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Curvatura
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São José do Rio Preto, 17 de Julho, 2010 - 1:48
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Famerp faz cirurgia de correção peniana
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Guilherme Baffi
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José Carlos Mesquita comanda a cirurgia realizada na Beneficência
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Cirurgia realizada hoje no hospital Beneficência Portuguesa, de Rio Preto, vai utilizar pele de porco para corrigir a doença de peyronie, que causa curvatura no pênis. O material é considerado inovador no tratamento urológico. O procedimento será comandado pelos médicos José Carlos Mesquita, professor da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp) e Marcelo Baptistussi, de Ribeirão Preto, que participou de projeto nacional dedicado ao estudo da patologia.
A doença de peyronie provoca a formação de placas de tecido no pênis, causando a curvatura, que pode chegar até 90 graus. A deformação dificulta a ereção e pode impedir a relação sexual. Com o passar do tempo, a placa pode calcificar, formando um tecido ósseo. Segundo Mesquita, a nova técnica retira as placas e introduz, no lugar delas, a pele de porco. O material utilizado é gerado a partir da submucosa do intestino delgado do animal. “Trata-se de um biomaterial, ou seja, semelhante ao produzido pelo corpo. A substituição corrige a curvatura peniana e o paciente volta a ter uma vida normal.”
A técnica é considerada inovadora por não alterar o tamanho do pênis. Na cirurgia tradicional (que aplica uma força na direção contrária à tortuosidade), o órgão podia diminuir até dois centímetros. De acordo com o professor, a técnica é simples. A cirurgia dura cerca de 1h30, e o paciente pode voltar ao trabalho após quatro ou cinco dias. A vida sexual é retomada normalmente em até cinco semanas.
O procedimento será assistido por 11 alunos que fazem residência em urologia na Famerp. É a primeira vez que os alunos vão assistir a uma demonstração da técnica. O paciente que será operado mora na região de Rio Preto e tem 54 anos. Ele comprou o material para a realização da cirurgia. O preço é de aproximadamente R$ 2,3 mil.
Indicação
A cirurgia é indicada quando o tratamento clínico (medicamentos) para a doença não apresenta resultado e o paciente tem a vida sexual prejudicada. Segundo Mesquita, a doença de peyronie é comum. “Todos os dias, atendo pelo menos um paciente com este problema. O que existe, ainda, é o preconceito, pois o homem demora para procurar ajuda médica”, diz.
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