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Sábado, 20.05.17 às 00:00 / Atualizado em 19.05.17 às 23:05

Delator diz que pagou R$ 300 mil a Elsinho, marqueteiro de Temer

Rodrigo Lima
Reprodução/ Facebook Temer e Elsinho Mouco - 20052017
O marqueteiro Elsinho Mouco (à dir.) durante gravação com o presidente Michel Temer no Palácio da Alvorada no início do ano

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Reprodução/ Facebook Temer e Elsinho Mouco - 20052017
O marqueteiro Elsinho Mouco (à dir.) durante gravação com o presidente Michel Temer no Palácio da Alvorada no início do ano

Homem responsável pela imagem do presidente Michel Temer (PMDB), o marqueteiro rio-pretense Elsinho Mouco foi acusado de receber R$ 300 mil do empresário Joesley Batista, um dos sócios da JBS, e principal pivô da atual crise política que empareda o governo. De acordo com o conteúdo da delação premiada de Joesley Batista - identificado como “JB” -, Elsinho foi indicado pelo próprio Temer para receber a propina, que seria destinada ao pagamento de despesas de marketing político pela internet. O empresário prestou as informações aos procuradores da operação Lava Jato.

Na delação o empresário “prometeu pagar a propina e Temer orientou JB fazê-lo a Elcinho (grafado incorretamente com c), marqueteiro de sua confiança”. “JB chamou então Elcinho em sua casa e lhe entregou os R$ 300 mil em espécie”. Elsinho tem trânsito livre no 3º andar do Palácio do Planalto, onde fica o gabinete do presidente, e é apontado como um dos homens de confiança de Temer. O marqueteiro foi um dos responsáveis, por exemplo, pelo texto do pronunciamento em que Temer afirmou que não renunciaria ao cargo, na tarde de quinta-feira, 18.

De acordo com o empresário, a negociação do pagamento a Elsinho ocorreu durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Ele teria sido procurado por Temer e convidado para uma reunião no escritório jurídico do peemedebista, na região dos Jardins, na Capital. [ROUSSEFF]Os relatos estão no anexo 9 da delação de Joesley Batista. O documento diz que são “fatos diretamente corroborados por elementos especiais de provas” em relação ao presidente Michel Temer.

Clique AQUI para ver o trecho da delação que cita Elsinho:

Anexo

O anexo em que o empresário menciona o marqueteiro rio-pretense é o mesmo no qual ele dá detalhes de como conheceu o presidente e revela ainda a conversa que manteve com Temer no dia 7 de março deste ano. O documento mostra em minúcias como foi a reunião, que começou às 22h30, no Palácio do Jaburu. “JB procurou tranquilizar Temer sobre o risco de delações: disse que estava ‘cuidando’ de Eduardo Cunha e de Lúcio Funaro, ao que Temer respondeu ‘importante manter isso’”. É a partir deste possível aval dado por Temer que o País se afundou de vez em uma de suas piores crises políticas.

Polêmica

Em maio do ano passado, quando Temer assumiu o governo, uma das principais críticas a ele foi o logotipo escolhido para o governo, em que uma esfera, à semelhança da que está na bandeira brasileira, flutua em cima da palavra “Brasil” com 22 estrelas - cinco a menos do que há na bandeira e que representam os Estados e o Distrito Federal. A criação - que teria sido “escolhida” por Michelzinho, filho de Temer e então com 7 anos - era de Elsinho. O marqueteiro também acompanhou Temer na visita que ele fez a Rio Preto em março. Postou fotos nas redes sociais sobre o orgulho de acompanhar o presidente em sua cidade.

Elsinho admite encontro com ‘JB’

O marqueteiro Elsinho Mouco não quis dar entrevista ao Diário nesta sexta-feira, 19, para falar da citação do nome dele na delação do empresário Joesley Batista - identificado como “JB” -, dono da JBS. Apesar da insistência da reportagem, que telefonou e mandou recados para ele nas redes sociais, Elsinho se limitou a mandar uma nota. Ele confirmou que foi a casa de Joesley. “Chegando lá, me reuni com ele, com seu pai José Batista e seu irmão Wesley. Discutimos o momento político do país e as possibilidades de Júnior Batista se candidatar. Depois desta introdução, comentei que vinha auxiliando o então vice-presidente Michel Temer com um trabalho de defesa digital. Joesley mostrou-se interessado em ajudar, bem como contratar o mesmo serviço para o seu Grupo. Isto pode ser confirmado pela troca de mensagens que mantivemos posteriormente”, afirmou o marqueteiro na nota.

Ele não diz, no entanto, se recebeu ou não os R$ 300 mil “em espécie” que o empresário diz que deu a ele. Nos outros trechos da nota, prefere falar de sua ligação com os empresários. “Eu possuo relação com o grupo JBS desde 2010, quando fui procurado para desenvolver trabalho de marketing político para a pré-candidatura ao governo de Goiás de um de seus sócios, Júnior Batista, que vem a ser irmão de Joesley. Em 2014 fui novamente contratado com o mesmo objetivo, mas, pela segunda vez, Junior desistiu da candidatura. Em ambas as ocasiões as notas fiscais foram emitidas normalmente”, afirmou.

De acordo com Elsinho, quando a crise provocada pela Operação Carne Fraca da Polícia Federal ainda estava no auge, ele voltou a ser procurado pelo empresário. A operação apontou uma série de irregularidades na produção da carne brasileira. “Recebi uma mensagem de Joesley Batista me consultando quanto à minha disponibilidade de fazer novamente a defesa digital da JBS. Foi o último contato que tivemos”, afirmou o marqueteiro. A Secretaria de Imprensa do Planalto (SIP) também foi procurada nesta sexta para comentar o assunto, mas até o fechamento desta edição não havia se manifestado. 

 

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