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Diário da Região

17/07/2016 - 00h00min

Lagarta Vira Pupa

A vida e os aprendizados ao lado de um lindo garotinho autista

Lagarta Vira Pupa

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Hoje acontece o lançamento de um livro baseado em uma história real: Lagarta Vira Pupa – A vida e os aprendizados ao lado de um lindo garotinho autista, da jornalista e escritora Andréa Werner. Com uma linguagem simples e envolvente, a jornalista conta suas experiências após seu único filho, Theo, receber o diagnóstico de autismo aos dois anos de idade. Andréa também tem um site chamado Lagarta Vira Pupa que tem mais de 200 mil seguidores e se transformou numa referência sobre o assunto no País. O site contém relatos da autora e disponibiliza uma lista de escolas e médicos “amigos” do autista em várias cidades brasileiras.  

O autismo é um transtorno do desenvolvimento que se manifesta na infância e afeta a forma com que a criança se relaciona com o mundo. De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), o conceito de autismo é muito amplo, mas existem padrões de comportamento que são fáceis de identificar, como: a repetição, a dificuldade de comunicação e o comprometimento das funções cognitivas. Geralmente, o autista precisa de atenção multidisciplinar: psiquiatra, psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, e dependendo dos casos, outros profissionais são necessários.

Considerando que nenhuma mãe espera que seu filho seja “diferente”, o processo de aceitação do diagnóstico de autismo é uma jornada marcada por momentos de angústia, aprendizagem e superação. Nas palavras da autora: “O caminho natural é que um filho com necessidades especiais faça a gente evoluir. Luto, diariamente, contra os meus preconceitos. Devo isso ao meu filho. Devo a ele um mundo melhor nesse sentido, e o exemplo tem que partir de mim.” Por isso, Andréa ressalta a importância de se esquecer a perda do filho “idealizado” e compreender que há um filho real, vivo e sedento de amor no quarto ao lado. 

No entanto, o sonho de um mundo diferente, melhor e mais inclusivo ainda esbarra em muito preconceito e na falta de informação. Como relata a autora:  

“As escolas parecem recusar crianças com deficiências não pela tal falta de recursos que alegam (porque, para isso, dá-se um jeito). Mas porque querem crianças capa de revista: as melhores, perfeitas, com notas impecáveis, sem dificuldades extras. Escolas particulares que viraram máquinas de separar os bons dos ruins. Linhas de produção de seres padronizados.” (p. 63)

É por entender que as crianças com necessidades especiais têm os mesmos direitos de todos os outros cidadãos e que nunca, jamais, deverão ser tratadas como menos que este livro foi escrito. Nessa perspectiva, Lagarta Vira Pupa é uma importante contribuição para que a sociedade, cada vez mais, entenda e abrace a diversidade. Nas palavras da autora: “A base da aceitação é o amor. Por eles mais que por nós mesmos. Quando entendemos isso, tudo se ajeita.” 

BE21

Capítulo do livro

APRENDENDO QUE HÁ DIAS RUINS

Ela, normalmente, vê a vida em cores. 
Mas tem dias em que o sorriso se esvai junto com a esperança. 
E as lágrimas descem ininterruptas.
E nesses dias, ela chora pelo menino.
Chora pelo autismo que o assombra, que o agita, que o cala.
Tem dias em que ela chora pelo imutável.
Pela perda do futuro idealizado.
Pelo destino tão caprichoso que escolheu essa criança. 
Pelas limitações impostas a um ser tão doce e inocente.
Pelo futuro tão incerto e pela vida tão diferente da que ela sonhou.
Nesses dias, ela se aninha no colo de seu companheiro. 
E ele lhe pergunta: “por que você chora?”
Ela responde: “choro pelo menino”.
Então, ele lhe diz: “chore por você. O menino não precisa que ninguém chore por ele. Ele está bem. Ele vai ficar bem.”
E nessa hora ela pensa: “esse é um dos motivos pelos quais eu te amo.”
E é por isso que esses dias passam. 
E a esperança retorna ao primeiro sorriso que o menino dá ao levantar-se.
E o futuro aparece, novamente, promissor. 
E o autismo, menos assustador.
E as lágrimas secam e o sorriso retorna ao rosto da mãe.
E então ela escreve. Porque escrever, assim como o ombro do companheiro, também ajuda a curar.

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