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Meio ambiente
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São José do Rio Preto, 28 de Maio, 2010 - 7:02
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Queimada atinge pastagem e mata nativa
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Edvaldo Santos
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A queimada na zona sul de Rio Preto: fogo controlado após 5h
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Um incêndio destruiu cerca de 200 mil metros quadrados de pastagem e 48 mil metros quadrados de vegetação nativa na zona sul de Rio Preto, atrás do Instituto Penal Agrícola (IPA). A área queimada corresponde a aproximadamente 28 campos de futebol como o Teixeirão. O controle das chamas exigiu 14 mil litros de água e cinco horas de trabalho do Corpo de Bombeiros.
O fogo começou por volta das 11h. “Ouvi o barulho das labaredas e fui olhar pela janela. O céu já estava tomado de fumaça”, diz a operadora de caixa Eliana Aparecida Martins do Prado, 36 anos. Ela mora em uma casa dentro da área do IPA.
Cinco viaturas do Corpo de Bombeiros foram deslocadas até a área. “Foi um trabalho difícil, pois, no início, o vento ajudava a espalhar o fogo pelo pasto, que estava muito seco”, diz. “Além disso, a área atingida foi muito grande”, diz o tenente Michel Aparecido Monroe. A queimada foi controlada por volta das 15h. Duas viaturas continuaram no local até todas as chamas se apagarem.
As causas do incêndio serão investigadas pela Secretaria do Meio Ambiente, responsável pela fiscalização de queimadas dentro da área urbana, e pela Polícia Ambiental, pois houve prejuízo da vegetação nativa. A mata do IPA é uma das únicas áreas remanescentes da Mata Atlântica na região.
Segundo o tenente Alessandro Moreira Daleck, os policiais vão vistoriar a área queimada já na manhã de hoje. “Nesse caso, é preciso colher informações para encontrarmos o responsável.” O proprietário da área pode ser responsabilizado pela queimada caso seja verificado que houve falta de cuidado. Mato seco muito alto, por exemplo, contribui para o fogo se espalhar. “Isso é chamado responsabilidade objetiva. Vamos apurar, e o responsável será penalizado. Ele pode ser multado e responder processo.”
Ocorrências
O número de queimadas em terrenos baldios de Rio Preto cresceu 91% no primeiro quadrimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2009. De janeiro a abril de 2010, os bombeiros registraram 290 ocorrências, contra 146 no ano passado. A quantidade de ocorrências continua grande, segundo o tenente. “O número de chamadas relativas a incêndio em terrenos continua crescendo.”
Além de representar um risco ao meio ambiente, as queimadas também prejudicam a saúde, pois contribuem para a poluição do ar. Devido ao tempo seco, as mucosas nasais e da faringe perdem a proteção líquida e desidratam. Ressecadas, elas trincam mais facilmente, o que facilita a entrada de bactérias, vírus e fungos. ,
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COMENTÁRIOS
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Jorge Gerônimo Hipólito
postado em
28/05/2010
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Eu recordo que quando criança e no início do período da estiagem, meu pai reformava os aceiros a margem da estrada, das capoeiras e das pastagens. Essa atividade fazia parte da cultura dos agricultores. Naquela época, não se ouvia falar em meio ambiente, mas, a maioria das pessoas sabia que a falta de aceiros provocaria prejuízos. Eu gostava de acompanhar meu pai na lida do campo, nós conversávamos sobre muitas coisas, principalmente, sobre os inhambus-guaçu, xintã e chororó que cantavam nas palhadas. O pio das codornas e das perdizes se fazia ouvir lá nas pastagens. As juritis cantavam nas capoeiras e as pombas do ar cantavam nas copas das árvores mais altas espalhadas pelos campos. Às vezes, enquanto fazia o aceiro, meu pai comentava que os bichinhos não iriam morrer chamuscados. Hoje, já não se faz mais aceiro, os bichinhos também deixaram de morrer, talvez, porque eles desapareceram há muito, muito tempo. Vocês já ouviram falar sobre o "In Vigilando"? Não! Pois bem, significa manter-se em vigília e não permitir que nada de mal ocorra ao patrimônio que para subsistir depende, intrinsecamente, da proteção do homem. Quando não se mantêm a vigília, automaticamente, susta a proteção.
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