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Arremate
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São José do Rio Preto, 31 de Julho, 2010 - 3:05
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Leilão do Arantes apura só 10% do ofertado
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Guilherme Baffi
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Apenas 11 dos 21 lotes ofertados foram arrematados no leilão
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Fracassaram os leilões do Grupo Arantes realizados por determinação da Justiça de Rio Preto quinta e sexta-feiras passadas. Dos 21 lotes colocados à venda, apenas 11 foram arrematados por R$ 5,1 milhões, o que corresponde a 10,8% do valor total dos bens imóveis e móveis avaliados em R$ 46 milhões. Ontem, no período da manhã, foram vendidos o lote 3, com um avião turboélice Xingu II, e os lotes 2 e 3, constituídos por imóvel, máquinas e equipamentos localizados em Presidente Prudente.
Os leilões realizados por determinação da 8ª Vara Cível de Rio Preto em cumprimento ao Plano de Recuperação Judicial do Grupo Arantes colocava à disposição dos interessados R$ 46 milhões em bens imóveis, veículos, máquinas, equipamentos e utensílios. Os advogados do Grupo Arantes tentaram retirar do leilão de ontem à tarde bens que foram disponibilizados nos editais publicados, mas o juiz Paulo Roberto Zaindan Maluf não concordou com o pedido.
Com exceção de um imóvel, localizado no município de São Paulo, e um apartamento, no município de Praia Grande, arrematados com ágio respectivamente de R$ 1,9 milhão e R$ 8 mil, todos os demais bens foram arrematados por preço inferior ao de avaliação, mas acima do valor classificado como vil. O avião turboélice fabricado pela Embraer em 1981, cujo valor estimado era de R$ 979 mil, foi arrematado por R$ 803 mil por um empresário do setor pecuário com domicílio no Pará. O procurador responsável pelo fechamento do negócio disse que o comprador pediu para não ser identificado.
Já o galpão industrial de Presidente Prudente, avaliado em R$ 500 mil, foi arrematado pelo procurador Lucas Krasucki por R$ 350 mil, além do pagamento de R$ 4.798,50 pelos equipamentos e utensílios que estavam guardados dentro do imóvel. “O empresário também é do setor agropecuário, mas compramos o s equipamentos para desocupar logo o imóvel”, afirmou ele.
Novo leilão
De acordo com o administrador da Recuperação Judicial, Luiz Augusto Winther Rebello Júnior, um novo leilão deve ser marcado dentro de 60 dias, com os bens remanescentes dos realizados esta semana e a inclusão de outros. Rebello Júnior lembrou que duas granjas e uma fábrica de ração do Sertanejo Alimentos, localizadas na região, foram listadas como bens arrematáveis e sequer receberam lances.
O administrador judicial afirmou que a inclusão da unidade industrial com abatedouro em Guapiaçu depende de decisão do Grupo Arantes. De acordo com pessoas interessadas em adquirir o avião turboélice, o grupo ainda conta com mais três aeronaves que podem ir a leilão.
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