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Tabapuã
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São José do Rio Preto, 22 de Junho, 2010 - 1:50
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Blitz flagra 40 Teixeirões de mata devastada
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Polícia Ambiental de Catanduva
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Vista aérea da mata que foi destruída para a retirada de eucaliptos, na fazenda Água Milagrosa, em Tabapuã
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Uma blitz da Polícia Ambiental constatou o desmatamento de 33 hectares de mata nativa na fazenda Água Milagrosa, em Tabapuã. A área equivale a 40 campos de futebol do tamanho do Teixeirão, em Rio Preto. Segundo a polícia, é o maior desmatamento em uma única área na região dos últimos 15 anos. Berço da raça tabapuã, a fazenda, umas das maiores da região, tem 3.025 hectares e pertence aos herdeiros do empresário Fábio Zucchi Rodas, morto em 2008.
De acordo com o tenente da Polícia Ambiental Luiz Antônio Vaserino, no meio da mata nativa havia eucaliptos plantados. “Durante a retirada das toras, há cerca de duas semanas, destruíram tudo em redor”, disse. A blitz contou com auxílio de helicóptero da corporação, vindo de São Paulo. O valor exato da multa depende de laudo técnico da área, mas pode chegar a R$ 165 mil.
Os proprietários também serão alvos de ação cível para reparar os danos e processo por crime ambiental, cuja pena varia de seis meses a um ano de prisão. O promotor de Tabapuã, Lindolfo Andrade de Souza, esteve ontem na fazenda. A avaliação do estrago será feita pela bióloga da Unirp Valéria Stranghetti, que ontem também esteve no local. “Fiquei chocada com tamanho estrago. Em dez anos fazendo perícias de áreas degradadas, nunca havia visto nada igual.”
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Polícia Ambiental de Catanduva
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Toras das árvores que foram cortadas na mata: donos vão pagar multa e responder a processo
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A vegetação destruída é classifica como semidecidual, uma transição entre espécies da mata atlântica e do cerrado. A maior parte da mata, segundo a bióloga, estava em estágio avançado de crescimento, e incluía exemplares de ipê-roxo, ipê-felpudo, marinheiro, jacarandá e canela, típicos da região. De acordo com Valéria, a regeneração da mata devastada deve demorar mais de dez anos. “Faltou manejo para a retirada dos eucaliptos”, disse a especialista.
Além de eucaliptos, há criação de gado e plantações de seringueira, cana-de-açúcar e laranja na fazenda. Os policiais ambientais também constataram invasão de área de preservação permanente (APP) pelo gado. “Vamos avaliar esses outros possíveis danos nas próximas duas semanas”, disse o tenente Vaserino. A polícia também vai verificar, com base na reserva legal averbada em cartório, se a propriedade respeita as áreas de mata nativa.
Outro lado
Ontem à tarde, um funcionário que atendeu o telefone da Água Milagrosa disse que os proprietários não se pronunciariam sobre o caso.
A fazenda foi criada no início do século 20 por Arthur Ortenblad, descendente de dinamarqueses, e vendida em 2005 para Fábio Zucchi Rodas.
No site oficial da Água Milagrosa na internet, seus proprietários informam ter 450 hectares de mata nativa e se gabam de ter recebido, nos anos 60, prêmio do governo federal “por destacados serviços prestados à conservação do patrimônio florestal brasileiro”. “É possível e necessário haver harmonia entre uma agropecuária moderna e produtiva e a conservação do meio ambiente”, informa o texto intitulado “Responsabilidade Ambiental”.
Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital
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COMENTÁRIOS
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GERALDO ANTONIO BELLINELO
postado em
23/06/2010
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Quando será que isso vai acabar? Em Tabapuã, no estado de São Paulo, no Brasil, principalmente na Amazônia e no mundo, até quando? De árvore em árvore eles vão acabando com a natureza. Que vergonha! E logo a Fazenda Milagrosa que "era" uma referencia de preservação. Olho vivo gente! O valor dessa multinha é insignificante prá eles. Talvez o valor de uma perna de boi da Raça Tabapuã. Processo? Ora, eles tem grana prá pagar bons advogados. E as crianças que foram visitar as matas da fazenda em passeios ecológicos como ficam? DECEPCIONADAS E PASMAS com tamanha irresponsabilidade.
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Jorge Gerônimo Hipólito
postado em
22/06/2010
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O Brasil já foi um país muito rico em recursos naturais, hoje ainda pode ser considerado rico, mas em breve será pobre, haja vista, a fuga das riquezas, inclusive das riquezas da moral e da ética. O Brasil também é um país rico em leis, aliás, a legislação ambiental é considerada a mais perfeita do mundo. A perfeição com relação às leis é notável, pois tiveram até a ousadia de se criar a LEI Nº 9.795, DE 27 DE ABRIL DE 1999, que instituiu a POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL. Vejam o que diz o “caput”: Art. 1º Entendem-se por educação ambiental os processos por meio dos quais o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do meio ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à sadia qualidade de vida e sua sustentabilidade. A lei acima mencionada chega a irradiar certo romantismo se observada à essência do que ali se propõe, no entanto, apenas e somente isso, pois na prática, me faz reportar ao discurso proferido em 1947, em São Paulo, quando Getúlio Vargas ironizou aqueles que dão as costas para a Justiça. "A lei, ora a lei” disse Vargas, referindo-se ao modo de pensar dos empresários espertalhões que burlavam leis trabalhistas. Hoje, muitos empresários ainda burlam as leis trabalhistas, porém para agravar burlam também a legislação ambiental. Infelizmente, não temos um político a altura e grandeza de Getúlio. O Brasil também conta com políticos que representam inúmeros setores da sociedade, basta observar a “bancada ruralista". Essa bancada vem envidando esforços no sentido de se alterar o código florestal com a justificativa de que a agricultura precisa avançar ainda mais, obvio não se pode negar que a agricultura brasileira se constitui numa das mais avançadas do mundo. Por enquanto a bancada ruralista ainda não conseguiu alterar o código florestal, mas vai conseguir, não há duvidas quanto a isso. Agora, se já tivesse conseguido a alteração, certamente a Polícia Militar Ambiental não teria aplicado o auto de infração lá na Fazenda Água Milagrosa, pois não mais haveria tipicidade, ilicitude, culpabilidade e punibilidade. Entretanto, hoje foi possível aplicar o auto de infração ambiental, vez que a legislação mais avançada do mundo ainda não foi alterada, mas surge preocupação, de repente, podem apresentar a autoridade “Causa de Extinção da Punibilidade”. Concluindo, nos resta saber, qual será a postura das autoridades?
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silvio morales
postado em
22/06/2010
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UM ESTRAGO GRANDE COMO ESSE E A MULTA É DE R$ 165 MIL. O VALOR DAS MULTAS APLICADAS PELA POLICIA AMBIENTAL CARACTERIZA A CONIVENCIA E O APOIO DO GOVERNO AS PESSOAS QUE COMETEM ESSES CRIMES. OS VALORES DAS MULTAS APLICADAS É UMA VERGONHA, ASSIM COMO AS FIANÇAS QUE AO MEU VER É O SUBORNO LEGALIZADO E A DISTINÇÃO ENTRE O RICO E O POBRE, OU SEJA, QUEM TEM DINHEIRO SAI LIVRE QUEM NAO TEM FICA PRESO. E ME DIZEM QUE A JUSTIÇA É CEGA, A TÁ, ELA SO ENXERGAR O DINHEIRO... Á BOM...... AI EU CONCORDO......
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