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Perigo na pista
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São José do Rio Preto, 2 de Fevereiro, 2012 - 1:47
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Casos de bêbados ao volante crescem 34%
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Edvaldo Santos
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Bom exemplo: caminhoneiro Carlos Alberto de Campos fez teste do bafômetro na Washington Luís e nada foi constatado
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O número de embriaguez ao volante cresceu 34% em 2011, comparado ao ano anterior - de 522 para 699 -, em rodovias estaduais de Rio Preto e região. É o que revela levantamento da 3ª Companhia do 3º Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual, com sede em Rio Preto, que engloba 78 municípios. Os dados revelam ainda que desse total de condutores embriagados também aumentaram os casos em que a polícia entendeu ter sido necessário levar para complementar o flagrante na delegacia: de 447 para 553, um aumento de 23%. Essa decisão varia de acordo com o entendimento de cada agente de trânsito.
O metalúrgico Henrique (nome fictício), 31 anos, foi um dos flagrados pelo bafômetro na rodovia Washington Luís (SP-310), entre Rio Preto e Mirassol. “Eu tinha voltado de uma pescaria. Tinha bebido cerveja, parei em um bar e tomei uma dose de conhaque. Os policiais me abordaram debaixo do pontilhão. Eles sentiram o cheiro na hora e já pediram para fazer o exame”, conta condutor, morador do bairro São Deocleciano, em Rio Preto. Henrique se lembra que seu resultado foi 2% maior do que o que era permitido na época. Ele pagou multa de R$ 957 e perdeu 7 pontos no prontuário da CNH. “Mesmo assim continuo bebendo e dirigindo, mas agora evito a rodovia.”
A embriaguez ao volante é uma das prioridades da polícia rodoviária na região. Prova disso é o investimento na aquisição de bafômetros. “Antes era um para cada cada companhia, que atendia municípios da região. Agora, cada base tem um”, diz o capitão Fabiano Ferreira do Nascimento, comandante da 3ª Companhia da Polícia Rodoviária Estadual, que atende a região. Além dos novos equipamentos, segundo Nascimento, a polícia tem investido em ações estratégicas próximas a locais de eventos às margens das rodovias. “Também temos investido na capacitação do policial para identificar os motoristas embriagados e intensificamos as abordagens”, afirmou.
O caminhoneiro Carlos Alberto de Campos, 36 anos, foi um dos motoristas abordados ontem pela polícia. No teste do bafômetro nada foi constatado. “É importante que a polícia sempre faça esse tipo de abordagem. Isso ajuda quem anda certo e evita acidentes porque pune quem está sem condições de dirigir e pega no volante. No meu caso, como transporto combustível, qualquer acidente pode se tornar uma tragédia”, disse.
Velocidade
Os dados da Polícia Rodoviária Estadual revelam ainda imprudência dos motoristas mais apressados. Os autos de infrações por excesso de velocidade aumentaram 71% - de 48.690 para 83.265, enquanto o número de infrações por ultrapassagem em local proibido passou de 8.615 para 10.330. Os flagrantes por mão manter distância segura tiveram alta de 20% (431 contra 1.163).
O volume de multas por excesso de velocidade, de acordo com Nascimento, subiu porque a polícia começou a utilizar no último ano radares móveis fotográficos, que não necessitam de abordagem. “Com esses equipamentos, tivemos mais tempo para outros tipos de abordagens, o que colaborou para mais apreensões de droga”. Em 2011 foram apreendias nas rodovias estaduais da região 1.844.269 quilos de droga, contra 714,898 quilos do ano anterior, aumento de 158%
Redução de mortes
Em contrapartida, caiu o total de mortes nas rodovias. Em 2010 foram 136, enquanto em 2011 foram 123, o que representa uma queda de 9%. O número de vítimas leves, graves e fatais também caiu 16% na Assis Chateaubriand, 20% na Euclides da Cunha e 42% na Washington Luís. “Estamos tirando das ruas motoristas que poderiam provocar acidentes, por isso esse número caiu. Isso mostra que nossas estratégias junto ao trabalho de inteligência têm dado certo”, afirmou o comandante.
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Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital
Fonte: Colaborou Maria Stella Calças
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COMENTÁRIOS
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FLAVIO ARNALDO TEIXEIRA RIENTE
postado em
02/02/2012
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É muito lamentável, que as autoridades competentes tratem desse assunto com descaso. Por conta disso, iremos ver e conviver com esse tipo de crime ao volante. Beber e dirigir. Nem mesmo as propagandas, os exemplos funestos que assistimos todos os dias nos meios de comunicação, colocam um basta nesse abuso e total falta de conciência. As leis complacentes de nada adiantarão, frente a essa situação. É preciso que os fatos sejam vistos com mais rigor, considerá-los como crime inafiançável, prisão imediata do motorista alcolizado até o julgamento dos seus atos insano. Na realidade a tão propagada LEI SECA, acabou num grande fiasco. E o pior, é que o cidadão tem plena conciencia disso, e abusa mesmo na maior cara de pau. Alcoolatra já um caso sério a sociedade, imaginem atraz de um volante, sem a menor condição de dicernir. Quantas mortes mais serão necessárias para que se tomem as tais medidas drasticas?
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Seu Madruga
postado em
02/02/2012
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A fiscalização ficou menos intensa e os bêbados aproveitaram. Mas esse é o menor dos problemas, tem muitos caminhoneiros que dirigem drogados mesmo, alguns usam maconha, cocaína, crack, e por aí vai. Esse tema já foi assunto de uma reportagem do Diário da Região a alguns anos atrás. Na minha opinião o motorista não pode ter o privilégio de se recusar a fazer o teste do bafômetro. Afinal de contas se ele não bebeu, o aparelho não indicará nada. Já no caso dos caminhoneiros que dirigem drogados, a melhor solução para eles, se chama cadeia!!!
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