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Doença
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São José do Rio Preto, 15 de Dezembro, 2009 - 1:30
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Trombose venosa afeta jovens e idosos imobilizados
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Orlandeli/Editoria de Arte
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Após sofrer um atropelamento, a doméstica M.J.A., 35 anos, teve de passar três meses sobre uma cama, em recuperação. Detalhe, a preocupação não era se conseguiria voltar a andar e se o joelho ficaria bom, mas sim, se sobreviveria a uma trombose na perna esquerda. “Era um tormento, tinha de tomar injeções de heparina e fazer fisioterapia todos os dias, para as pernas não ficarem atrofiadas. Vivia roxa, e como já tive o problema, meu médico pedia para eu ter o maior cuidado. Felizmente, estou boa”, conta.
De fato, a trombose venosa profunda (TVP), como é chamada a formação de coágulo sanguíneo no interior das veias, ocorre de forma mais frequente na perna ou na coxa. Segundo estudos científicos, acontece um caso em cada mil pessoas vítimas de embolia pulmonar. Ou seja, cerca de 60 a 70 casos para cada cem mil habitantes. A Organização Mundial da Saúde da conta que a doença é responsável pela morte de um milhão de pessoas todos os anos, sendo cerca de 300 mil nos Estados Unidos e 544 mil na Europa.
Esta é uma das doenças mais presentes no mundo, e só perde para as doenças cardíacas e o derrame cerebral. Para o médico Luiz Sérgio Marcelino Gomes, chefe do grupo de quadril da Pontifícia Universidade Católica, de Campinas, diretor científico da Sociedade Brasileira de Quadril, o problema é muito mais comum do que se imagina em idosos, vítimas de quedas, que precisam ficar acamados por muito tempo.
Falta de proteína S
Mas nem só idosos sofrem com o problema. Segundo o especialista em angiologia e cirurgia vascular José Maria Pereira Godoy, professor da Faculdade de Medicina de Rio Preto, que realizou um estudo sobre o assunto, nos portadores de TVP é comum encontrar a deficiência de uma proteína denominada de S - um importante anticoagulante natural. Ao acompanhar 87 pacientes, sendo 47 do sexo feminino e 40 do sexo masculino, com idades entre 17 e 56 anos e média de 36,3 anos, encontrou que apresentaram trombose venosa profunda (TVP) de membros inferiores. Em 6,9% dos casos ele detectou a deficiência da proteína S.
O médico explica no artigo publicado pela Revista Brasileira de Hematologia e Hemoterapia que a incidência anual de tromboembolismo venoso descrita em dois estudos foi de 1,65% e 3,5% respectivamente, em pacientes com idades acima de 15 anos.
Imobilismo
O estudo mostra que em torno de 30% dos casos de tromboembolismo estão relacionados com imobilização, cirurgia ou trauma, enquanto outros 30% ocorrem com o uso de contraceptivos orais, gravidez ou período pós-parto. A trombose acontece quando um coágulo sanguíneo se forma no interior de veias profundas, causando o entupimento dela.
Na fase inicial ocorre um processo inflamatório nas regiões próximas que causa dor, inchaço, aumento da temperatura e endurecimento dos músculos próximos ao local da trombose. O maior problema é quando acontece de forma assintomática, o que pode ocorrer em até 80% dos casos.
A falta de um diagnóstico preciso também é abordado em alguns estudos sobre o tema. Ao que tudo indica, os clínicos médicos são os que estão melhor preparados para a avaliação. Quando ocorre a trombose, a veia entupida não exerce mai a sua função de levar o sangue venoso de volta ao coração.
Ainda que as veias vizinhas possam fazer este papel, elas ficam sobrecarregadas, dilatam-se e podem ficar insuficientes. Esta situação, por si só, tem consequências importantes, pois pode originar a chamada síndrome pós-trombótica, na qual acontece a presença de inchaço, feridas e infecções crônicas no membro afetado, podendo ser extremamente incapacitante.
Saiba mais:
::De acordo com o médico Luiz Sérgio Marcelino Gomes,emcondições normais a coagulação sanguínea é umprocesso de defesa do organismo contraumsangramento que pode ocorreremconsequência de doenças ou algum tipo de traumatismo. Existem características próprias ou hábitos que aumentam as chances de desenvolver a trombose venosa, tais como:
::Menor velocidade de circulação pela veia (frequenteempessoas com varizes acentuadas)
::Pessoas com lesões nas paredes das veias
::Pessoas com tendência à coagulação (estado chamado de hipercoagulabilidade - normalmente ocorreemquem tem doença genética,emusuários de drogas e grávidas)
::Outros fatores de risco são: idade, obesidade e excesso de nicotina
::A rivaroxabana é substância lançada pela indústria farmacêutica que age sobre o fator que atua na formação dos coágulos - o fator Xa. Os estudoscom este medicamento envolveram mais de 12,5 mil pacientes submetidos à cirurgia para colocação de prótese de joelho e quadril, no mundo. A rivaroxabana demonstrou reduçãosignificativa do risco de ocorrência de fenômenos tromboembólicos assintomáticos,em comparação com a terapia padrão (enoxaparina)
::Segundoumestudo do Instituto do Coração (Incor), recém-divulgado, o monóxido de carbono concorre com o oxigênio no organismo humano,– isso significa menor oxigenação do sangue, células e tecidos e,consequentemente, maior oxidação no organismo. Aos poucos, essa condição metabólica acelera o envelhecimento do endotélio- a camada de células que forma uma parede de vasos e artérias do corpo humano. Num processo em cascata, surgem inflamações e obstruções dessas vias de passagem do sangue no organismo, que não conseguem alimentar de oxigênio e nutrientes as células, tecidos e órgãos do corpo humano. Isto leva à aterosclerose e sua evolução causa infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral, além de trombose em membros diversos
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