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São José do Rio Preto, 22 de Dezembro, 2009 - 6:12
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Lentes ajudam combater catarata a partir de janeiro
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Lézio Júnior/ Editoria de Arte
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Duas novas lentes chegam a Rio Preto, para melhorar a vida dos portadores de catarata que precisam passar por cirurgia, a principal causa de cegueira reversível no mundo. “É muito importante que a população esteja bem-informada sobre os tratamentos disponíveis. Lembrando sempre de consultar um oftalmologista regularmente, que é a melhor medida de prevenção”, alerta o oftalmologista Walton Nosé, professor livre docente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretor da Eye Clinic, em São Paulo.
A catarata é uma doença provocada pelo envelhecimento do cristalino, uma lente natural que tem dentro do olho. Com a idade, ela vai se tornando mais rígida e opaca, impedindo aos poucos que a luz entre no olho e a pessoa distinga as imagens. Segundo o oftalmologista Victor Bastos, do Hospital do Olho de Rio Preto, na maioria das vezes a catarata é decorrente da senilidade. Mas pode ser provocada também por excesso de uso de corticóides, ou ser acelerada pelo diabetes. “Existe também a catarata congênita, causada por alguma doença intrauterina, como a rubéola. Normalmente, os sintomas são percebidos pela própria pessoa, já que a catarata provoca alterações, como o “embaçamento” ou o surgimento de halos luminosos”, diz.
Apesar dos avanços, o número de cirurgias de catarata no Brasil ainda é considerado insuficiente pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O País necessita de 570 mil cirurgias por ano para atingir a meta mínima estabelecida pela OMS. Porém, nos últimos anos, tem realizado apenas 360 mil procedimentos ao ano, somando tratamentos feitos pelo SUS, convênios médicos e particulares – o que acarreta um acúmulo de casos.
A boa notícia é que novidades não faltam quando o assunto é a catarata. Rio Preto está com duas novas lentes para o portador da doença. Uma delas reduz o corte cirúrgico durante a cirurgia da catarata e a outra visa a corrigir os resquícios, que variam de 1 a 10% após a retirada do cristalino. As novidades chegam ao Horp como forma de comemoração dos 30 anos dos serviços prestados à comunidade rio-pretense.
Lente intraocular
A novidade trazida pelo cirurgião Victor Bastos é a plataforma Stellaris, que consiste numa técnica cirúrgica disponível a partir de janeiro, que irá tornar as cirurgias de catarata muito mais seguras. A nova tecnologia permitirá a redução da incisão para colocação de uma lente intraocular que irá substituir a retirada da lente natural danificada de dentro do saco cristalino.
Bastos explica que com a Stellaris será possível realizar um corte de apenas 1,8 mm, que é 40% menor do utilizado hoje, e isto faz com que não seja mais necessário o uso de suturas ou adesivos. “Essa manutenção da integridade do globo ocular é muito importante, pois diminui o risco pós-cirúrgico de abertura da incisão devido a traumas provocados por quedas, batidas ou choques, comuns a partir dos 60 anos”, diz.
Além de representar um avanço para a oftalmologia geriátrica, a novidade, desenvolvida pela Bausch & Lomb, reduz os riscos de danos à córnea. Hoje, a técnica é utilizada por cerca de 30% dos cirurgiões norte-americanos e europeus. Ao importar o equipamento o Horp afirma que o paciente não será onerado em nada ao se submeter à técnica cirúrgica.
Lente corretiva
O oftalmologista Carlos Figueiredo foi um dos vinte especialistas brasileiros convidados pelo laboratório Royal Society of London para conhecer a lente Sulcoflex, lançada pela empresa britânica Rayner, pioneira na produção de lentes intraoculares. A nova lente é suplementar e deverá ser colocada dentro dos olhos acoplada à primeira lente (aquela que visa a corrigir a catarata e é colocada dentro do saco do cristalino na cirurgia convencional). A Sulcoflex seria então uma segunda lente implantada por um processo simples, cuja duração varia de dois a três minutos. Seu objetivo é corrigir alguns graus remanescentes que venham a exigir o uso de óculos.
Segundo o médico, que realiza em torno de 1.400 cirurgias de catarata por ano, com a nova lente o paciente terá de volta 100% da visão.
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