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Saneamento
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São José do Rio Preto, 4 de Maio, 2010 - 1:47
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Rio-pretense recorre a filtro para limpar água com ferro
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Guilherme Baffi
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Aposentado José Fernandes com a água suja que sai das torneiras do Jardim Herculano: só filtro soluciona
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Basta o aposentado José Fernandes limpar a pedra do filtro instalado ao lado do hidrômetro de casa para que, em poucos minutos, a água saia marrom. “Se não tivesse o aparelho para limpar a água, estava perdido. Não dá nem para lavar roupa”, diz. Na rua Licurgo Orestes Paganeli, onde ele mora, no Jardim Herculano, sete entre dez moradores tiveram de adquirir o filtro, que custa cerca de R$ 1 mil. Como o Herculano, outros oito bairros de Rio Preto, a maioria na área central, sofrem com a alta concentração de ferro na água: Centro, Vila Ercília, Redentora, Maceno, Jardim Seixas, Jardim Canaã, Boa Vista e Vila Diniz.
O problema ocorre, de acordo com o Serviço Municipal Autônomo de Água e Esgoto (Semae), porque a água é distribuída nesses locais por meio de canos de ferro, muito antigos, que soltam a substância. Seria necessários trocar todo o encanamento, segundo a autarquia. A contaminação é mais intensa em áreas de baixada, que concentram as partículas ferrosas. Não há estatística do número de rio-pretenses que tiveram de instalar o filtro para purificar a água que vem da rua. As cinco empresas que vendem o produto na cidade dizem negociar uma média de 20 aparelhos por mês. “A maioria compra devido à sujeira”, afirma Nilva Sueli Panosso Galante, proprietária da Filtro Rio.
A aposentada Aparecida Sbroglio Mezenga, moradora da Vila Ercília, instalou o aparelho. “A água vinha vermelha, principalmente depois que chovia.” O Semae diz que o problema é pontual e que acompanha periodicamente a qualidade da água distribuída à população por meio de aberturas no encamamento denominadas “sangrias”. O procedimento é feito semanalmente em 26 pontos da cidade, inclusive nos bairros com a tubulação mais antiga, como os da área central.
“Hoje, podemos garantir que a presença do ferro é menor do que há dez anos”, diz a bióloga do Semae, Cláudia Regina Rodrigues. De acordo com a engenheira química da autarquia, Sandra Mourão Monnerat, a última alteração de cor na água distribuída aos rio-pretenses, na cidade inteira, foi no início de 2008. “Desde então, estamos abaixo do limite permitido pelo Ministério da Saúde”, afirma.
Segundo o biólogo Arif Cais, o ferro não é prejudicial à saúde. “Quando é ingerido em quantidade acima do normal, o próprio organismo elimina”, diz. O metal só pode causar problemas no fígado daqueles com predisposição para doenças hepáticas. A principal consequência, afirma o biólogo, é o desconforto no consumo. “Há uma alteração significativa na cor e no sabor da água.”
Reclamação
Quando a água passa a chegar escura na torneira de casa, a primeira medida deve ser registrar uma reclamação formal na autarquia. Caso o problema não seja resolvido, cabe uma queixa ao Procon e, em última instância, uma ação judicial contra o Semae.
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COMENTÁRIOS
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Carlos Guilhermitti
postado em
04/05/2010
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Seria cômico, se não fosse absurdo que é. Deveria estas pessoas entrar na justiça para exigir do Semae que instalasse os filtros, pois o problema é de sua responsabilidade e não dos cidadãos que pagam para ter uma água de boa qualidade. Agora vêm eles com a maior cara de pau dizer que esta água, não faz mal. Deveria o Sr prefeito, os dirigentes do Semae, os vereadores, todos eles beber desta água, dar aos seus familiares para beber, lavar suas roupas, preparar seus alimentos. Será que iam gostar?
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FERNANDO HENRIQUE SCHENTL
postado em
04/05/2010
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Esse é um tema muito intrigante. O Semae não se preocupa com a qualidade do serviço, e ainda falam em aumentar a tarifa da água em Rio Preto. Moro na Vila Ercília, e em casa a água não vem marrom, mas o sabor dela é horrível, e a respeito da aparência da água, já faz mais de dois meses que parece sair "leite" da torneira, de tanto cloro que vem. Até na conta de água que vem descrito que a quantidade máxima de cloro deveria ser de "2.0", as análises do bairro acusam uma média de "7.9", simplesmente três vezes mais que o máximo permitido. A louça que é lavada fica manchada, os talheres ficam com marca de ferrugem se não secá-los depressa, o cabelo fica ressecado com tanto cloro, você abre a torneira e não vê o fundo da pia, ao encher um copo, fica como se tivesse adicionado uma cartela de "Sal de Frutas", mas o efeito é bem mais duradouro, as bolhas grudam no vidro do mesmo, pode deixar o dia todo que não sai, fica com aparência de sujeira.....não aguentamos mais!!!!!!!!!!!!!!!!
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