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Investimento
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São José do Rio Preto, 8 de Setembro, 2010 - 3:00
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Encalso investe em usinas de energia elétrica na região
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Sérgio Menezes / Arquivo
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O projeto da pequena central hidrelétrica prevê a continuidade da queda d’água do Talhadão, no rio Turvo, município de Palestina
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O parque gerador de energia no Noroeste paulista, que atualmente congrega seis usinas hidrelétricas (Promissão, Avanhandava e Três Irmãos no rio Tietê; Marimbondo e Água Vermelha no rio Grande e Ilha Solteira no rio Paraná), vai ganhar mais duas unidades, movidas pelas águas do Turvo. Serão duas Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), a “Talhado” e a “Foz do Preto”.
O Grupo Encalso prevê investimentos de R$ 154 milhões na construção das duas PCHs, que vão abranger áreas nos municípios de Riolândia, Paulo de Faria, Pontes Gestal e Palestina. A previsão inicial é que as obras comecem em até 24 meses, mas este prazo pode variar dependendo da liberação de licenças governamentais.
A produção de energia das duas novas unidades deverá atingir 135 mil megawatts (MW) por ano, suficientes para atender a uma população de cerca de 210 mil habitantes, o que corresponde a quase duas Barretos (110 mil habitantes, segundo projeções da Fundação Seade) ou à soma de Fernandópolis (65 mil moradores), Jales (49 mil), Valentim Gentil (10 mil) e Votuporanga (84 mil habitantes).
A PCH Talhado terá potência de 12 MW, o que equivale ao consumo de 84 mil habitantes (Mirassol e Santa Fé do Sul juntas, com 54 mil e 28 mil habitantes, respectivamente). O empreendimento será localizado no rio Turvo, nos municípios de Paulo de Faria e Palestina. A PCH Foz do Preto vai gerar 16 MW de energia, o que corresponde ao consumo de 112 mil habitantes (quase uma cidade como Catanduva, com 113 mil moradores).
A obra atingirá os municípios de Riolândia, Paulo de Faria, Pontes Gestal e Palestina. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) classifica empreendimentos hidrelétricos com potência superior a 1 MW e inferior a 30 MW como PCHs. Outra característica desse tipo de hidrelétrica é a área do reservatório, inferior a três quilômetros quadrados.
Municípios esperam maior arrecadação
O prefeito de Palestina, Nicanor Nogueira Branco (PTB), disse que a construção das PCHs é excelente para região porque gera empregos, o que contribui para a economia da cidade. “Além disso, as pequenas cidades da região terão garantia de fornecimento de energia.” O prefeito de Pontes Gestal, Ciro Antonio Longo (PSDB), também diz que o maior benefício do empreendimento é a geração de emprego.
“Todas as obras desse tipo, que tragam desenvolvimento, desde que não agridam o meio ambiente, são bem-vindas na região”, disse. A construção das PCHs vai garantir a Pontes Gestal um aumento no repasse dos royalties de Itaipu e de compensação financeira. Os créditos são pagos a municípios banhados por reservatórios de usinas hidrelétricas. Em oito meses, o município recebeu cerca de R$ 114 mil, dos quais R$ 9,9 mil de royalties e R$ 104 mil de compensação financeira.
Para Longo, embora o valor seja pequeno, é importante para o orçamento municipal. A legislação determina que o dinheiro não pode ser usado para quitar dívidas ou custear a folha de pagamento da administração. Com a construção da central, Palestina passará a integrar a lista de municípios beneficiados.
Reservatórios são pequenos
As duas usinas vão operar sob o regime fio d’água, o que significa trabalhar sem grande capacidade de armazenamento de água em reservatório e sem deplecionamento (abaixamento) do nível de água armazenada.
O projeto da Encalso prevê que a PCH Talhado terá geração de 55.275 megawatts por hora (MW/h) médios e queda líquida de 24 metros. Para a formação do reservatório, a área inundada deve chegar a 2,2 quilômetros quadrados. A profundidade máxima do lago é projetada em 12 metros e a média é de cinco. O tempo de enchimento deve ser de 2,5 dias.
A PCH Foz do Preto terá uma geração de 72.445 MW/h médios, com uma queda líquida de 16 metros. A área inundada será de 5,7 quilômetros quadrados. A profundidade máxima do reservatório será de 15 metros e a média será de oito metros. O tempo previsto para enchimento do reservatório previsto é de oito dias.
PCHs atendem diretrizes
A definição das áreas de instalação das duas PCHs, explica Wanderley Souza, responsável pela área de energia do grupo Encalso, seguiu o que determinam as diretrizes da Aneel. “A escolha dos locais se caracteriza pelo ‘aproveitamento ótimo’ dos potenciais hidráulicos dos rios.”
Para atender à premissa de “aproveitamento ótimo”, segundo Souza, foi realizado um inventário de todo o rio, aprovado pela Aneel, que, em seguida, autorizou a Encalso a elaborar o projeto básico dos potenciais. “O projeto deve reunir as melhores condições técnicas e econômicas que resultem na melhor relação custo-benefício, com menor custo na energia produzida.”
O projeto de construção das PCHs também prevê projetos ambientais. Neles estão incluídas, entre outras, ações de monitoramento do lençol freático, recuperação de áreas degradadas e monitoramento de flora e fauna.
Projetos aguardam licença ambiental
De acordo com Wanderley Souza, responsável pela área de energia do grupo Encalso, a instalação das PCHs Talhado e Foz do Preto depende da obtenção da Licença Ambiental de Instalação e da emissão de outorga pela Aneel. O prazo previsto para que os documentos sejam liberados é de 18 meses.
Antes de obter a licença de instalação, os projetos precisam da Licença Prévia (LP). Para isso, é necessário elaborar o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), realizar audiência pública e atender aos questionamentos apresentados.
Souza afirmou que os projetos estão em análise pela Aneel e que EIA/Rima foram protocolados na Cetesb. A Companhia informou que os documentos foram protocolados no Departamento de Avaliação de Impacto Ambiental da Cetesb em abril deste ano. “O estudo encontra-se na fase de análise de viabilidade ambiental, visando a emissão de Licença Ambiental Prévia”, afirmou o órgão em nota de sua assessoria de imprensa.
A assessoria da Aneel, por sua vez, informou que os dois projetos receberam aceite técnico da Agência, mas para que as análises dos mesmos comecem, são necessárias as licenças ambientais. O início das obras ocorrerá somente depois da emissão de todas as licenças ambientais, obtenção de outorga pela Aneel, comercialização de energia e autorização para conexão ao sistema elétrico.
O prazo estimado para o início vai de 18 a 24 meses. A previsão da empresa é que as obras gerem 200 empregos diretos cada. Quando estiverem em funcionamento, os empreendimentos devem gerar oito empregos diretos cada.
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COMENTÁRIOS
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OTAVIO CARVALHO FERNANDES FILHO
postado em
01/10/2010
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É muito bom receber notícias de investimentos sustentáveis na noção região como é o caso da instalação da PCH "Talhado", oque gerará mais empregos em nossa região. Acredito que um busca de muitos é como enviar currículos para empresa que irá contratar profissionais na construção da barragem? Existe empresa contratada pela construção que já está recebendo cadastro de profissionais, se existe poderia ser fornecido?, obrigado pela atenção.
amigoseletrica@hotmail.com
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Jorge Gerônimo Hipólito
postado em
09/09/2010
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O DIREITO ambiental brasileiro é incompreensível, as vezes. Por exemplo, imaginemos que o órgão competente emita a licença ambiental para a construção das usinas hidrelétricas na região em que compreende a confluência dos Rios Turvo e Preto. Pois bem, de posse da licença os empreendedores levarão adiante os projetos. Cumpre ressaltar que estando autorizados não estarão infringindo as leis e, obviamente, a que se respeitar, uma vez que, certamente, foram analisados todos os quesitos do EIA/RIMA. Concluída a construção das usinas, os lagos começam a ser formados e, por conta disso inundam grande parte das áreas de preservação permanente. Nesse ponto, eu quero observar sobre a complexidade do direito. Senão, vejamos: admitamos a hipótese de que algum proprietário rural tenha anteriormente infringido a legislação ambiental e decorrente disso tenha assinado Termo de Ajuste de Conduta (TAC) - por conta dele tenha aplicado recursos financeiros para a recuperação de área degradada inclusive com financiamento junto a alguma instituição financeira. Destarte, se a área referente ao TAC for inundada como ficará o cumprimento desse, uma vez que todo o esforço ficará debaixo d'água? E o financiamento feito para dar cumprimento ao TAC? E como ficará aquela intenção de se preservar o meio ambiente para as atuais e futuras gerações? Concluindo, haverá compensações tanto de um lado quanto do outro e o meio ambiente não sofrerá os prejuízos em função da compensação de um e do outro?
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VALDIR JOSE SAGIONETI
postado em
08/09/2010
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QUERO DEIXAR MEU PROTÉSTO CONTRA ESTE PROJETO. SÓ ESTÃO VISANDO LUCRO E MAIS
NADA. A GANÂNCIA FALA MAIS ALTO.
É SABIDO DE TODOS QUE NECESSITAMOS DE ENERGIA ELÉTTRICA.
MAS SÓ UMA PERGUNTINHA.
"QUAL É MAIS IMPORTANTE PARA NOSSA SOBREVIVÊNCIA, A AGUA OU A ENERGIA ELÉTRICA...?
SENHOR DAINOS ENTENDIMENTO.....
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