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Eletricidade
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São José do Rio Preto, 10 de Março, 2010 - 3:04
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Rio-pretenses consomem 3,7% mais energia em 2009
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Rubens Cardia
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Comércio e residências foram maiores responsáveis por demanda elétrica
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O consumo de energia elétrica em Rio Preto cresceu 3,7% em 2009 em relação ao ano anterior, estimulado principalmente pela demanda doméstica e do comércio. Na contramão, a indústria exibiu resultado negativo no período. É o que mostra levantamento divulgado ontem pela CPFL Paulista.
A empresa distribui energia atualmente para 169 mil consu-midores no município. O consumo anual registrado em 2009 foi de foi de 896.881 megawatt/hora (MWh), dividido em quatro categorias principais que incluem clientes residenciais (41,3%), comerciais (33,4%), industriais (9,8%), rurais (0,5%) e demais (15,1%). Houve aumento de 3,7% em relação a 2008, quando foram consumidos 865.087 MWh.
A recuperação no consumo de energia elétrica pelas indústrias de Rio Preto nos últimos meses de 2009 ano não foi suficiente para que o desempenho do setor no ano fosse positivo. O consumo industrial no ano passado caiu 3,3% em relação a 2008. De janeiro a dezembro de 2009, as indústrias consumiram 87.517 MWh, enquanto em 2008 utilizaram 90.550 MWh.
O levantamento demonstra também o fraco desempenho em dezembro de 2008 em comparação a 2007 (crescimento de apenas 1,3%), o que pode ser atribuído à crise financeira internacional que afetou a indústria brasileira principalmente em dezembro daquele ano e nos primeiros meses de 2009.
De acordo com a gerente de Planejamento e Gestão de Mercado da CPFL Energia, Débora Leão Soares Tortelly, o desempenho de Rio Preto só não foi pior porque alguns setores da indústria como material de transportes, matérias plásticas e construção civil apresentaram crescimento significativo no período.
Houve crescimento de 7% em dezembro do ano passado, quando o consumo chegou a 8.507 MWh, mas em função de uma base fraca em igual período do ano anterior, quando chegou a 7.947 MWh. Para o diretor regional do Centro das Indústrias no Estado de São Paulo (Ciesp), Luiz Fernando Lucas, essa queda no consumo em 2009 pela indústria era esperada e acompanha outros indicadores negativos como as demissões. A indústria regional terminou o ano passado contabilizando o fechamento de 5.250 postos de trabalho.
“Menos postos de trabalho significa menos produção, por mais que se aumente a produtividade e redução de insumos, entre eles a energia elétrica”, disse Lucas. Essa situação ocorre em situação de aperto financeiro e não em função de automatização. O aumento no consumo no fim do ano também era esperado diante da expectativa de aumento do PIB. “As recontratações também indicavam esse aumento na produção e no consumo de energia”, afirmou Lucas.
Outros setores
O consumo comercial cresceu 3,5% em relação a 2008 e o desempenho no consumo residencial também foi positivo, com crescimento de 5,2%. Segundo Débora Leão, o crescimento nas classes comercial e residencial refletem o efeito da massa salarial ocorrida nos últimos anos, que aliada à expansão do crédito, gerou um aumento de eletrodomésticos nas residências. As altas temperaturas registradas no ano passado também contribuíram para aumento do consumo de energia nessas duas classes.
Já o consumo rural de energia caiu 66,3% A empresa atribui a queda a três fatores. O primeiro deles é com relação à migração de clientes para a área residencial. “Também pela transferência de outros para uma nova classe de consumo (permissionária) e a alta pluviometria registrada no fim de 2008 e ao longo de 2009, que reduziu a necessidade de irrigação”, disse a gerente.
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