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Desastre aéreo
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São José do Rio Preto, 18 de Maio, 2011 - 1:38
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Queda de avião mata rio-pretense e mais 3
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Claudio Coradini/Gazeta de Piracicaba
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Helicóptero da FAB sobrevoa área onde caiu o bimotor; no detalhe, o rio-pretense Jean Carlos Capelin
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O administrador de empresas rio-pretense Jean Carlos Capelin, 30 anos, e mais três pessoas morreram após a queda de um avião na noite de anteontem. O voo fazia parte de um treinamento e retornava de Rio Preto para Piracicaba quando caiu e matou o piloto-instrutor e três alunos. Os corpos só foram resgatados no início da noite de ontem porque o local é de difícil acesso.
Segundo a Polícia Militar, o helicóptero Águia encontrou os destroços em uma mata entre os municípios de São Pedro e Águas de São Pedro, a cerca de 10 minutos do aeroporto de Piracicaba - cerca de 40 quilômetros de distância -, em área usada para voos de asa delta. O aeroclube piracicabano informou que o avião saiu da cidade por volta das 21h com destino a Rio Preto. De acordo com informações do aeroporto rio-pretense, o avião apenas tocou na pista e partiu de volta para Piracicaba.
Na viagem de volta, prevista para terminar entre 23 horas e meia-noite de segunda-feira, o controle de voo de Pirassununga, responsável pela aeronave, perdeu contato com os tripulantes. A última informação recebida sobre a localização foi às 22h49. Devido à dificuldade em acessar o local do acidente, as vítimas tiveram de ser içadas por equipes da Força Aérea e do Corpo de Bombeiros.
“Os corpos foram levados por cordas até um helicóptero, que os encaminhou até o aeroporto”, disse o tenente da Polícia Militar Fabrício Rasera. Os corpos seriam encaminhadas ao Instituto Médico-Legal de Piracicaba. As buscas pela aeronave e pelas quatro pessoas contaram com o apoio da Aeronáutica. Dois aviões e um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) sobrevoaram a região durante todo o dia de ontem até obter a localização. A administração do aeroclube não revelou os nomes das outras três vítimas.
Rio-pretense
Capelin era solteiro e morava no Jardim Tarraf 2. A irmã dele, que se identificou apenas como Luciana, disse que esse era o último voo de treinamento do irmão. “Ele estava na última etapa e pegaria a carteira de piloto amanhã (hoje)”, diz. Segundo ela, o irmão fazia o curso há vários anos e chegou a trabalhar durante o ano passado, em Penápolis, como instrutor teórico de voos. “Está doendo demais”, disse. Assim que o corpo for liberado pelo IML, será transferido para Rio Preto, onde deverá ser enterrado no cemitério da Ressurreição, na Vila Ercília.
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