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Jornal da educação
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São José do Rio Preto, 27 de Novembro, 2009 - 2:10
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‘Momento da Felicidade’ em sala de aula
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Thomaz Vita Neto
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Durante a palestra de hoje Barroso vai mostrar que a competitividade é um instrumento falido na sociedade
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“Imagine se antes de toda aula, durante três minutos, um aluno fosse sorteado para dizer o que aquele professor, amigos de sala de aula e a escola representam para a sua felicidade”, sugere o psiquiatra Ururahy Barroso, que ministra hoje palestra sobre saúde emocional durante o encerramento da programação 2009 do Jornal da Educação, às 8 horas e às 14 horas, na Acirp.
“Depois da apresentação do aluno, caberia ao professor falar sobre o esforço daquele jovem, independente de resultados. Teríamos uma diminuição imediata das resistências entre os alunos, valorização de cada um e, acima de tudo, formação de empatia coletiva, que aumentaria a amizade e a solidariedade entre as pessoas, em vez da competitividade”, afirma.
O exercício sugerido por Barroso chama-se “Momento da Felicidade” - o que, segundo ele, deveria ser uma prática constante na vida das pessoas. O psiquiatra diz que o exercício pode ser realizado pela expressão verbal, manifestação de afeto, por trocas constantes dos lugares na sala de aula ou por desenvolvimento de liderança entre todos. “Até os funcionários devem participar, para que a escola seja vista como uma orquestra, onde todos são importantes e têm valor - da limpeza à direção”, recomenda.
Durante a palestra de hoje Barroso vai mostrar que a competitividade é um instrumento falido na sociedade, já que atualmente as pessoas estão em busca da vivência da Felicidade. “Devemos valorizar mais o trabalho em equipe do que o individual. A sociedade tem pago um preço muito alto pela competitividade, muitas vezes pela agressão e violência entre as pessoas”, diz.
Ururahy diz que as escolas deveriam valorizar o esforço de cada um e não o resultado. “Um aluno que tem toda uma infraestrutura em família (material, biológica, emocional, financeira e logística) e tira 10 talvez foi muito menos esforçado do que aquele que, sem nada disso, mas com muito esforço tirou uma nota menor. Está na hora de valorizarmos o esforço de cada um e isso não se faz através de notas”, diz.
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