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37º maior mercado do Brasil
São José do Rio Preto, 4 de Maio, 2010 - 1:50
Consumo em Rio Preto terá R$ 7,2 bi este ano

Liza Mirella

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Rio Preto ocupa a 37ª posição no ranking nacional de potencial de consumo
Rio Preto avançou cinco posições no ranking nacional de potencial de consumo e ficou na 37ª colocação em 2010. O estudo Brasil em Foco - IPC Target 2010, divulgado ontem pela IPC Marketing Editora, sucessora da Target Marketing, revela que o potencial é de R$ 7,225 bilhões, com índice de 0,32821, um aumento de 25% em relação ao valor do ano passado, quando fechou com R$ 5,770 bilhões, na 42ª colocação nacional e com índice de 0,30969.

Rio Preto ficou à frente de capitais como Vitória (ES), que ficou na 41ª colocação; Aracaju (SE), na 43ª posição, e Macapá (AP), na 87ª colocação.
No Estado de São Paulo, Rio Preto manteve a mesma 11ª colocação obtida no ano passado, entre os 645 municípios paulistas. O estudo mostra ainda um aumento no potencial de consumo per capita do rio-pretense que vive na área urbana, de 24%. O valor passou de R$ 14.074,92 no ano passado para R$ 17.448,53 em 2010. O potencial de consumo per capita do morador da zona rural também cresceu, 8,8%, ao passar de R$ 5.870,10 em 2009 para R$ 6.392,07 neste ano.

O IPC Target é um indicador da potencialidade de consumo nacional, que traz detalhes de cada um dos 5.565 municípios. Para o diretor da IPC Marketing, Marcos Pazzini, o ganho de cinco posições por Rio Preto no ranking nacional mostra que a cidade superou a crise que afetou o mundo. “O desempenho de Rio Preto em 2010 é similar ao das capitais de Estado, que também aumentaram sua participação de 2009 para 2010.” A posição nacional de Rio Preto é melhor do que municípios paulistas com perfil similar como Piracicaba, Bauru, Franca e Araçatuba que, como Rio Preto, ganharam posições no ranking nacional entre 2009 e 2010.

Para o economista Hipólito Martins Filho, um conjunto de fatores faz com que Rio Preto tenha uma exposição maior, ampliando seu potencial de consumo. Ele cita a qualidade de vida e o fato de ser uma macrorregião em que o agronegócio tem se fortalecido. “A diversidade dos produtos e serviços também favorece a entrada de dinheiro, atrai os consumidores.” “Os números vêm ao encontro de anúncios de grandes investimentos no varejo para os próximos anos, como o shopping do grupo Iguatemi”, afirmou o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp), Mauricio Bellodi. Para ele, o perfil diversificado da economia local, somado a seu potencial, melhora da massa salarial, entre outros motivos, levaram Rio Preto a conquistar boa posição no ranking.

Hábitos permanecem

O que se observa é que entre 2009 e 2010 não houve mudanças nos hábitos de consumo da população. Em Rio Preto, a maior parte da renda será destinada, mais uma vez, à manutenção do lar, com R$ 2,039 bilhões. Estão inclusos gastos com aluguel, impostos, taxas, água, energia, etc). A alimentação em domicílio é a segunda fonte de destinação da renda do rio-pretense, com R$ 886,1 milhões. Os gastos com veículo próprio aparecem na terceira colocação, com projeção de R$ 339,5 milhões.

Integram a lista dos cinco itens básicos de maior consumo os gastos com alimentação fora de casa, com R$ 269,1 milhões, e itens de vestuário, com R$ 231,3 milhões. A ordem da estimativa dos gastos permanece a mesma do ano passado. “Não houve alteração significativa nos últimos anos que pudesse ocasionar forte impacto nas despesas de consumo da população”, afirmou Pazzini.

Mudança social

A participação do potencial de consumo da classe média (B) avançou sobre o potencial de consumo da classe A em Rio Preto. O estudo Brasil em Foco mostra que a classe A, que tinha 28,20% de participação no ano passado, caiu para 19,80%. Enquanto isso, a classe média, que tinha 45,30% da participação em 2009, passou para 54,40%. Em valores, houve uma queda de 11,8% no potencial da classe A, que passou de R$ 1.597.297.728 para R$ 1.407.689.390. Já o potencial de consumo da classe B cresceu 50,5% (passou de R$ 2.569.137.195 para R$ 3.867.207.583).

Observa-se ainda uma alteração no perfil socieconômico de Rio Preto quando se trata das classes mais baixas, com migração da população da classe E para a D. A fatia de participação da classe E responde por 0,1% do total. Em 2010 era 0,2%. A participação da classe D passou de 3,4% no ano passado para 3,6% este ano. Em volume financeiro, o estudo mostra queda no potencial, de 42,9%, ao cair de R$ 10.557.534 para R$ 6.020.286. Enquanto isso, houve aumento de 32,1% no volume de potencial da classe D, que passou de R$ 195.037.724 para R$ 257.736.464.

A participação da baixa renda (classe C) registrou uma pequena oscilação para baixo, passando de 22,90% em 2009 para 22,20% em 2010. Em valores, o crescimento de um ano para outro foi de 21,4%, ao passar de R$ 1.297.037.294 para R$ 1.575.007.992. Segundo Pazzini, o fenômeno de diminuição de domicílios nas classes A1 e A2 ocorreu na maioria dos municípios.

Capacidade de 29 municípios da região soma R$ 11,6 bi

O estudo IPC Target mostra ainda que a microrregião de Rio Preto, compreendida por 29 municípios, avançou apenas uma posição no ranking nacional, ao passar da 31ª em 2009 para a 30ª em 2010. No ranking estadual, manteve sua colocação inalterada, na 11ª posição. Ao mesmo tempo, o valor do potencial de consumo teve um salto de 21,7%, ao passar de R$ 9,593 bilhões, com índice de 0,51483, para R$ 11,680 bilhões, com índice de 0,53055. O consumo per capita do morador da área urbana também cresceu, 12,4%, ao passar de R$ 12.911,10 em 2009 para R$ 14.520,25 neste ano.

Ao mesmo tempo, houve queda de 91,9% no potencial de consumo dos moradores da zona rural da microrre-gião, que caiu de R$ 5.250,07 para R$ 422,18. Onze municípios da região integram a lista dos 500 maiores municípios brasileiros, incluindo Rio Preto, que tem a melhor participação regional. Em seguida, surge Catanduva, na 186ª posição nacional e 59ª estadual. O município de Barretos ocupa a 193ª posição nacional e a 61ª paulista. Depois, aparece Votuporanga, na 258ª colocação nacional e 85ª estadual.

Bebedouro está na 305ª posição nacional e 98ª estadual. Fernan-dópolis ocupa a 36ª colocação nacional e 102ª estadual. O município de Mirassol está na 380ª posição no ranking nacional e na 111ª estadual. Jales está na 390ª posição nacional e 115ª estadual. O município de Olímpia ocupa a 409ª posição no ranking nacional e a 118ª no Estado. Em seguida, aparece Monte Alto, na 436ª posição nacional e 122ª estadual. Depois, aparece Frutal, município mineiro que ocupa a 457ª posição nacional e a 59ª estadual.

Brasil

As projeções revelam que o consumo dos brasileiros deve girar em torno de R$ 2,202 trilhões neste ano. O valor representa um crescimento superior a R$ 338 bilhões quando comparado ao IPC Target 2009, quando ficou em R$ 1,8 trilhão. Em termos reais, descontando a inflação, os cálculos mostram que as despesas das famílias crescerão 6,1%, ou seja, mais do que as projeções para o PIB, que são de alta de 5,8%. Também indica-se um aumento populacional da ordem de 1%.

A expectativa é que a população chegue a 193,3 milhões de pessoas, com maior número de mulheres (51%) contra 49% dos homens. A população urbana representará 83%, apontando um consumo urbano per capita anual de R$ 12.978,54. O consumo da população da área rural baterá os R$ 112,4 bilhões.





 
     
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