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Secretaria de Agricultura
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São José do Rio Preto, 31 de Janeiro, 2012 - 7:02
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Livros são desovados em mata de Rio Preto
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Thomaz Vita Neto
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Livros abandonados são de ciência, geografia, português e história
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Pelo menos 50 livros, a maioria didático, foram abandonados em um matagal na beira da estrada de acesso à estância Unitra, zona sul de Rio Preto. Os exemplares, de praticamente todas as disciplinas, estão em bom estado de conservação e foram fornecidos aos alunos pelo Ministério da Educação e Secretaria de Estado da Educação. É o segundo caso similar registrado recentemente no Noroeste Paulista. Em agosto de 2010, 700 apostilas dos ensinos fundamental e médio da Secretaria de Estado da Educação, impressas em 2008 e 2009 e ainda não utilizadas, foram encontradas em um canavial em Bálsamo, a 200 metros da rodovia Euclides da Cunha (SP-320). O caso foi investigado pela Polícia Civil, mas ninguém foi punido.
Os livros localizados na estância Unitra são de disciplinas como ciência, geografia, português e história, e datam de 2007, 2008 e 2009. Fazem parte dos ensinos fundamental e médio. Um exemplar de matemática trazia o carimbo da escola estadual Alberto José Ismael, que funciona no bairro Quinta das Paineiras, em Rio Preto. Outras unidades eram assinadas por pelo menos dois alunos. O metalúrgico Milton Ribeiro, 46 anos, que mora na estância Unitra e usa bicicleta para se locomover, afirma que os livros foram abandonados ontem mesmo.
Ele passa todos os dias pela estradinha, às margens do córrego dos Macacos. “Tem que investigar essa postura. Não pode jogar livro no lixo. Ainda mais porque foram comprados com dinheiro público”, afirma Ribeiro. Junto com os livros foram descartados cadernos escolares. Também havia lixo e pedaços de um móvel. O delegado Carlos Tokoy, do 7º Distrito Policial, responsável por averiguar os crimes na região onde se localiza a estância Unitra, afirma que é necessário apurar a origem dos exemplares para definir se cabe investigação e, por consequência, punição aos responsáveis. Tokoy afirmou que hoje vai enviar uma equipe até o local apreender os exemplares.
Dano
O promotor Sérgio Clementino afirma que o abandono dos livros pode configurar dano ao patrimônio público. “É necessário levantar quem jogou os exemplares e como tudo aconteceu. O fato merece ser investigado. De alguma forma, os livros custaram dinheiro.” Segundo a Secretaria de Estado da Educação, os livros encontrados pela reportagem são de responsabilidade dos alunos e cedidos em caráter definitivo, ou seja, não são reutilizados em anos posteriores. Anualmente, os alunos da rede estadual recebem materiais didáticos que são de uso exclusivo e outros que devem ser devolvidos à escola no final de cada ano letivo - o que não é caso dos livros descartados.
No caso dos livros que são utilizados por outros alunos nos anos posteriores, as unidades escolares realizam projetos de orientação e conscientização, ao longo de todo o ano, para que os estudantes mantenham a conservação dos materiais e os devolvam em bom estado ao final do ano letivo.
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