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Quinta-feira, 03.08.17 às 17:18 / Atualizado em 03.08.17 às 17:18

Veja os cuidados para manter os pets quentinhos e protegidos

Gisele Bortoleto
Mara Sousa Thor, da raça buldogue inglês - 04082017
Thor, da raça buldogue inglês, sente pouco frio. Cuidados incluem banhos de sol para se aquecer

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Mara Sousa Thor, da raça buldogue inglês - 04082017
Thor, da raça buldogue inglês, sente pouco frio. Cuidados incluem banhos de sol para se aquecer

As baixas temperaturas registradas na região, principalmente no amanhecer e no período noturno, não são um inconvenientes apenas para os humanos. Os animais de estimação, assim como seus donos, também sentem a chegada do frio, por isso a atenção com a saúde de cães e gatos nesta época do ano deve ser redobrada. 

Por ficarem, na maior parte das vezes, em ambientes fechados e sem ventilação, os animais de estimação ficam mais expostos a transmissão de microorganismos. Doenças como a gripe, por exemplo, podem atingir em cheio os amigos peludos.

Muita gente acha que colocar neles uma roupa e dar banhos quentes é exagero, mas os especialistas garantem que eles precisam, sim, de atenção neste período. "Preste atenção no comportamento do seu animal de estimação. Eles podem não utilizar palavras para nos dizer algo, mas a linguagem corporal é o principal modo de mostrarem o que precisam", explica a veterinária Karen Neves. 

Se o seu cãozinho está com frio, ele provavelmente irá se esconder em um cantinho mais quente, bem encolhido para proteger o focinho do tempo gelado. Alguns chegam até a tremer quando sentem frio. "Tose os animais de pelo longo antes de usar as roupinhas para evitar a formação de nós e eventuais dermatites", indica a veterinária Juliana Gabarron. 

Não esqueça também de secá-lo bem. Esse é um dos cuidados da família da técnica em enfermagem Ana Paula Gouvea de Lima com o buldogue inglês Thor. "Ele toma banho toda semana no pet shop porque não pode ficar molhado", diz Ana Paula. Por sentir muito calor, no inverno, ele apenas dorme em uma casinha, mas não gosta de roupas, nem de cobertores. A família também mantém o hábito de deixar que ele fique um pouco no sol para se aquecer.

"Patas, narizes e orelhas merecem atenção e não devem estar gelados, pois dizem muito sobre a saúde dos animais. Os pets que dormem fora de casa também merecem atenção e não basta apenas uma casinha no pátio, é necessário cuidar para que tenham cobertores e roupas secas para ajudar a aquecer nos dias mais frios", diz a veterinária Lais Alarça, da Hercosul Alimentos. 

Ambientes

Preste atenção na mudança de temperatura entre os ambientes. Cães e gatos possuem uma temperatura corporal mais alta do que a de uma pessoa e variam entre 38 e 39 graus. Sair do conforto do "quentinho" de casa para o vento e o asfalto frios da rua pode trazer alguns riscos para a saúde do pet. 

"Os cães e gatos nessa época do ano são tão suscetíveis ao frio como os humanos. Se o cão estiver tosado, é essencial que o tutor o proteja com alguma roupinha ou agasalho", ensina a veterinária Karen Naves. 

O ideal é evitar tosas muito curtas. Além disso, não é aconselhável tirar o cão da caminha ou cobertor e levá-lo direto para passear. "Se seu animal de estimação vive dentro de casa, uma boa dica é dar uma volta dentro da própria casa e passar por cômodos mais gelados, como a cozinha, antes de enfrentar o frio que vem da rua", sugere. 

Cães que vivem em quintal precisam também de uma atenção especial: jamais deixe-o sem abrigo nos dias mais frios, o ideal é arrumar uma caminha, cobertor ou algo quentinho onde ele possa deitar e se aquecer.

 

Cachorro e bebê - 04082017

Cães com focinhos curtos merecem atenção especial

Atenção para o sistema respiratório dos pets com focinho curto, como pug e bulldog. Outras raças, como chihuahua, boston terrier, yorkshire, dachshund e poodle, sofrem mais com o frio. 

"Os cães menores e com pelos rasos costumam sentir mais do que os animais de grande porte e com pelagem longa. O tutor deve ter bom senso para avaliar se o pet está bem aquecido, e qualquer dúvida deve ser sanada com um especialista", explica Lais Alarça.

Passeios

Os tutores também devem ficar atentos com os horários dos passeios dos cães nesta época de temperaturas baixas. Evite sair com eles no início da manhã e ao final da tarde, por exemplo. 

"O choque térmico entre a temperatura de casa e o ar frio na rua deve ser evitado. Mesmo os cachorros com muita pelagem sentem a oscilação e podem pegar friagem", diz o veterinário Fernando Luersen. 

Outra forma de ajudar os pets a se proteger do frio é não deixar as gaiolas, casinhas ou caminhas diretamente no chão ou coladas na parede. "É recomendado manter as gaiolas penduradas pelo teto, forradas com jornal, com casinhas instaladas para as aves, lembrando de cobri-las durante a noite. Já as casinhas e caminhas de cães e gatos devem ser colocadas em cima de um estrado", orienta o veterinário. "Mesmo no inverno, é comum que saia sol. Nesses casos, é importante levar o pet para passear e tomar banho de sol, aproveitando o mormaço", completa.

Cães idosos sofrem mais

Os pets ficam mais suscetíveis a doenças respiratórias, até mesmo a dores relacionadas a problemas osteoarticulares, como artrose ou hérnia de disco, no inferno. "Nessa época do ano, cães mais idosos tendem a sofrer mais com as madrugadas frias", garante a veterinária Carla Berl, diretora do Hospital Veterinário Pet Care. 

A perda de massa muscular e de camada de gordura, natural no envelhecimento, faz com que sintam mais frio, e em animais com problemas articulares a dor tende a aumentar. O porte e a quantidade de gordura corporal também interferem nesse processo. "A pelagem dos animais ajuda a proteger dos ventos gelados, ou seja, tosas durante o inverno não são indicadas", diz a veterinária Laís Alarça.

Dicas de proteção contra o frio

Observe o pet. Fique de olho se o animal está mais quieto e se apresenta tosse e espirros. Se a resposta for positiva, procure um médico veterinário para iniciar um tratamento adequado, pois a doença no animal o incomoda tanto que ele mal consegue dormir.

Não pratique automedicação. Não tente remediar seu pet, pois nem sempre a doença que ele aparenta é a que de fato existe. Os cães, por exemplo, sofrem com uma bactéria chamada Bordetella bronchispetica, conhecida como traqueobronquite infecciosa canina, que causa a gripe neles. O contágio ocorre no contato com outro cão doente e o sintoma mais comum da gripe canina é a presença de tosse alta e seca, como se fosse um engasgo, além de febre, apatia e falta de apetite. Claro que esses sintomas podem deixar o dono preocupado, mas a gripe costuma desaparecer em 
15 dias, porém, para garantir que nada mais sério tenha atingido seu pet, vale conversar com o veterinário, que poderá fazer o diagnóstico certo.

De olho nas vacinas. Além da gripe, pets podem desenvolver outras complicações no sistema respiratório. Neste caso, uma boa dica é a vacinação. No caso dos felinos, os vírus costumam ser os responsáveis pela causa de duas doenças conhecidas como "gripe do gato": a rinotraqueíte e a calicivirose. Por terem os sintomas comuns de um resfriado humano - espirros, secreção nasal, ocular e tosse, elas são chamadas de doenças do complexo respiratório viral felino e se agravam com o frio do inverno. Para evitar esta preocupação, vale apostar em vacinas. A tríplice felina é uma boa maneira de prevenção: ela é aplicada em duas doses, com intervalo de 30 dias, quando o gato ainda é filhote e depois por meio de um reforço anual. Para o cão, há a vacina contra gripe canina, que além de ser causada pela bactéria Bordetella bronchispetica pode ser provocada pelo vírus da Parainfluenza e da adenovirose canina tipo 2.

Adeque a rotina do pet ao clima frio. Tanto o vento quanto a chuva podem afetar a saúde do pet. Para evitar que eles fiquem doentes, vale investir em um bom abrigo para as horas de sono e, em alguns casos, em roupas adequadas para a temperatura. Para cães, os cuidados também incluem o momento do banho, que demanda água em temperatura morna. Nunca deixe de secar o pet após o banho, pois é bom evitar a umidade.

Atenção com a alimentação. Assim como os humanos, os pets tendem a comer mais no inverno e a se exercitar menos. Ao mesmo tempo, para manter a temperatura corporal interna, eles tendem a gastar mais energia do que em dias mais quentes, então, normalmente, não costumam ganhar peso durante este período. Porém, é imprescindível que se ofereça a quantidade de alimento sugerida pelo fabricante na embalagem, que irá conter a quantidade energética ideal para o animal de acordo com o peso corporal que ele apresenta. Os exercícios e as atividades devem ser mantidos na mesma proporção. "Caso isso não seja possível e se perceba aumento de peso, uma alternativa é oferecer um alimento 'light', que, por conter menor teor de gordura, ir
á ajudar a manter o peso do animal, no entanto, deve-se evitar ao máximo a troca de ração, já que cães e gatos não toleram bem trocas frequentes de alimento", diz a veterinária Patrícia Padovez.

 

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