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Adin
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São José do Rio Preto, 30 de Dezembro, 2009 - 0:04
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Promotor tenta derrubar lei da ‘Transparência'
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Edvaldo Santos
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Aparecido acha ainda que transparência “afronta direito individual” dos servidores ao expor salários
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O promotor Aparecido Donizeti dos Santos encaminhou à Procuradoria-Geral de Justiça do Estado, na última segunda-feira (dia 28), uma proposta de Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a lei municipal 10.483/09 que instituiu o programa “Transparência Rio Preto” e autorizou a divulgação dos salários dos 4 mil servidores da Prefeitura, da Câmara, das autarquias e empresas municipais na internet.
A lei foi aprovada pelos vereadores e sancionada pelo prefeito Valdomiro Lopes (PSB) e, desde novembro, a Prefeitura e a Câmara mantêm em seus sites relações com os salários brutos dos servidores efetivos e comissionados, o setor no qual estão empregados, o cargo de cada um, além da data de admissão. O projeto original dos vereadores Pedro Roberto (Psol) e Maurin Ribeiro (PC do B) previa ainda a divulgação dos nomes dos servidores, mas a iniciativa não prosperou.
Para o representante do Ministério Público (MP), os vereadores não teriam competência para legislar sobre matéria referente à administração municipal. “Há ofensa, em tese, ao princípio da separação dos poderes, com afronta à Constituição Estadual”, afirmou Aparecido em ofício encaminhado ao procurador geral de Justiça, Fernando Grella Vieira, pedindo a Adin.
“Os vereadores não podem, mesmo que seja com um bom propósito, usar de lei inconstitucional para legislar sobre assuntos que tratam da organização no âmbito municipal, ainda que o prefeito tenha obrigação de tornar transparentes as contas e sua gestão”, disse ainda o promotor.
Lei semelhante à que o MP tenta barrar em Rio Preto está em vigor na cidade de São Paulo. Na Capital, a lei também foi proposta por vereadores. O prefeito Gilberto Kassab (DEM), por iniciativa própria, decidiu incluir na lei a divulgação dos salários dos servidores, além dos nomes, cargos e setor no qual cada funcionário atua, conforme determina a proposta aprovada na Câmara de São Paulo.
Além de classificar a lei como inconstitucional, Aparecido afirmou que o programa “Transparência Rio Preto” é uma afronta ao direito individual dos servidores. “Chegou ao meu conhecimento que os dados disponibilizados na internet, mesmo sem o nome do servidor, permitem a identificação das pessoas. Como, por exemplo, os diretores de escolas”, afirmou.
Até o final da tarde de ontem o procurador geral de Justiça do Estado não havia recebido o ofício do promotor propondo uma Adin contra o programa “Transparência Rio Preto.” O documento deverá ser analisado na próxima semana.
STF liberou dados em SP
A iniciativa do prefeito Gilberto Kassab (DEM) de divulgar os salários e nomes dos servidores da Prefeitura de São Paulo na internet, conforme previsto em lei, foi debatida na Justiça e o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve em vigor, liminarmente, a divulgação dos salários no site da prefeitura da Capital.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ) havia suspendido a divulgação dos valores, atendendo pedido feita pela Federação das Associações Sindicais e Profissionais de Servidores (Fasp) por meio de ação judicial. No entanto, o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, concedeu liminar à Prefeitura de São Paulo liberando a divulgação pela internet dos salários dos servidores.
A decisão, por se tratar de uma liminar, ainda será debatida pelo plenário do STF. Para Mendes, a divulgação da remuneração dos servidores da Prefeitura de São Paulo na internet permite o “controle social e oficial sobre os gastos públicos” e atende o disposto na Constituição de 1988.
Retrocesso
De acordo com o vereador Pedro Roberto (Psol), um dos autores da lei que criou o programa “Transparência Rio Preto”, a proposta de Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) do Ministério Público é um “retrocesso.”
“Respeito a iniciativa do promotor, mas considero um retrocesso. A população clama por transparência. Essa lei é um avanço. Percebemos, após dois meses em vigor, que o programa Transparência Rio Preto não prejudicou os servidores como previa o sindicato da categoria”, afirmou o vereador do Psol.
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COMENTÁRIOS
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Roberto Carlos Martins
postado em
30/12/2009
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Correta a análise do MP, que, como fiscal da lei deve zelar por ela. Me desculpe por divergir de muita gente, mas a transparência aqui ou na São Paulo do Kassab não está em divulgar os salários dos servidores, pois nenhum deles recebe nada "por fora". Mas e as contratações? Muitas vezes desnecessárias e aditivos suspeitos? Que tal fiscalizar quantitativos e preços dos contratos? Chega de hipocrisia.
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