteve na cidade para acompanhar a comitiva do governador Jânio Quadros

Fernando Marques
Publicado em 07/01/2018 às 00:00Atualizado em 08/07/2021 às 15:22
Rio Preto, com seus casarões, foi filmada pela primeira vez em 1920, pelos Irmãos Demonte (Arquivo Público)

Rio Preto, com seus casarões, foi filmada pela primeira vez em 1920, pelos Irmãos Demonte (Arquivo Público)

Embora a Pathé tenha sido a primeira empresa cinematográfica estabelecida em Rio Preto, em 1911, os pioneiros em filmagens foram os Irmãos Demonte, que desde 1920 produziam documentários sobre a cidade e a região. Infelizmente, o paradeiro das latas dos filmes é um mistério até hoje - inclusive para a própria família. Uma pena!

Em novembro de 1949, o documentarista paulista Primo Carbonari veio a Rio Preto, pela primeira vez, para registrar a passagem de Leônidas da Silva e o time do São Paulo, que iria jogar contra o Rio Preto. O jogo e as filmagens foram patrocinadas pelo industrial Domingos Falavina. Visionário, o documentarista Primo Carbonari aproveitou a oportunidade para fazer outros dois registros importantes: um dentro do curtume, de propriedade de Falavina, e outro em frente a casa do industrial, na rua Silva Jardim, entre as ruas General Glicério e Coronel Spinola.

Mas apesar dessas filmagens, Rio Preto apenas foi mostrada a todo Estado, pela primeira vez, em 1958, quando Primo Carbonari esteve na cidade para acompanhar a comitiva do governador Jânio Quadros. Foi nessa mesma época, final da década de 50, que Rio Preto ganhou a Cometa Filmes - um cine jornal, fundado por Luiz Carlos Spinola, e vendido logo depois para Sylvio Calabrezzi. A Empresa registrou o desenvolvimento de toda região por mais de duas décadas. Um privilégio em todo interior.

Já no final da década de 1960, Jayme Colagiovanni fundou a JC Filmes. Vários documentários produzidos nesta época foram entregues à produtora Rio Preto em Foco Filmes, recentemente. Agora, algumas latas com parte do acerto estão preservadas, mas em breve falaremos mais sobre o assunto.

Em 1975, com o encerramento das atividades da Cometa Filmes, o Jornal Dia e Noite aproveitou a oportunidade e, no ano seguinte, fundou o Dia e Noite na Tela - um cine jornal produzido por Amaury Júnior e Luiz Roberto Ramos. Durou apenas um ano. Logo em seguida, em 1977, nasceu a Empresa Cinematrográfica S.C.M., com imagens de Celso Alex Cristaldo, direção de Maurício Miguel, produção de Shizuo Igami e a consultoria do professor de história natural Dino Vizotto. A companhia produziu os documentários "Mundo Invisível", "Avicultura Brasileira I" e "Avicultura Brasileira II", entre os anos e 1977 e 1979.

Esses filmes sobre questões ambientais eram muito bem produzidos, por isso foi uma pena a companhia não ter dado continuidade ao projeto. Poderiam ter registrado mais questões ambientais, aproveitando os conhecimentos do nosso papa no assunto, o professor Dino Vizotto - que formou gerações. Em 1956, Vizotto elaborou dois laboratórios, em dois compartimentos no Instituto de Educação Monsenhor Gonçalves, em parceria com Celso Abadde Mourão, Alberto Barbosa Pinto Dias e o mineralogista João Jorge da Costa. No ano seguinte já estavam na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FAFI), no prédio na esquina da rua Silva Jardim. Hoje ele dá nome ao um belo museu no Ibilce, com vários animais que ele próprio empalhou.

Ginásio Estadual Monsenhor Gonçalves, em 1949 (Arquivo Público)

Vila Ipiranga (primeiro plano) e o Jardim Nazaré (ao fundo), anos 70 (Arquivo Público)

Diretor Maurício Miguel (Arquivo Público)

Construção inicial rdo Ibilce, em 1970 (Arquivo Público)

Professor Dino Vizotto (Arquivo Público)

 
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