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Médicos
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São José do Rio Preto, 18 de Agosto, 2010 - 8:00
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Greve deixa 350 pacientes sem atendimento
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Guilherme Baffi
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Manifestação dos médicos residentes da Famerp, que pedem reajuste
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A greve dos residentes médicos da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp) deixou 350 pacientes sem atendimento ontem no ambulatório do Hospital de Base (HB). O público que deixou de ser atendido representa 26% das 1.305 consultas agendadas para esta terça-feira. Apenas situações de urgência e emergência serão atendidas normalmente, incluindo a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), hemodiálise, ala de câncer e quimioterapia.
A paralisação atinge 200 residentes, dos 315 matriculados na Famerp. De acordo com o médico residente Bruno Farinazzo, a bolsa educação, de R$ 6,30 a hora, não é reajustada desde 2006. Farinazzo afirma que os residentes trabalham 80 horas semanais em média, o que equivale a R$ 2 mil por mês. “Além disso, queremos aumento no auxílio moradia e alimentação, o adicional de insalubridade e a inclusão do décimo terceiro.”
O reajuste exigido pelos profissionais é de 38%. Até o fechamento da edição, ontem à noite, não havia sido fechado acordo com a Secretaria de Saúde do Estado. “Não queremos prejudicar os pacientes, mas exigimos nossos direitos”, diz Farinazzo. Do total de residentes, 76 são mantidos integralmente pela Fundação Faculdade Regional de Medicina (Funfarme). Dos 239 restantes, a Funfarme paga 15% da bolsa e a Secretaria de Saúde do Estado é responsável por 85% da remuneração.
Remanejamento
O diretor administrativo do HB, Jorge Fares, não reprova a greve, mas afirma que a paralisação sacrifica o atendimento. “Faremos reunião hoje para decidir o que fazer quanto às cirurgias eletivas. Não havíamos pensado na suspensão. Porém, sem a ajuda dos residentes nos ambulatórios, os médicos ficarão sobrecarregados.”
Por enquanto, a única medida adotada pelo HB foi de determinar que os funcionários do ambulatório façam contato com as secretarias de Saúde dos municípios e peçam para desmarcar da agenda os pacientes que não têm urgência no atendimento. Segundo a assessoria do HB, a média diária de pacientes no ambulatório é de 1.300 pessoas. Cerca de 30% destas consultas deverão ser remarcadas para daqui 30 dias, ininterruptamente, até o término da greve.
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