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São José do Rio Preto, 8 de Fevereiro, 2012 - 7:17
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União aditiva ensino em 34 cidades da região
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Ação liderada por Votuporanga beneficia 26.258 alunos do ensino fundamental
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Trinta e quatro cidades da região vão receber verba do governo federal, a partir de 2013, para melhorar o atendimento em escolas que funcionam em período integral. É a primeira conquista desses municípios desde que se uniram, há três anos, em uma minirrede para discutir problemas na educação, trocar experiências, buscar soluções e ter mais voz na hora de captar recursos.
O Arranjo de Desenvolvimento da Educação no Noroeste paulista também tem objetivo de buscar alternativas para melhorar o ensino integral, a qualificação dos professores e a grade escolar. A ideia é que os municípios maiores emprestem sua experiência para as localidades menores, que, sozinhas, têm dificuldade para resolver seus problemas. A educação é pensada em território, não apenas em cidades. Ao todo, 26.258 alunos do ensino fundamental são beneficiados com a ação educacional liderada por Votuporanga. Também fazem parte da minirrede Fernandópolis, Jales, Santa Fé do Sul e Tanabi.
No Brasil, 200 cidades se uniram com essa meta. No mês passado, o Ministério da Educação (MEC) aprovou a resolução que normatiza os arranjos. As reuniões são realizadas a cada bimestre. Nela, representantes da educação de cada município expõem as suas dificuldades no setor, as experiências que deram certo e problemas.
“Essas cidades têm bons resultados no Índice de Desenvolvimento da Educação (Ideb). Mas queremos melhorar”, afirma a secretária de educação de Votuporanga e coordenadora do Arranjo, Eliane Godoi. Segundo Eliane, a minirrede trabalha para melhorar pontos fracos detectados na região, como dificuldade dos municípios menores em interpretar dados e entender a própria situação educacional, formação continuada dos professores, plano de carreira para o magistério e atualização do currículo escolar.
Regime integral
As escolas participantes já contam com escolas em regime integral. A maioria banca com recursos próprios a sua manutenção. Como ingressaram no programa Mais Educação, vão receber verba para manter uma escola - até o fechamento da edição, o MEC não divulgou o valor que cada cidade terá direito. O dinheiro será usado para contratar monitores ou comprar materiais de consumo e apoio. “É importante trabalhar em regime de colaboração. Unidos, ficamos mais fortes na hora de pedir investimentos ao Ministério da Educação e governo do Estado”, diz Eliane.
Maria Izabel Noronha, membro do Conselho Nacional de Educação, afirma que esse modelo de gestão unificada ajuda no desenvolvimento da educação. Ela destaca, no entanto, que é necessário que essa ação seja política de Estado. “Só assim será possível o desenvolvimento da educação. Do jeito que está, pode continuar a desigualdade entre as cidades.”
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