|
|
|
|
|
›
Avaliação
|
|
São José do Rio Preto, 14 de Janeiro, 2011 - 8:00
|
|
MEC reprova 37 cursos superiores na região
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Thomaz Vita Neto
|
|
|
Unorp: gastronomia, computação, direito e administração reprovados
|
O Ministério da Educação (MEC) reprovou 37 de 156 cursos superiores da região de Rio Preto avaliados pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) entre 2007 e 2009. A relação foi divulgada ontem pela assessoria da pasta. Os cursos com conceito abaixo de 3, em escala de 1 a 5, serão impedidos de receber alunos por meio do Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior (Fies), em que o governo federal subsidia o estudo de universitários.
A medida só vale para novos pedidos de financiamento - os atuais permanecem inalterados. Os 37 cursos reprovados concentram 8.749 vagas, das quais cerca de 1 mil são contempladas com o Fies atualmente, conforme estimativa das faculdades. Além disso, os cursos receberão visitas in loco de assessores do MEC, que irão avaliar o corpo docente e a estrutura oferecida. Caso haja irregularidade, será firmado um acordo chamado “termo de saneamento de deficiência”, que, se for descumprido, pode resultar no descredenciamento do curso, conforme a assessoria do Inep.
Os cursos se concentram em 15 instituições de ensino superior do noroeste paulista, e receberam “conceito preliminar” de até 1,94, o que equivale a conceito 2 (veja quadro nesta página). Conceitos acima de 1,94 são considerados satisfatórios pelo MEC. A instituição com o maior número de cursos reprovados na região são as Faculdades Integradas de Fernandópolis (Fife), seis no total: engenharia ambiental, matemática, engenharia de alimentos, jornalismo, farmácia e ciências contábeis.
Em seguida vem a Unorp e a Unirp, ambas de Rio Preto, e o Instituto Municipal de Ensino Superior (Imes), de Catanduva, com quatro cursos cada. As Faculdades Integradas de Santa Fé do Sul (Funec), a Dom Pedro, de Rio Preto, e o Instituto Municipal de Ensino Superior de Bebedouro (Imesb) tiveram três cursos reprovados cada uma. Na outra ponta, o curso melhor avaliado nos Enades realizados entre 2007 e 2009 foram enfermagem da Famerp, de Rio Preto, e letras e educação física, do Centro Universitário de Votuporanga (Unifev).
Outro lado
A pró-reitora acadêmica da Unirp, Agdamar Affini Suffredini, contestou a avaliação do MEC. Segundo ela, no caso de farmácia a prova foi aplicada em 2007, quando o curso era integral. “Para a moda, a classificação não está correta. Damos ênfase ao vestuário na nossa região, enquanto que a prova foi aplicada para design gráfico. Nem temos essa formação na nossa grade curricular.”
Para o curso de jornalismo, Agdamar diz que houve erro de inscrição. “Havia apenas um aluno com 80% da grade curricular cumprida e inscrevemos dois por um erro.” A professora não visualiza problemas para a Unirp por conta das notas. “Não há prejuízos para a escola. Temos cursos excelentes, de qualidade, e todos reconhecidos. Os avaliadores do MEC virão nos visitar e verão isso.”
O chanceler da Unorp, Augusto César Casseb, disse que a má avaliação dos cursos não interfere na instituição. “Como nossa mensalidade é baixa, não temos quase nenhum estudante pelo Fies”, disse. Os representantes das demais instituições não foram localizados ontem à tarde.
Com nota 2, Unorp perde autonomia
A Unorp, de Rio Preto, está entre as 15 instituições de ensino superior do País que foram impedidas pelo MEC de abrir novos cursos ou ampliar o número de vagas. Os centros universitários e universidades perderam suas autonomias por terem apresentado conceito insatisfatório, menor do que 3, em escala de 1 a 5, no Índice Geral de Cursos (IGC) divulgado ontem.
Se nos próximos três anos a Unorp e as demais instituições não melhorarem o ensino disponibilizado aos estudantes, podem perder o status de universidades ou centros universitários ou até mesmo ser descredenciadas pelo MEC. Das faculdades da região, quatro apresentaram conceito inferior a 3: Dom Pedro (Rio Preto), Funec (Santa Fé), Iseb (Barretos) e Faculdade de Auriflama. No caso de faculdades, porém, não haverá sanções.
Augusto César Casseb, chanceler da Unorp, disse que vai recorrer do conceito do MEC. “Vamos rever essa nota.” Já o diretor-executivo da Funec, Heitor Ribeiro Neto, informou que a faculdade ainda não tinha conhecimento da nota 2 recebida pelo MEC. Mesmo assim, ele prometeu reverter a situação. Os representantes das demais instituições não foram localizados.
Famerp
A Famerp ficou entre as 25 instituições do País com conceito máximo no IGC.
|
|
|
|
|
Colaboraram Helen Ventura, Eliene Berlato e Elen Valereto
Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital
|
|
|
|
|
|
|
OPINE SOBRE ESTA MATÉRIA
|
|
|
|
Não sou cadastrado |
Clique aqui
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
COMENTÁRIOS
|
1 de 2  |
|
|
|
OCIMAR ANTONIO DE CASTRO
postado em
18/01/2011
|
Boa chamada para uma matéria. Um título de artigo apelativo. Porém o número de comentários da matéria reflete a superficialidade do texto do jornalista, acredito ser (Allan de Abreu) conforme consta no topo do texto. Caro jornalista, IGC, é institucional e não de um curso. A tabela apresentada deve ter sido extraida das notas decompostas do CPC dos cursos apresentados entre os anos de 2007 a 2009 ja que esta apresenta uma "mistureba" de áreas de formação e isso não acontece na avaliação bem como o próprio mecanismo de cálculo muda o que não seria prudente comparar áreas e apresentar os resultados simplista já que os pesos de cada componente foi alterado ao longo destes anos. Complementando, caro jornalista, estou sentindo falta dos cursos na mesma situação que possuímos no "campus" JK da maior universidade do país que está alocada na cidade, o que deve aumentar o número de cursos. Para encerrar, ao usar informações dos anos de 2007 e de 2008, gostaria muito que o senhor então investigasse como estão os processos de supervisão do MEC (via seu instituto (Inep)) já que tais cursos ja devem ter recebido suas visitas "in loco" de comissões que realizaram as avaliações sistemáticas e integrais, alterando ou mantendo a nota do ENADE dos cursos e tornando o CPC (Conceito Preliminar do Curso) em CC (Conceito do Curso), para sabermos realmente se os curso de nossa região estão verdadeiramente reprovados pelo MEC. Fazer um texto simples é bem mais fácil do que realmente informar a comunidade se os curso estão ou não realmente reprovados perante o Ministério.
|
|
Rafael Estevam Agra Siqueira
postado em
14/01/2011
|
O artigo diz que essa decisão foi resultado das notas do IGC de 2007, 2008 e 2009. Nessa época todo mundo bem sabe que a faculdade estava passando por uma crise econômica muito séria, o que acabou afetando a qualidade de alguns cursos. Mas isso é passado, em 2010 o MEC esteve na faculdade e foi favorável em que a Unorp mantivesse a autonomia da criação de novos cursos e ampliação de vagas.
|
|
Marco Antonio Ferreira Matheus
postado em
14/01/2011
|
Estamos em período de Vestibular e provas agendadas nas Faculdades e vejo como muito importante a divulgação das Faculdades que atingiram um bom conceito pois ajudaria os alunos na escolha.
Além do IGC existe um outro índice de avaliação do MEC que é o IDD (Índice que mede o aprendizado do aluno comparado com as demais instituições do Brasil), seria muito bom também a divulgação deste índice, pois mostra em quais instituições os alunos realmente estão apredendo, e com isto colocando excelentes profissionais no mercado de trabalho.
|
|
|
|
|
1 de 2  |
|
|
|
|
|
|
|
|
ENVIE PARA UM AMIGO
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|