É com prazer que o Diário da Região lança hoje mais uma edição da campanha “Paz no Trânsito”. O projeto é encabeçado como mais uma missão de estimular e conscientizar o rio-pretense de sua responsabilidade de trafegar com segurança pelas ruas de Rio Preto. Objetivo da campanha é levantar os problemas e propor soluções práticas para o trânsito da cidade. A série de reportagens especiais será publicada no caderno Cidades, sempre nas edições de domingo, até o dia 26 de setembro. As matérias abordarão o aumento da frota do município, as infrações mais comuns, o trânsito carregado nas principais avenidas, a falta de acesso aos bairros periféricos, o custo do tratamento médico às vítimas de trânsito e o dia a dia de quem ganha a vida sobre duas rodas. Para a estreia da campanha, o repórter Bruno Xavier e o fotógrafo Ferdinando Ramos rodaram pelas vias da cidade para traçar um panorama dos pequenos e grandes problemas que assolam desde o pedestre até os motoristas profissionais e os turistas que trafegam esporadicamente por Rio Preto. Com a pesquisa, o Diário apurou que a relação dos motoristas com o trânsito está desgastada. A situação se agrava nos horários de pico. Rotatórias confusas, falta de semáforos em cruzamentos movimentados, falta de vagas para estacionar na região central, falta de sincronia entre os semáforos, falta de sinalização, ruas estreitas com grande fluxo de veículos e falta de respeito deixam o motorista à flor da pele e ainda mais vulnerável a acidentes.
Até problemas simples, como a falta de sinalização adequada, atormentam e colocam a vida do condutor e passageiros em risco. Na última segunda-feira, no Jardim Americano, um Gol bateu num caminhão porque a motorista do carro não conseguiu enxergar a pintura de “pare” no asfalto. A passageira do Gol sofreu ferimentos leves, mas o prejuízo nos dois veículos foi de cerca de R$ 5 mil. No local, o Diário constatou que o acidente foi motivado em parte pelo descaso da Prefeitura, que cobriu parcialmente a sinalização do solo por um serviço de tapa-buraco. O cruzamento também possui sinalização vertical, mas os galhos de uma árvore impedem a visualização da placa. Pelo simples exemplo acima, constatamos que a paz no trânsito só é alcançada e mantida por meio de um conjunto de ações que inclui obrigatoriamente a harmonia entre o pedestre, o motorista, o motociclista e Prefeitura. A paz, assim como a guerra, não se faz sozinha. É fruto do trabalho e perseverança de quem a promove.
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