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Mutiladas
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São José do Rio Preto, 30 de Julho, 2010 - 8:00
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Secretário ataca poda realizada pela Prefeitura
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Sérgio Menezes
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Prefeitura de Rio Preto mutila árvores da avenida Benedito Rodrigues Lisboa, no Jardim Vivendas
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A Prefeitura de Rio Preto mutilou pelo menos 100 árvores dos bairros São Francisco, Jardim Urano e Jardim Vivendas sob a alegação de precisar abrir espaço para o tráfego de máquinas que fazem o recapeamento do asfalto. Segundo o encarregado do setor de recapeamento e tapa-buracos da Secretaria de Serviços Gerais, Nilton César Silva Pinto, sem a poda drástica o maquinário não passa nas vias. “Estamos usando a melhor máquina para esse tipo de serviço, que permite maior aderência. Infelizmente, precisamos cortar as árvores alinhadas com a guia. Mas ninguém nunca vai ficar contente com tudo”, alega.
O mau exemplo da Prefeitura irritou o secretário de Meio Ambiente, José Carlos de Lima Bueno. “Isso é um absurdo. Estou muito chateado porque as pessoas me param nas ruas, me abordam indignadas com a situação”, afirma. “A poda não precisaria ter sido desta forma”, diz o secretário. Segundo ele, em menos de 15 dias, a pasta recebeu cerca de 20 reclamações sobre as mutilações.
A poda drástica flagrada pelo Diário na rua Azem Azem, no bairro São Francisco, rua José Caetano de Freitas, no Jardim Urano, e na avenida Benedito Rodrigues Lisboa, no Jardim Vivendas, foi realizada por funcionários terceirizados da Secretaria de Serviços Gerais, que não têm qualquer tipo de capacitação para esta função. De acordo com a bióloga Valéria Stranghetti, a poda como foi realizada pode desequilibrar as árvores ou levá-las à morte. “Elas estão pensas para um lado só. Qualquer vento pode derrubá-las. Além disso, o corte é como uma ferida e, se não for cuidado, pode ocasionar fungos e bactérias.”
Em Rio Preto, a poda drástica ou erradicação de árvores, sem autorização, acarreta multa de R$ 50 ou R$ 100, respectivamente, conforme previsto no artigo 49 da lei 9.605/98. Em 2008 e 2009, a arrecadação do município referente a multas por erradicação foi de R$ 23,2 mil. No mesmo período, a poda drástica rendeu 34,8 mil.
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Guilherme Baffi
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Serviço malfeito irrita o secretário do Meio Ambiente, Lima Bueno
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Revolta
“Eu só fiquei sabendo do corte quando ouvi o barulho da serra elétrica. Aí já estavam cortando tudo. Não concordo com a maneira como as árvores foram podadas”, diz um comerciante do Jardim Urano, que prefere não se identificar. A dona de casa Susel Cristina de Arruda, 40 anos, mora próximo ao cemitério Jardim da Paz e discorda do critério utilizado para o corte.
“Eu estava esperando mesmo alguém vir aqui para reclamar. Ficou horrível. Eu e meu marido estamos revoltados.” No São Francisco, também há revolta. “Foi muito radical e a gente não pode fazer nada. Quando me avisaram do corte, só passaram comunicando, não pediram minha autorização. Isso é mutilação, e não poda.”
Secretarias vão se unir
A mutilação das árvores nos bairros Jardim Vivendas, São Francisco e Jardim Urano levou o secretário de Meio Ambiente, José Carlos de Lima Bueno, a propor uma unidade de ação na qual as secretarias de governo trabalhariam juntas para melhorar a qualidade visual urbana. “Fizemos uma reunião hoje (ontem) a respeito. Vou colocar os três agrônomos que temos à disposição das outras pastas”, diz. “Uma capacitação aos podadores e até orientação na hora da realização do serviço é fundamental. Os trabalhadores estão dispostos a isso”, explica Lima Bueno.
Porém, neste caso, precisa haver acordo entre as secretarias. As questões ambientais são prioridade entre os interesses da coletividade e é necessário repensar a respeito. “Em alguns casos, principalmente de segurança, a poda precisa ser rápida, como é o caso de árvores que atrapalham a sinalização no trânsito. Mas, em qualquer departamento, é preciso haver critérios.” O secretário de Trânsito, Aparecido Capelo, concorda. “Acho excelente essa união entre as pastas. Nada melhor do que realizar um trabalho orientado por especialistas que entendem do assunto.”
O encarregado do setor de recapeamento e tapa-buracos da Secretaria de Serviços Gerais, Nilton César Silva Pinto, também apoia a unidade de ação. Entretanto, afirma que, em alguns casos, a poda drástica é necessária. “O recape está sendo feito com melhor qualidade. Existe uma máquina menor para realizar esse tipo de serviço, mas não teria o mesmo efeito.”
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COMENTÁRIOS
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Julice Catharine Ospedal Rodrigues
postado em
30/07/2010
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Realmente é muito trsite a maneira que estas árvores foram cortadas. Moro próximo ao Bairro São Francisco é lamentável andar pelas ruas e verem as árvores nessa situação. A Prefeitura e os responsáveis deveriam ter planejado melhor essa poda. Isso só nos mostra o descaso que existe com a nossa cidade!
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VALDIR JOSE SAGIONETI
postado em
30/07/2010
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ESTOU INDIGNADO COM O QUE FIZERAM NAS POBRES ÁLVORES. EU PERGUNTO ATUAL SECRETARIO. NAS ADMNISTRAÇÕES ANTERIORES, AS RUAS DE NOSSA CIDADE
ESTAVAM IGUAL OU ATÉ EM MELHORES CONDIÇÕES DE USO. PORQUE TOMAR UMA ATITUDE
TÃO INFELIZ? FALA- SE TANTO EM MEIO ALMBIENTE, PRESERVAR A NATUREZA, CUIDAR DO
PULMÃO DO PLANETA, ETC. SERÁ QUE O SR . SECRETÁRIO VIVE EM OUTRO LUGAR?
ATÉ ONDE VAI SUA AUTONOMIA PARA AGIR DESTA FORMA?
FAÇO UM ALERTA, MORO NAS IMEDIAÇÕES DO DESASTRE FEITO, MAS O BICHO VAI PEGAR
SE O TENTAR FAZÊ-LO NA MINHA RUA....MESMO PORQUE, TRANSITO DIARIAMENTE EM UMA DAS
RUAS AFETADAS, E, CLARO SEMPRE PRECISAM DE MANUTENÇÃO EM FUNÇÃO DO GRANDE
FLUXO DE VEÍCULOS, MAS NÃO HÁ NECESSIDADE DE TAMANHA DESORDE.
POR OUTRO LADO, SEMPRE FUI E SOU GRATO A POSTURA DO ""LIMA BUENO"" PARABENS..
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Jorge Gerônimo Hipólito
postado em
30/07/2010
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Quando o cidadão faz a poda irregular de árvores no perímetro urbano, se submete as penas da lei em face de crime ambiental. Importante observar que nesse caso foi a própria administração pública, ou seja, o município. Eu presumo que nessa circunstância, o Ministério Público Federal poderá propor ação civil pública por crime de responsabilidade e ou de improbidade.
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