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São José do Rio Preto, 27 de Janeiro, 2010 - 1:32
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Temporal deixa jovem rio-pretense ilhada no Peru
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AP
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Vista de Cuzco, no Peru, inundada pelo rio Urubamba: rio-pretense está ilhada no país estrangeiro
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A rio-pretense Maria Carolina Cordova, 26 anos, está entre os cem turistas ilhados em Machu Picchu, no Peru, por conta das chuvas torrenciais na região. As inundações mataram pelo menos cinco pessoas. Maria Carolina viajou com um grupo de sete amigos na última semana para Machu Picchu. “Eles já preparavam o retorno para o Brasil quando começaram as chuvas”, diz o tio, Waldiney Cordova.
Deslizamentos provocados pelas fortes chuvas desde domingo bloquearam a linha férrea, único acesso à região por terra. Em entrevista à rádio “BBC Brasil”, Maria Carolina disse ontem que o clima entre os turistas é de tensão. “A cidade está um caos, o clima está tenso demais. Todos ficam andando de um lado para o outro”, afirmou. Segundo Maria Carolina, formada em tradução no Ibilce e estudante de direito da universidade Mackenzie, em São Paulo, um dos motivos de preocupação entre os turistas é a comida, cada vez mais escassa. “Os preços dispararam e o dinheiro está acabando”, afirma. “Alguns amigos meus já estão comendo só bolacha.”
Segundo o tio, a estudante está dormindo em uma escola com um saco de dormir. “Estamos apreensivos, mas sabemos que a situação está sob controle. Hoje (ontem) falei com ela por telefone, e está tudo bem por lá. Agora é aguardar o resgate”, afirmou Waldiney. O Diário não conseguiu contato com os pais de Maria Carolina, que moram no Jardim Vivendas, zona sul de Rio Preto, mas estão em São Paulo.
Morte
Uma jovem argentina de 20 anos, identificada como Lucila Ramballo, e um guia peruano de excursão morreram ao serem soterrados por um deslizamento de terras no local onde pernoitavam no conhecido Caminho Inca, que conduz a Machu Picchu, informou Hernet Moscoso, porta-voz do governo regional de Cuzco.
As duas vítimas se somam a outras três pessoas soterradas em casebres arrasados pela lama nos arredores da cidade de Cuzco. Enquanto isso, quase 2.000 turistas que ficaram ilhados desde domingo em Machu Picchu ou em Águas Calientes tentavam ser resgatados por helicópteros que o governo peruano enviou. Na segunda-feira, um helicóptero conseguiu retirar 60 turistas até a localidade de Ollantaytambo, de onde eles seguiram por estrada para Cuzco.
O governo decretou estado de emergência na região. “Muitas pessoas estão sem dólares ou soles peruanos e imploram por comida e água para suas crianças ou por acomodações. Outros estão espalhados pelo chão da estação ferroviária, esperando”, relatou a turista mexicana Alva Ramirez, 40 anos, por telefone. Ela disse que os hotéis estão lotados.
“Este ano é absolutamente atípico. Essa situação não ocorreu nos últimos 15 anos...o rio nunca esteve tão cheio”, disse o ministro de Turismo e Comércio Exterior, Martín Pérez, em entrevista coletiva.
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