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São José do Rio Preto, 14 de Novembro, 2009 - 0:46
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Clínica recorre à Justiça para manter bronzeamento artificial
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Edvaldo Santos
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A estudante Adrielle Costa não aprova a decisão da Anvisa: bronzeamento artificial há 2 anos
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A clínica New Bronze, especializada em bronzeamento artificial, no ramo há cinco anos em Rio Preto, entrou com pedido de liminar contra a resolução da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe o uso de equipamentos para bronzeamento da pele. Além da New Bronze, o Diário apurou que outras duas clínicas permanecem funcionando.
A medida da Anvisa foi publicada na última quarta-feira, dia 11 e prevê multa de R$ 2 mil a R$ 1,5 milhão para quem a desobedecer. Segundo Aline de Souza Guiduce, da New Bronze, o prejuízo provocado pela proibição não pode ser estimado, já que o bronzeamento é o principal serviço oferecido no centro de estética. Entre 20 e 30 mulheres procuram pelo procedimento diariamente. “Estamos avisando os clientes da decisão. Enquanto isso, vamos continuar trabalhando”, afirma.
Além da New Bronze, outras clínicas de estética da cidade continuam a oferecer o serviço, entre as quais a Look.com. A gerente, Joana de Melo Secchis, nega. Uma funcionária da empresa, no entanto, informou, por telefone, que havia vários horários disponíveis ontem. Segundo a gerente da Look.com, a informação repassada à reportagem estava equivocada devido a uma falha de comunicação entre os funcionários.
“Com certeza não foi uma de nossas recepcionistas que atendeu, mas alguma outra funcionária. Há um mês a máquina de bronzeamento está desativada e temos como provar.” Já a empresária Clicia Andréia Martins, proprietária da Clínica de Estética Passiva, disse que continuará com os procedimentos. “Enquanto eu não receber um aviso de que tenho de parar com as atividades vou continuar trabalhando. Há 21 anos tenho a clínica. Tenho pelo menos 50 clientes que fazem o bronzeamento. É disso que eu vivo.”
Clicia diz ter investido recentemente R$ 180 mil na clínica, com a aquisição de várias câmaras de bronzeamento. “Trabalhamos corretamente, somos sempre visitados pela Vigilância. Nunca encontraram problemas aqui.” Apenas uma das clínicas visitadas pelo Diário encerrou as atividades de bronzeamento artificial após a determinação da Anvisa. A Clínica Virgo retirou a máquina do local no mesmo dia em que a resolução foi publicada.
“Vamos perder cerca de 30% do movimento, mas não há o que fazer. Queremos evitar multas”, disse uma das proprietárias, Cláudia Lopes. De acordo com o diretor da Anvisa, Dirceu Barbano, a proibição já está valendo e não haverá prazo de transição. Segundo ele, a decisão também foi motivada pela constatação de que os equipamentos não contam com manutenção adequada e têm sido utilizados sem controle.
Fiscalização
Em Rio Preto, existem 16 clínicas de estética, todas regularizadas e cadastradas na Vigilância Sanitária
O órgão deu início ontem a um levantamento de todos os serviços que utilizam bronzeamento artificial no município e estão cadastrados em seu sistema. A partir de segunda-feira, equipes da Vigilância vão dar início à fiscalização de todos esses estabelecimentos.
Será feita a interdição de todos os equipamentos que forem utilizados para fins estéticos. Após a interdição, será concedido prazo aos proprietários para que retirem os equipamentos desses estabelecimentos. Caso não o cumpram, estarão sujeitos às penalidades previstas em lei.
Estudante não aprova decisão
A estudante Adrielle Costa, 20 anos, desaprova a proibição. Há dois anos ela faz bronzeamento artificial e afirma que o procedimento já se tornou um costume. “Não faço direto. Sei dos riscos que eu corro. Mas gosto da cor que o tratamento oferece. Acho importante o bronzeado.”
A comerciante Maria Elísia disse que o próprio médico indicou o bronzeamento artificial, que ela faz há 15 anos. “Tenho problemas na coluna, e o médico indicou. Além disso, não gosto de sol, e o procedimento é bom para pegar uma cor.”
Sempre que faz sessão, Maria Elísia ingere o dobro de água que costuma tomar e passa cremes hidratantes, além de protetor solar. “O que acontece é que algumas pessoas exageram. Mas o bronzeamento não faz mal a ninguém.”
O presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia em São Paulo, João Roberto Antônio, disse que o uso do serviço é indiscrimado e, por isso, a necessidade de ser proibido. “Estudos comprovam que a prática do bronzeamento artificial aumenta em 75% o risco do desenvolvimento de câncer de pele em pessoas que se submetem ao procedimento até os 30 anos de idade.” A pesquisa foi feita pela Agência Internacional Para o Câncer (IARC).
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COMENTÁRIOS
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cristiane
postado em
17/11/2009
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É um absurdo admitir a opinião de pessoas que não possuem conhecimento sobre o assunto.
Antes de opinar, por favor, se informem melhor.
Como podem proibir algo que anteriormente era autorizado pela própria ANVISA? A verdade é que o Brasil é um país de brincadeira mesmo. Ninguém pensa no investimento feito por esses empresários que até o dia 10/11/09 estavam dentro da lei, e quando acordam no dia seguinte, descobrem que estão totalmente fora da lei.
Por se tratar de um artigo de luxo, ninguém pensa no impacto econômico.
Por que não proibem o cigarro? Que além de fazer mal para quem fuma, também faz mal para quem está perto.
Não existe proibição das camas de bronzeamento no mundo inteiro, só no Brasil. Será que na europa e nos EUA cada vez mais está aumentando o índice de cancer de pele? Alguém já fez essa pesquisa?
Alguém já leu a Resolução 308 de 14 de novembro de 2002? Pois é...leiam, se informem mais sobre o assunto, antes de dar opiniões levianas.
Segundo a ANVISA, eles não tem como fiscalizar todas as clínicas de bronzeamento. Não podemos aceitar esse tipo de desculpas, afinal de contas, é obrigação sim da ANVISA fiscalizar. Pagamos nossos impostos para isso.
Quem cumpre a resolução 308, não pode pagar pelos que não cumprem.
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luiz sergio raposo
postado em
15/11/2009
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o problema não é ter gastado,nos equipamentos, ou alguem achar que não faz mal, ou usar pouco ou muito, o caso é que tumores de pele são tumores agressivos, nós operamos casos avançados, geramos alterações estéticas ,mutilações cirurgicas,sequelas, tratando esses tumores.a anvisa está correta , Dr.João tem apenas 40 anos de dermatologia, sabe tudo.
parabéns.aos descontentes empresários, mudem de ramo e pensem nos doentes do futuro com cancer de pele.aos clientes insatisfeitos, se informem melhor e esperem ter 45, 50 ou 60 anos.
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Renata
postado em
15/11/2009
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Até que enfim a Anvisa abriu os olhos e viu o perigo dessas camas de bronzeamento artificiais.Concordo plenamente com a proibição,é um meio de evitarmos gastos à toa com a saúde lá na frente.
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