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Sexta-feira, 08.09.17 às 17:05 / Atualizado em 08.09.17 às 17:05

Pílula do Esquecimento

Tatiana Pires
Pixabay/Divulgação Pílula Anticoncepcional - 09092017

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Pixabay/Divulgação Pílula Anticoncepcional - 09092017

Se você utiliza ou já utilizou pílula anticoncepcional, é bem provável que já tenha se esquecido de tomar o medicamento em um dia ou outro, tomou o contraceptivo fora do horário habitual ou até mesmo, por se confundir, ingeriu mais de um comprimido no mesmo dia. Pois saiba que você não está sozinha. As mulheres brasileiras lideram o ranking mundial das que mais se esquecem de tomar a pílula anticoncepcional: 58% delas não se lembram do remédio pelo menos uma vez ao mês - a média mundial é de 39%. Considerado os esquecimentos de todo o ano de 2015, o índice sobe para 89% das brasileiras que usam a pílula como principal forma de contracepção. Os dados são da pesquisa realizada pela Bayer em nove países e aqui no Brasil, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Ao todo, foram entrevistadas 4.500 jovens, entre 21 e 29 anos.

No Brasil, mais da metade das entrevistadas afirmou não tomar a pílula anticoncepcional no mesmo horário todos os dias. A estudante Nathália Pietro, 23 anos, é uma delas. Ela usa o comprimido há seis anos e conta ter tentado várias formas para manter a disciplina na hora de tomar a pílula. "Já coloquei alarme no celular, deixava no armário da cozinha para lembrar assim que fosse tomar o café da manhã, pedia para minha irmã me lembrar, mas nem sempre estava com ela no horário certo. Agora, estou usando um aplicativo que me lembra e está funcionando".

A pílula anticoncepcional é muito eficaz quando usada de forma correta, com um índice que chega a 99,9%. No entanto, atrasar ou esquecer de tomar a pílula no horário de costume pode diminuir a sua eficácia. "O esquecimento de comprimidos dos anticoncepcionais representa importante causa de falha contraceptiva. As pacientes devem ser orientadas ao uso rotineiro, sempre no mesmo horário ou situação, visando minimizar esse inconveniente", explica Paula Oshiro, ginecologista e obstetra, em Rio Preto, membro da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia(FEBRASGO) e Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP).

Mas se por acaso não conseguir tomar no horário exato em algum dia, a pílula deve ser tomada assim que lembrar. No caso de esquecimento de um comprimido por menos de 24 horas, deve-se tomar imediatamente a pílula quando lembrar. "Após 24 horas, preconiza-se a ingestão de dois comprimidos no horário habitual e tomar o restante das pílulas de maneira usual. Caso haja esquecimento de mais de dois comprimidos, deve-se utilizar preservativo durante sete dias, tomando as pílulas restantes de forma rotineira", orienta Paula.

É preciso ficar atenta também para o fato de que alguns medicamentos podem interferir na eficácia da pílula. Os principais, de acordo com Paula, são alguns antibióticos, anticonvulsivantes, e fitoterápicos como erva de São João e cimicífuga racemosa.

Principais fatores que influenciam na eficiência da pílula:

  • Esquecer-se de tomar uma ou mais vezes
  • Atraso em começar nova cartela
  • Má absorção gastrointestinal devido ao vômito ou diarreia
  • Interação com outros medicamentos que diminuem os níveis de estrogênio ou progesterona

Fonte: Ginecologista Clícia Quadros

Esqueci, e agora?

A ginecologista Clícia Quadros orienta que em caso de se esquecer de tomar um comprimido, deve-se assim que lembrar já tomar as duas, a que esqueceu e a daquele mesmo dia. Agora se você esquecer dois ou três comprimidos, é melhor já pular, dar sequência na cartela e associar outro método contraceptivo até terminar a cartela e começar uma nova. Confira como você deve agir em cada situação:

Esquecimento de uma pílula na primeira semana: tomar a pílula imediatamente, no momento que se lembrar, mesmo que tenha que tomar duas simultaneamente, e continuar o restante da cartela como de costume. É indicado, por sete dias, utilizar um método contraceptivo, como por exemplo a camisinha, masculina ou feminina.

Esquecimento de uma pílula na segunda semana: tomar a pílula imediatamente, no momento que se lembrar, mesmo que tenha que tomar duas simultaneamente, e continuar o restante da cartela como de costume. Se não esquecer mais nenhuma pode terminar a cartela normalmente. Se houver novo esquecimento, deve ser adicionado método de prevenção.

Esquecimento de uma pílula na terceira semana: quando vai chegando o fim da cartela, o risco de falha do método contraceptivo fica maior. Caso haja esquecimento na terceira semana, a pílula deve ser tomada no momento em que se lembrar, e terminar a cartela normalmente, com a pausa. O método de prevenção é imprescindível.

Em caso de disfunções gastrointestinais como diarreia e vômitos a absorção fica comprometida. Se isso ocorreu até quatro horas da ingestão da pílula a mulher deve tomar uma nova pílula.

Métodos contraceptivos de longa duração

É uma grande aliada das mulheres há quase 60 anos. Método de contracepção mais popular entre mulheres brasileiras, de acordo com Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), pode causar diversos efeitos colaterais, dentre eles estão: náuseas, cefaléia, alteração do humor, diminuição do desejo sexual, trombose venosa. Para fugir dos efeitos das pílulas, há mulheres que adotam métodos contraceptivos de longa duração, os chamados LARCs (Long Acting Reversible Contraceptives). Também são uma alternativa para quem não é muito disciplinada na hora de tomar a pílula anticoncepcional.

A ginecologista e obstetra Paula explica que os LARCs são métodos que duram três anos ou mais, entre eles estão os dispositivos intrauterinos (DIU de cobre ou hormonal) e os implantes subdérmicos.

"O DIU, um dispositivo intrauterino em forma de "T" que é inserido no útero da paciente. Ele pode ser medicado (DIU hormonal) com o hormônio progesterona, que é liberado diariamente no organismo, ou de cobre, sendo que ambos têm forte ação local impedindo a fecundação no longo prazo, podendo ficar no corpo da mulher de cinco a 10 anos", afirma a médica, acrescentando que outra opção são os implantes hormonais subcutâneos na forma de um bastão de quatro centímetros que é inserido abaixo da pele do braço, agindo por até três anos.

 

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