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Queimada
São José do Rio Preto, 23 de Junho, 2010 - 8:00
Fogo destrói o equivalente a 193 Teixeirões

Helen Ventura

Polícia Ambiental/Rio Preto
Fogo em canavial de propriedade da Usina São Domingos
Duas queimadas registradas na região de Rio Preto na última segunda-feira devastaram 160 hectares de pastagem e canavial. A área equivale a 193 campos de futebol semelhantes ao Teixeirão. Em Ibirá, o incêndio queimou 120 hectares de plantação de cana. O fogo atingiu árvores e área de preservação permanente. A propriedade pertence à Usina São Domingos. Segundo informações da Polícia Ambiental, até a chegada da viatura, apenas um caminhão-pipa havia sido enviado até o local para conter o fogo. O flagrante foi às 17h, mas o fogo havia começado cerca de uma hora antes.

“Responsáveis pela empresa nos afirmam que o incêndio foi criminoso, mas ainda é preciso investigar os fatos. Sabemos apenas que o horário era impróprio para a cana, conforme determinação da Secretaria do Meio Ambiente”, explica o tenente Alessandro Daleck Moreira. Devido à responsabilidade objetiva, a usina pode ser multada em R$ 120 mil. Os proprietários ainda irão responder a processo na Justiça por crime ambiental.

A reportagem tentou falar com responsáveis pela usina, sem sucesso. Foi deixado telefone para contato, mas, até o fechamento da edição, às 20h30, ninguém procurou o jornal. Entre Rio Preto e Guapiaçu, na vicinal para Talhado, 40 hectares de área de pastagem e cana foram queimados. O fogo começou por volta das 14h. A Polícia Ambiental vai investigar os motivos do incêndio e, de acordo com o resultado, o proprietário poderá ser responsabilizado.

Área de preservação

Segundo o tenente Daleck, o fogo começou no pasto e, em princípio, não há indícios de ser criminoso. Os bombeiros levaram mais de sete horas para conter as chamas. Houve perda de vegetação nativa e o fogo atingiu parte de área de preservação permanente.

A Secretaria do Meio Ambiente do Estado estuda a possibilidade de acabar com a punição para queimadas de cana. Isto porque, na maioria das vezes, segundo o gerente do projeto Etanol Verde, Ricardo Viegas, os produtores não são os responsáveis pela queimada.

“Estamos avaliando os casos de pequenos agricultores, principalmente aqueles que já têm a área de plantio totalmente mecanizável.” Viegas declara que, nesses casos, não é lucro para o produtor fingir um incêndio criminoso.


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