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Infância
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São José do Rio Preto, 10 de Março, 2010 - 3:02
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Dobra número de mães que amamentam filhos
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Sérgio Menezes
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Érika Sanches Augusto amamenta a filha, Livia, de dois meses
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Em dez anos, dobrou em Rio Preto o número de mães que alimentam os filhos com até seis meses de idade exclusivamente com o leite materno . Em 2001, quando foi realizada a primeira pesquisa na cidade, 18,1% das mulheres alimentavam os bebês só com o nutriente. No ano passado, subiu para 35,88%. Apesar do crescimento, o número ainda está longe do ideal.
“O melhor seria se 100% das mães só dessem aos filhos leite materno nesse período. Isso é o que preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS)”, diz a pediatra Liete Aranha da Silveira, coordenadora do Banco de Leite de Rio Preto. No entanto, o aumento constatado pela pesquisa é considerado animador. “Ainda há muito trabalho a ser feito, mas já temos uma conquista.”
Segundo a pediatra, todas as mulheres grávidas acompanhadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) são orientadas sobre a importância da amamentação exclusiva. “O leite materno tem todos os nutrientes de que o bebê precisa. Além disso, protege a criança contra uma série de doenças crônicas, favorece o desenvolvimento e permite uma proximidade ainda maior da mãe com o bebê.”
Apesar de tantos benefícios, ainda há resistência por parte das mulheres. “Elas não são obrigadas a amamentar”, diz Liete. Falta de orientação correta e o retorno ao trabalho antes do bebê completar seis meses também atrapalham o aleitamento exclusivo. “Quando não há orientação, a mãe pode achar o processo de amamentação dolorido, o que a leva a substituir o leite materno por outros. Ao voltar a trabalhar, ela acaba optando por introduzir outros alimentos na dieta do bebê.” Dados da pesquisa mostram que, em 2009, 78,94% das mães alimentaram os filhos só com leite materno até os quatro meses.
A analista de crédito Érika Sanches Augusto, 27 anos, intercala a alimentação da filha Lívia, de dois meses, com leite materno e complemento. “Tive problemas no início da amamentação e precisei alimentá-la de outra forma. Na primeira vez em que dei a mamadeira, chorei”, diz. “Quando amamentamos, mantemos a conexão mãe e filha ainda mais forte que na gravidez. É o melhor momento dessa relação.”
O levantamento é realizado a cada dois anos durante a campanha de vacinação contra a poliomielite. As mães de bebês menores de um ano também respondem questões sobre os hábitos alimentares das crianças após os seis meses. “Conseguimos um diagnóstico desses bebês e, assim, podemos orientar melhor as mães”, diz Liete.
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COMENTÁRIOS
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Elaine Aparecida de Souza
postado em
10/03/2010
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Eu tambem amamentei minha filha até a idade de 1 ano e 4 meses, só parei pq ela quis, caso contrário amamentava ainda com ela com 02 anos agora. É fantastico esse momento da mãe com o filho. Tenho uma sintonia mto forte com a Maria Antonia. É mto importante para o bebê e acredito eu, mais ainda para nós mães. Erika vc é linda parabéns amiga. Obrigada Elaine Souza
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