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Citricultura
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São José do Rio Preto, 4 de Fevereiro, 2012 - 1:47
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Cutrale compra o maquinário da Bascitrus
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Hamilton Pavam
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Os equipamentos que pertenciam à Bascitrus, em Mirassol, foram adquiridos pela Cutrale
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A Cutrale divulgou ontem intenção de construir uma unidade de processamento de laranjas para a instalação de uma fábrica de suco na região Sudeste de São Paulo com a aquisição de maquinário das fábricas Bascitrus, de Mirassol, e da KB Citrus Industrial, de Araraquara. “A Cutrale adquiriu da Bascitrus e KBCitrus equipamentos para produção de suco de laranja que se achavam desativados. Os equipamentos farão parte do projeto de instalação de uma unidade industrial de processamento de laranja na região da rodovia Castello Branco, que terá como objetivo atender aos produtores da região, que está em franca expansão”, informou nota divulgada pela assessoria de imprensa da Cutrale.
A empresa não divulgou os valores dos o negócios nem quando deve iniciar a moagem de laranja na nova unidade. A medida não causa surpresa ao setor devido à grande migração de citricultores e pomares para aquela região do Estado de São Paulo, onde a temperatura mais amena contribui para reduzir incidência de algumas pragas e doenças favorecidas pelas altas temperaturas e umidade do verão no Norte e Noroeste paulista, apesar desse fator climático resultar em frutas com suco de sabor inferior, mas de cor mais forte.
O presidente da Associação Brasileira dos Citricultores (Associtrus), Flávio Viegas, reclamou da medida que, na opinião dele, vai reduzir a capacidade de processamento de fruta na região Central e Noroeste do Estado de São Paulo, como ocorreu com outras unidades de processamento de citros recentemente adquiridas pelas grandes exportadoras de suco concentrado.
“Esta é mais uma operação de destruição da capacidade produtiva e reproduz o que já foi feito no caso das fábricas da Cargill, da Frutax, Citrovale, Citral, Citrovita I, Frutropic, Citropectina, entre outras, e o que deverá continuar.” Viegas afirmou que a negociação também desmente a propalada falta de capacidade de processamento que foi a justificativa utilizada pela indústria para a lentidão nas colheitas da safra que está se encerrando.
O Diário tentou entrevistar os empresários Horst Happel e Allim Bassitt Junior sobre a venda dos equipamentos. Na Bascitrus, os empregados informaram não terem como entrar em contato com os diretores da planta industrial que está inativa. Já o advogado Netto Fleury, do escritório que assessora a família Bassitt, informou que seus clientes transferiram seus ativos e não têm mais ligação com a fábrica de suco de laranja.
Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital
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