|
|
|
|
|
›
Coluna
|
|
São José do Rio Preto, 25 de Outubro, 2009 - 11:32
|
|
Ortopedia facial pode devolver harmonia
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Orlandeli/Editoria de Arte
|
|
|
|
Dores na coluna, além de uma aparência desagradável e diversos outros problemas podem ter origem na boca. E na busca de ter um sorriso esplêndido, há quem acredite que basta colocar um aparelho ortodôntico para resolver o problema em pouco tempo. De fato, com a expansão da tecnologia, o que não faltam são novidades no mercado da odontologia.
Contudo, especialistas alertam que para um tratamento eficaz nem sempre a tecnologia é arma suficiente. “Sem um diagnóstico apropriado, o risco de se aumentar o problema é grande”, diz o ortodontista Roberto Mario Amaral Lima Filho, da Ortodontia Lima de Rio Preto, cuja formação na Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, além de sua atuação como diretor presidente do Board (Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial) o fez reconhecido no mundo, pela busca de qualidade do atendimento ortodôntico no País.
E ele acaba de ser convidado para ministrar uma aula sobre o assunto no 7º Congresso da Abor – Associação Brasileira de Ortodontia e Ortopedia Facial, em Brasília, na semana passada. O especialista explica que na área de saúde a qualidade do serviço está diretamente relacionada com a qualidade e a quantidade de treinamento, o grau de especialização e a experiência do clínico em seu respectivo campo de atuação. “Apesar da vasta literatura que trata de qualidade na área médica, pouca ênfase é dada à qualidade em ortodontia”, diz.
Coluna e outros danos
Por incrível que possa parecer, uma boca cuja mordida não é correta pode causar danos não apenas estéticos, mas também pode afetar a coluna cervical, provocando dores que têm origem na boca. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% da população mundial enfrentam ou vão enfrentar dor na coluna. E isto é algo que pode ser resolvido, muitas vezes, com uma simples visita ao dentista. “Numa sucessão de mordidas erradas, desgastes e compensações o próprio corpo se encarrega de adequar, neste caso, negativamente, articulações, músculos e ossos”, afirma o cirurgião-dentista Lauro Delgado Júnior, especialista em estética e reabilitação oral da clínica Odonto Integrada Delgado, de São Paulo. O profissional acumula aperfeiçoamentos nos EUA e Itália e se destaca pelo trabalho realizado em estética, reconhecido inclusive entre os colegas da mesma área que muitas vezes encaminham os próprios clientes para trabalhos mais minuciosos.
Delgado, que também é palestrante nacional e internacional em odontologia estética, concorda com Lima quando diz que as pessoas que têm o chamado contato prematuro (ao fechar a boca um dente tem contato antes que os demais), obturação malfeita ou apinhamento (dentes encavalados) criam uma desarmonia na mordida, o que quase sempre gera uma disfunção na ATM - articulação temporomandibular. “Quando a mordida não é perfeita a mandíbula se desvia lateralmente para fazer o ajuste e compensar o desequilíbrio”, explica.
Segundo o quiropata Sidnei Spano, de São Paulo, da coluna saem ramificações de nervos que chegam a todos os órgãos do corpo. Assim, um problema de má oclusão na boca pode sim comprometer a coluna cervical e vice-versa. O tratamento inclui um trabalho associado entre dentista e especialistas como fisioterapeutas e ortopedistas. Geralmente, a parte odontológica para estes casos é resolvida com o uso de aparelho ortodôntico, correção de uma obturação ou desgaste de algum dente.
Os especialistas são unânimes, no entanto, quanto ao fato de que o tratamento correto só pode ser definido após análise de cada caso. Uma vez constatado que a boca não tem qualquer outro problema, então a pessoa segue para um outro ramo de especialidade. “Em alguns casos, mesmo com a correção dos dentes, a dor na coluna cervical não é resolvida, pois, devido ao tempo, já sofreu lesões sérias”, diz Delgado. Daí a importância de visitas periódicas ao dentista para um diagnóstico precoce.
A avaliação feita no consultório odontológico para comprovar o problema será realizada por intermédio não apenas de radiografias panorâmicas, exame cefalométricos, mas também de fotografias de perfil do paciente. “Isto é necessário, pois uma análise clínica aprofundada somada a informações do paciente referentes à sua estrutura anatômica e testes motores é possível realizar a correção do sorriso, muitas vezes, com a ortopedia facial, e não necessariamente com o uso de aparelhos ortodônticos.
|
Sérgio Menezes
|
|
|
Ortodontista Roberto Lima: técnica permte qualidade de vida melhor
|
Acompanhe abaixo a entrevista exclusiva
Diário - O que leva uma pessoa a sofrer distúrbios na arcada dentária, mesmo se os progenitores têm os dentes perfeitos?
Roberto Lima Filho - As causas dos distúrbios na arcada dentária podem ser genéticas e/ou ambientais. Alguns tipos de má oclusão são hereditários, como prognatismo da mandíbula (queixo para frente), enquanto algumas causas são adquiridas (ambientais), como problemas respiratórios e hábitos nocivos (sucção do polegar, projeção da língua entre outros).
Diário - Qual a importância do diagnóstico para a correção definitiva da arcada?
Lima - A qualidade do tratamento ortodôntico requer combinação de ciência e arte. Essa dualidade tem sido reconhecida desde o início da especialidade em 1901. Para que o objetivo do tratamento seja plenamente alcançado, o fator mais importante é o diagnóstico preciso. Apesar da existência de diversas técnicas, se o diagnóstico for incorreto, o resultado será insatisfatório mesmo se a técnica for a melhor. Nenhuma técnica substitui a boa formação profissional, indispensável para a realização de um tratamento de qualidade.
Diário - Quando é indicado começar a corrigir a mordida e a estrutura maxilar para que não cause distúrbio de ATM?
Lima -É recomendável fazer a primeira consulta aos 7 anos. Nessa época, podemos avaliar as relações anteroposteriores e transversais da oclusão, assim como detectar qualquer desvio funcional. No início da erupção dos incisivos, problemas como maus hábitos, apinhamento, mordidas profundas e abertas, e algumas assimetrias faciais podem ser detectados. Em alguns casos, o exame nessa época apresenta diversos benefícios, sendo o principal deles a tranquilidade dos pais. O diagnóstico precoce leva ao tratamento em menor tempo, resultando em menor custo.
Diário - Quem são os pacientes mais fáceis de tratar, adultos, adolescentes ou crianças?
Lima - Atualmente, 25% dos pacientes de ortodontia são adultos. O tratamento, quando indicado, pode ter sucesso em adultos mesmo não ocorrendo crescimento dos maxilares. Isso porque a movimentação dentária ocorre da mesma forma que nas crianças. Entretanto, de modo geral, por estarem em fase de crescimento, nas crianças existe possibilidade de alterações nas estruturas esqueléticas da face e menor tempo de tratamento.
Diário - O que se deve levar em consideração na hora de escolher o profissional, uma vez que há tantos no mercado?
Lima - Os pais devem se informar com outros pacientes que foram submetidos a tratamentos ortodônticos e ficaram satisfeitos. É fundamental que os pais dos pacientes tenham absoluta certeza de que seus filhos serão tratados pelo próprio profissional em vez de outros, infelizmente, algo que nem sempre tem acontecido.
Diário - Como é possível tornar uma boca desestruturada em uma arcada elegante, definitivamente, com o auxílio da ortopedia facial?
Lima - Por meio da ortodontia, que é uma especialidade da odontologia que corrige a má posição dos dentes enquanto que a ortopedia corrige a má posição dos ossos. Como toda a especialidade da área de saúde, a ortodontia e a ortopedia facial têm como objetivo melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Diário - O que é o Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial (BBO), e o que tem feito para trazê-lo para cá?
Lima - O exame de certificação do BBO estimula o aperfeiçoamento profissional e promove a valorização da obtenção do padrão de excelência na especialidade. O candidato aprovado no exame demonstra ter tanto capacidade para diagnosticar e planejar como habilidade para tratar diversos tipos de má oclusão. Indicado pela Associação Brasileira de Ortodontia e Ortodopedia Facial (ABOR), participei da comissão de implantação do BBO e tive a honra de ter sido presidente fundador da entidade. Embora a certificação pelo BBO não seja obrigatória, o ortodontista é levado a buscá-la movido pela necessidade de aperfeiçoar-se e ampliar seus conhecimentos. Dr. George Ewans foi o ortodontista que melhor traduziu o sentimento dos profissionais que buscaram o certificado do American Board of Orthodontics (ABO) quando disse: “O ABO não o fará melhor do que os outros, mas com certeza o fará melhor que antes”. Isso também pode ser aplicado ao Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial (BBO).
Diário - Como surgiu a ideia de implantar o Board Brasileiro de Ortodontia?
Lima - A ideia da criação do Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial (BBO) nasceu da necessidade de se estabelecer padrões de excelência clínica no exercício da especialidade Ortodontia e Ortopedia Facial. Na atualidade é crescente a importância da qualidade em todas as áreas de atuação profissional. A preocupação com a qualidade tem relação direta com a necessidade de atualização e aprimoramento. Na área da saúde, a qualidade do serviço está diretamente relacionada com qualidade e quantidade de treinamento, grau de especialização e experiência do clínico em seu respectivo campo de atuação. Para mais informações sobre o programa do Board, basta acessar o site www.bbo.org.br.
|
|
|
|
|
|
|
OPINE SOBRE ESTA MATÉRIA
|
|
|
|
Não sou cadastrado |
Clique aqui
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
COMENTÁRIOS
|
|
|
|
|
|
Nenhum comentário cadastrado.
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
ENVIE PARA UM AMIGO
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|