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Domingo, 27.09.15 às 00:39

A vida depois de uma cirurgia no joelho

Juliana Ribeiro
Stock Images/Divulgação Lesão_joelho

Quem acompanha futebol lê ou escuta com frequência que "jogador rompe o ligamento cruzado do joelho". A ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) é uma lesão importante e prevalente entre os praticantes de esporte. De acordo com os especialistas, é comum o paciente relatar que o joelho está instável ou atrofiou. "O trauma ocorre com o pé fixo ao solo ou preso à perna do adversário, ocorrendo rotação anormal interna ou externa do fêmur em relação à tíbia. 

Pelo fato desta estrutura não cicatrizar, é de comum acordo entre a maioria dos cirurgiões de joelho no mundo de que tanto numa lesão total quanto parcial em pacientes ativos e que tenham queixas de falseio o indivíduo deve ser submetido à cirurgia de reconstrução, para que possa restabelecer a estabilidade e função", explica o ortopedista Adriano Leonardi, especialista em traumatologia do esporte e cirurgia do joelho, de São Paulo. 

Para o fisioterapeuta André Fujita, de Rio Preto, o pós-operatório da cirurgia do ligamento cruzado anterior é mais complexo do que parece. "O fisioterapeuta precisa ter conhecimento do processo de maturação do enxerto utilizado e saber o momento em que deve progredir com os exercícios, nos 7 a 8 meses de reabilitação que virão", diz. De acordo com o fisioterapeuta Marco Aurélio Guimarães, de Rio Preto, nos primeiros 30 dias de tratamento o importante é diminuir o edema e ganhar amplitude de movimento. "Após a retirada dos pontos e a cicatrização completa, podemos iniciar atividades na piscina, em seguida, exercícios de estabilização e, por último, o ganho de força muscular", orienta. 

 

Liuba Cristina Amorim Liuba Cristina Amorim operou o joelho há 1 mês, após a ruptura total do ligamento cruzado anterior, mas começou a fazer fisioterapia com o profissional Marco Aurélio Guimarães antes do procedimento, para fortalecer e acelerar sua recuperação

Em recuperação

Há 1 mês, Liuba Cristina Amorim, analista fazendária, operou após a ruptura total do ligamento cruzado anterior. "O meu joelho falseava e sentia dores que me impossibilitavam de fazer qualquer atividade física. Pela qualidade de vida, decide operar. Faço boxe chinês há 5 anos, não consigo ficar parada", diz. Antes de operar, Liuba optou por fazer fisioterapia. 

"Fiz três meses antes de operar e continuo fazendo. Percebo que estou me restabelecendo com certo progresso. E acredito que os bons resultados, no caso da ruptura de LCA, não é apenas na cirurgia, mas também em investir em fisioterapia", completa. Liuba ainda tem alguns meses pela frente para voltar à sua vida ativa. "Sei que só poderei retornar às atividades físicas depois de seis meses. Eu ainda incho, sinto dores. Ficar sentada por muito tempo dói e incha meu joelho. Estou em processo de recuperação", conta. 


Tempo de retorno

Para se ter resultado 100% de recuperação de uma cirurgia de joelho, o tempo médio é de 6 a 8 meses. "Para ser liberado para atividades físicas, dependerá muito da prática esportiva do paciente. Por exemplo: um ciclista voltaria mais rápido à atividade do que um jogador de futebol, já que seu esporte não tem impacto nem rotações sobre a articulação operada", reforça Guimarães.

André Fujita garante que a fisioterapia intensiva, se bem conduzida, é sempre uma grande aliada. "Atletas de alto rendimento fazem fisioterapia várias vezes ao dia para minimizar os efeitos deletérios da cirurgia. Os pacientes que estão no pós-cirúrgico recente devem sempre seguir o que seu fisioterapeuta indicar", diz. 

Reabilitação e reforço muscular

Alguns profissionais defendem o processo de reabilitação imediato. Marco Aurélio Guimarães explica que, após sair da sala de cirurgia, não só é possível como é o ideal começar a reabilitação. "Imediatamente após a cirurgia já é indicada a fisioterapia. Quanto mais cedo o início das sessões, melhores os resultados do tratamento", explica.

Adriano Leonardi ressalta que o ideal é que o paciente verifique a possibilidade de realizar fisioterapia pré-operatória. "Caso não haja contraindicações, como lesões meniscais bloqueando joelho ou lesões concomitantes a outros ligamentos, a fisioterapia pré-operatória mantém a musculatura trófica, melhora a dor e assegura um arco de movimento normal do joelho", esclarece.

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