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Doença metabólica
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São José do Rio Preto, 29 de Dezembro, 2009 - 0:06
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Osteoporose no homem é ainda mais devastadora
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Orlandeli/ Editoria de Arte
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Ao contrário do que se costuma pensar, homens também são vítimas de osteoporose. Pelo menos um quinto dos homens após os 65 anos de idade sofrem da doença. Segundo o médico australiano Ego Seeman, em 1990, cerca de 30% de 1,7 milhão de fraturas de quadril no mundo ocorreu em homens. Aproximadamente 1/5 do custo anual com fraturas osteoporóticas nos EUA é de casos no sexo masculino. E, em geral, o homem caucasiano de 50 anos tem 6% de risco de fratura de quadril, e 16 a 25% de risco de qualquer fratura osteoporótica.
“No Brasil, os portadores são 10 milhões, atingindo uma mulher em cada grupo de três e um homem em cada grupo de cinco”, garante a médica reumatologista de São Paulo Evelin Goldenberg.
A osteoporose é uma doença metabólica, com perda gradativa da massa óssea, o que enfraquece os ossos e aumenta os riscos de fraturas. Muitos estudos apontam erroneamente a osteoporose como uma doença tipicamente feminina, quando na verdade ela é mais devastadora nos homens, quando os acomete.
Enquanto 19% das mulheres morrem um ano após quebrar o fêmur, neles este número pode chegar a 39%. “A osteoporose atinge os homens, geralmente, após os 65/70 anos, período em que pode começar a ocorrer a andropausa, que nada mais é do que a menopausa masculina, em que os níveis de testosterona começam a cair ou ocorre falha na sua produção”, explica o ortopedista e traumatologista Roberto Leite.
A osteoporose é uma doença silenciosa e traiçoeira, pois no estágio inicial não produz sintomas. “O paciente não sente dores. Podem ocorrer são fraturas ou sinais de deformidade vertebral em função do aumento da fragilidade óssea com acentuação da cifose dorsal”, alerta o ortopedista e traumatologista José Carlos Conte.
Normalmente, as áreas mais afetadas pela osteoporose são a coluna vertebral, o fêmur e o punho. “As consequências da fratura no homem, em especial fêmur e coluna, são piores do que nas mulheres, pelo fato de em geral apresentarem hipertensão e doenças cardíacas e/ou pulmonares graves. Inatividade, depressão, alterações estéticas e sensação de incapacidade podem agravar o quadro e até levar à morte”, ressalta a mestre e doutora em reumatologia pela Universidade Federal de São Paulo, Evelin Goldenberg.
As causas da doença são diversas, como alterações hormonais, hereditariedade, sedentarismo, tabagismo, alcoolismo, má alimentação, baixa exposição ao sol e uso prolongado de alguns medicamentos. Mas a osteoporose pode resultar também de doenças endócrinas e metabólicas, como hipertireoidismo, e de moléstias inflamatórias crônicas, entre elas artrite reumatóide, lúpus eritematoso sistêmico e esclerose múltipla.
O ideal é evitar o aparecimento e a progressão da osteoporose. Existem algumas medidas básicas que podem ser adotadas, como tomar sol pelo menos 10 minutos por dia, alimentar-se bem não se esquecendo de ingerir vitamina D e cálcio, praticar atividade física, evitar cigarro, bebidas alcoólicas e, claro, sempre fazer um check-up ósseo acompanhado do médico.
A osteoporose pode ser diagnosticada com exames de sangue e comprovada através de um exame chamado densitometria óssea. “Um exame feito de forma rápida, simples, indolor, segura e capaz de diagnosticar com imagens nítidas um resultado confiável”, garante o radiologista Flávio Rossi.
Hoje, a doença pode ser tratada com remédios na forma de comprimidos ou por via endovenosa e com auxílio da fisioterapia. “A fisioterapia trabalha o fortalecimento, dentro do possível, da musculatura postural, dando mais equilíbrio ao paciente e ajudando-o a ter uma vida mais ativa em relação às suas atividades diárias. Orientamos o paciente a fazer caminhadas, atividades de baixo impacto, treinos de equilíbrio e exercícios com a plataforma vibratória, aparelho que ajuda a prevenir o processo de degeneração óssea”, explica o fisioterapeuta Diego Mardegan Tricca.
A cura da osteoporose, mesmo que demorada, já é possível e comprovada. “Hoje, há um leque de opções para tratar a osteoporose, mas a adesão do paciente precisa ser rigorosa para chegarmos à cura”, reforça o traumatologista Roberto Leite.
Saiba:
Segundo a nutricionista Ana Junqueira, a vitamina D favorece a formação óssea e facilita a absorção intestinal do cálcio. É sintetizada na pele pela ação dos raios solares ultravioletas e sofre transformações no fígado e rins para chegar à forma ativa. Para o clima tropical brasileiro, o mínimo de exposição solar diária é suficiente para a ação dos raios solares. A vitamina D é encontrada em alimentos como leite, queijos, óleo de fígado de bacalhau, ostras, camarões e peixes, especialmente cavalinha, salmão, sardinha e atum.
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