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Crise
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São José do Rio Preto, 7 de Setembro, 2010 - 7:00
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Saúde cancela 190 cirurgias agendadas na Santa Casa
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Edvaldo Santos
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Maniglia: autorização prévia, como nos planos particulares
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Embora negue, a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Preto cancelou 190 cirurgias na Santa Casa de Misericórdia. São 25 procedimentos de alta complexidade e 165 de baixa e média exigências. As cirurgias seriam realizadas neste mês e estavam marcadas desde a última quinzena de agosto. O secretário municipal de Saúde, José Victor Maniglia, afirma que nenhum paciente que teve a cirurgia desmarcada ficará desassistido. No entanto, não soube dizer quando os procedimentos serão retomados. “Logo que possível. Não queremos prejudicar ninguém.”
A suspensão dos serviços preocupa os hospitais Instituto Espírita Nosso Lar (Ielar) e Santa Casa, que poderão ter a receita prejudicada. As direções dos hospitais aguardam uma reunião marcada para amanhã com a secretaria. A administração da Santa Casa já adiantou que, mesmo se não realizar as cirurgias, quer receber o valor contratual do serviço, que é de R$ 573 mil mensais (para as pequenas e médias), e R$ 549 mil para os procedimentos de alta complexidade.
Entre os procedimentos suspensos pela Saúde estão cirurgias de alta complexidade como coluna, quadril, joelho, retirada de mama e de câncer no reto. As de pequena e média complexidade incluem cirurgias de varizes, próstata, adenóide e de amídalas. O Diário apurou que até que seja dada uma segunda ordem da secretaria, nenhuma cirurgia está liberada.
Contraditório, Maniglia, logo após afirmar que não havia suspensão, informou que o “sistema está passando por uma reavalição”. Segundo ele, a partir de agora todos os serviços - exames, cirurgias, internações clínicas - deverão ser autorizados previamente pela Saúde, antes do atendimento do paciente, nos mesmos moldes dos convênios particulares.
“Isso acontece em todos os planos de saúde pagos, temos de ter esse controle também. A Saúde tem de saber com antecedência o que está acontecendo. Não dá para permitir que um indivíduo faça um hemograma a cada 15 dias e nem que uma mulher faça mais de duas mamografias por ano”, informou Maniglia. O secretário admite que a maior demanda de cirurgias de média de complexidade é de catarata, mas não soube informar o tamanho da fila. Ele disse que vai acionar o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) e o Hospital de Base para disponibilizar mais vagas para atender aos pacientes. “Vamos conversar. Vamos resolver.”
Pagamento
A declaração dada na semana passada pelo provedor da Santa Casa, Nadim Cury, de que há falta de controle na liberação de Autorização de Internações Hospitalares (AIHs), foi confirmada pelo secretário. Maniglia nega, no entanto, que a motivação para os adiamentos dos procedimentos tenha sido por problema financeiro. “O orçamento é curto, mas não há déficit nenhum.”
Ausente em Rio Preto, e por telefone, a enfermeira do setor de auditoria, do Instituto Espírita Nosso Lar (Ielar), Cleube Dias, disse que o assunto das cirurgias canceladas era delicado. “Estou fora, não posso fornecer nenhuma informação e nem autorizar ninguém a transmitir. Este assunto é delicado.” Pacientes e hospitais aguardam uma posição da secretaria. Mesmo sem prazos definidos, Maniglia afirma que a situação será resolvida na reunião prevista para amanhã.
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COMENTÁRIOS
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luiz sergio raposo
postado em
08/09/2010
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O sistema público de saude costuma ser chamado de "buraco negro", porque geralmente os gastos são sempre maiores do que a receita ofertada pela federação, estado e municipio.
O que nunca foi profissional é a maneira de gerir os custos com "procedimentos" liberados previamente pelo gestor municipal.
Assim a "guia" é emitida e o serviço autorizado e isso tem começo ,meio e final.Não se gastará mais do que se pode e os hospitais não terão mais "interesse" em faturar acima de seu teto permitido.
Isso nunca foi muito rigido, os hospitais sempre atuam acima do teto previsto e o giro vira bola de neve, não é privilégio dessa comarca.Em tempos remotos 20, 30 anos atrás quando o INPS pagava o preço de uma consulta particular, essa "teta" era muito disputada, hoje a teta é magra e a vaca esta só pele e osso,assim como o sistema privado de convênios também, que logo logo vai agonizar como o SUS.
Quem tem visão ao longo alcance já prevê isso e se prepara para se manter no mercado futuro, a solução é complexa e alguem sempre sai perdendo em um dado momento, nesse atual é o lado mais fraco da corda, mas eu tenho certeza cristalina que essa administração tem visão muito além do alcance nessa assunto, vamos ter mais paciência que as coisas vão se encaixar.
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