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Arremate
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São José do Rio Preto, 30 de Julho, 2010 - 3:01
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Leilão do Arantes consegue captar R$ 3,9 mi
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Ferdinando Ramos
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Vários bens do Arantes ofertados ontem não receberam lances
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O primeiro dia dos leilões de imóveis, plantas frigoríficas, veículos, máquinas, equipamentos e utensílios do Grupo Arantes, realizado ontem, rendeu R$ 3,96 milhões, com a venda de oito dos 13 lotes colocados à disposição dos licitantes inscritos. Hoje, o evento prossegue com a oferta, entre outros lotes, de frigorífico de embutidos em Belo Horizonte (MG), avaliado em R$ 21,5 milhões, e de um avião turboélice Xingu II, avaliado em R$ 979 mil.
Os leilões, presenciais e virtuais, dos bens do Grupo Arantes têm como finalidade cumprir determinações do Plano de Recuperação Judicial que foi aprovado em assembleia de credores em janeiro deste ano. Com o recursos, serão efetuados pagamentos a créditos trabalhistas e a pecuaristas e também para disponibilizar capital de giro para a operaciona-lização do grupo. Segundo o administrador judicial, Luiz Augusto Winther Rebello Júnior, os lances para aquisição de imóveis não podem ser realizados com créditos de credores, apenas em dinheiro. “O edital para capital de giro vai ser amanhã (hoje) à tarde”.
De acordo com a leiloeira oficial, Cristiane Moraes Lopes, há vários cadastros de pessoas interessadas em arrematar o avião Xingu, fabricado pela Embraer. Hoje também serão leiloados, entre outros bens, um frigorífico localizado em Sertãozinho, avaliado em R$ 2,2 milhões, uma granja na estrada vicinal entre Rio Preto e Mirassol (R$ 3,66 milhões), e um frigorífico para embutidos desativado (R$ 21,5 milhões). Os leilões ocorrem no Hotel Plaza Inn Economic, em Mirassol, a partir das 10 horas e das 14h30.
Bens arrematados
Ontem, a venda de um imóvel industrial localizado no bairro paulistano Vila São Paulo superou em 158% o valor inicial. O prédio, avaliado em R$ 1,2 milhão, foi vendido a R$ 3,1 milhões. As máquinas e equipamentos listadas no lote 3 e que se estavam naquele prédio foram comprados pelo arrematante por R$ 19,37 mil que corresponde a 70% do valor avaliado. Não apareceram interessados no lote nº 1 composto por imóvel no bairro do Ipiranga, na Capital, avaliado em R$ 4,77 milhões.
À tarde, o imóvel, máquinas, equipamentos e utensílios de um frigorífico em Unaí (MG), que constavam dos lotes 1 e 2, avaliados em R$ 6,07 milhões, não foram colocados à venda porque estão penhorados pelo Deustsche Bank. Segundo Cristiane Lopes, não houve acordo para a substituição de garantias entre o Grupo Arantes e o banco alemão e os lotes foram excluídos.
O lote 3, um apartamento de dois quartos com vista para o mar no município de Praia Grande avaliado em R$ 70 mil, foi colocado a venda por 70% do valor a partir de R$ 49 mil. Diversas pessoas foram ao leilões interessadas no imóvel que foi disputado com sucessivos lances de R$ 1 mil até atingir o preço de R$ 78 mil.
Os lotes 4 e 5 com instalação da granja, fábrica de ração, máquinas e equipamentos do Sertanejo Alimentos no município de Ubarana, estimados respectivamente em R$ 2,71 mil e R$ 630,20 mil, não registrou interessados. Os lotes 6 e 7 formados por prédio comercial, galpão em Araçatuba com máquinas e equipamentos, avaliados em R$ 262,30 mil, foram arrematados R$ 183,15 mil.
Já os lotes 8 e 9, compostos por imóvel comercial em Barretos avaliado em R$ 500 mil, além máquinas e equipamentos, com preço estabelecido em R$ 7,86 mil foram vendidos, respectivamente, por R$ 350 mil e R$ 5,37 mil, totalizando R$ 355, 37 mil.O último lote leiloado, ontem, o nº10, tratava-se de prédio comercial com galpão em Marília, avaliado em R$ 255 mil e arrematado por R$ 233 mil. O administrador da recuperação judicial afirmou que outro leilão pode ser marcado dentro de 60 dias para tentar vender os bens que não foram arrematados.
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Ferdinando Ramos
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Raimundo Gonçalves pretendia comprar o apartamento
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Apartamento é atração
Muitas pessoas compareceram ontem à tarde ao leilão do Grupo Arantes atraídas pelo lote de número 3, que disponibilizava um apartamento de 68 metros quadrados, com dois quartos e vista para o mar em Praia Grande.
O imóvel, avaliado em R$ 70 mil, poderia ser arrematado a partir de R$ 49 mil, ou 70% do valor da avaliação. Vários participantes souberam do imóvel após ler reportagem no Diário.
O comerciante Raimundo Nonato Gonçalves afirmou que foi ao leilão somente por causa do apartamento que pretendia arrematar para o pai. Já o representantes comercial Carlos de Almeida Moraes afirmou que procura em jornais e na internet oportunidades para fazer negócios. “Já comprei imóveis pela internet na Bahia e no Rio de Janeiro”. O aposentado Valentino Laguna Del Arco também compareceu ao leilão após ver a reportagem. “Li no jornal”, disse.
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