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São José do Rio Preto, 30 de Junho, 2010 - 1:50
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Polícia inicia investigação contra médicos
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Sérgio Menezes
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O delegado titular do 2º DP, José Mauro Venturelli: inquérito
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O 2º Distrito Policial de Rio Preto abriu inquérito ontem para investigar suposta prática dos crimes de concussão e estelionato pelos cardiologistas da Santa Casa Hélio Gama e Elias Thomé Filho. Reportagem publicada pelo Diário no domingo mostrou que os dois médicos cobram de R$ 1,8 mil a R$ 5 mil por equipamentos usados em cirurgias cardíacas pagas pelo SUS, Iamspe (plano de saúde dos servidores estaduais) e planos de saúde particulares.
Segundo o delegado titular do 2º DP, José Mauro Venturelli, os primeiros a serem ouvidos serão todas as supostas vítimas elencadas na reportagem. A polícia pretende reunir provas documentais, como recibos, requisição de exames e autorização de cirurgias, além de ouvir testemunhas que confirmem o pagamento aos cardiologistas.
Os representantes das instituições médicas também serão ouvidos durante o inquérito, que será conduzido pelo delegado-assistente Aparecido Cardoso Medeiros. Gama e Thomé Filho serão os últimos a serem ouvidos pela polícia. Procurados pelo Diário, ambos se negam a comentar as acusações.
O prazo para conclusão das investigações é de 30 dias, mas Venturelli adiantou que deverá ser requisitada prorrogação. “É uma investigação muito complexa e que irá demandar tempo”, disse. “Se as investigações apontarem que outras pessoas sabiam do suposto esquema ou que facilitavam a ação, também vão responder penalmente”, afirma o delegado titular do 2º DP.
De janeiro a junho, os médicos teriam cobrado um total de R$ 57,9 mil de 17 pacientes de Rio Preto e região. Desses, 11 teriam pago pela aquisição do equipamento Bio Pump (que permite a circulação sanguínea durante a cirurgia).
O presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremesp) em Rio Preto, Pedro Teixeira Neto, determinou anteontem abertura de sindicância para apurar a conduta dos cardiologistas. “A primeira fase será comunicar e ouvir os envolvidos.” A sindicância correrá em sigilo e não tem prazo para ser concluída, segundo Teixeira Neto.
Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital
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