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Craig Ruttle/AP
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O Dow Jones recuou ontem 2,52%, para 10.097,72 pontos
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A bolsa brasileira caiu ontem na esteira do mau desempenho dos índices acionários em Nova York, onde no pior momento da sessão chegaram a ter perdas acima de 3%. Nos EUA, os investidores reduziram o apetite ao risco em razão de desapontamentos com balanços corporativos divulgados anteontem após o fechamento e ontem pela manhã e com a queda acima da esperada da confiança do consumidor americano.
O Ibovespa, porém, perdeu menos que os índices em Nova York. “A bolsa aqui já caiu mais que lá fora, e por isso consegue esse descolamento agora”, diz Pedro Galdi, analista de investimentos da SLW Corretora. Ele lembra que no ano, enquanto o Ibovespa cai 9,11%, o Dow Jones cede 3,17%. Com quedas inferiores ao índice e em meio a disputas antes do vencimento de opções sobre ações na segunda-feira, Petrobras e Vale deram suporte para que o Ibovespa recuasse menos ontem do que os índices de ações norte-americanos.
A bolsa brasileira fechou em queda de 1,81%, aos 62.339,27 pontos. Atingiu a mínima de 62.298,21 pontos, em baixa de 1,88%, e a máxima de 63.492,16 pontos, estável. Na semana, recuou 1,79%, mas no mês ainda sustenta alta de 2,30%. O giro financeiro de R$ 4,240 bilhões. Antes de sucumbir ao dado preliminar que apontou a queda da confiança do consumidor americano em julho, o mercado já amanheceu desapontado com os resultados do Google divulgados ontem, após o fechamento: o Google informou lucro líquido no segundo trimestre de US$ 5,71 por ação, abaixo das expectativas dos analistas, que previam ganho de US$ 6,52 por ação.
Ontem, foi a vez de Citigroup, Bank of America e General Electric divulgarem dados que também não agradaram. Embora os balanços tenham revelado lucros acima dos esperados pelos economistas, os dados não foram suficientes para dar fôlego às bolsas americanas porque foram acompanhados de forte quedas de receitas. O Bank of America divulgou lucro líquido em queda de 3,1%, para US$ 0,27 por ação no segundo trimestre, acima das estimativas de US$ 0,22 por ação.
Sua receita, porém, diminuiu 11%, para US$ 29,15 bilhões e ficou abaixo da projeção de US$ 29,75 bilhões. O Dow Jones recuou 2,52%, para 10.097,72 pontos; o Nasdaq caiu 3,11%, para 2.179,05 pontos; e o S&P500 desvalorizou-se 2,88%, para 1.064,88 pontos. Na semana, Dow Jones caiu 0,97%; Nasdaq, -0,79%; e S&P500, 1,21x%.
Câmbio
Um misto de tensão e dúvida fez com que os investidores preferissem se apoiar na segurança do iene nesta sexta-feira, levando o dólar a atingir sua mais baixa cotação ante a divisa japonesa em um ano. A moeda norte-americana também se enfraqueceu ante o euro. A fuga para a qualidade, entretanto, fez com que o dólar conseguisse ganhar de divisas de emergentes como o Brasil e a Nova Zelândia. O Real ainda teve motivos locais para enfrentar sua quarta queda ante o dólar nos cinco pregões desta semana, como a mudança na expectativa do ciclo de alta da Selic e incertezas sobre o fluxo de recursos estrangeiros ao País.
Ao final do pregão, o dólar pronto na BM&F avançou 0,59%, para R$ 1,7825, enquanto a moeda no balcão fechou a R$ 1,7820 (+0,56%) - a maior alta das últimas 9 sessões. Na semana, o dólar acumula apreciação de 1,25% e, no ano, de 2,24%, ainda que neste mês de julho o placar esteja negativo (-1,22%).
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