|
|
|
|
|
›
Justiça
|
|
São José do Rio Preto, 20 de Fevereiro, 2010 - 4:18
|
|
MP denuncia 17 por narcotráfico
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Reprodução
|
|
|
Ricardo Carvalho Costa, o Palmeirense, suposto traficante
|
O Gaeco, braço do Ministério Público que investiga o crime organizado, denunciou à Justiça 17 pessoas por tráfico e associação para o tráfico no bairro Santo Antonio, em Rio Preto. São três grupos, que dividiam entre si parte da venda de cocaína na zona norte da cidade. Quatorze estão presos, e três, foragidos. O advogado Benedito Garcia também foi denunciado por corrupção ativa - ele teria tentado subornar a Polícia Militar quando seu cliente, líder de um dos grupos, foi preso em novembro do ano passado.
As investigações começaram em agosto de 2009 a partir de denúncia feita ao Gaeco pela PM. Os primeiros investigados foram Julio Cesar Ferreira, o Buba, e José Erildo da Silva, o Dezessete ou Felão. Ambos comandavam várias bocas de fumo no Santo Antonio. Buba tinha outros três funcionários, os chamados “corres”, que vendiam cocaína e, em menor escala, maconha e crack nas bocas.
Já Dezessete comandava um grupo formado por outros cinco “corres” e tinha uma funcionária responsável pela contabilidade, Tatiane de Almeida dos Reis, a Tia, 21 anos, uma das foragidas - os outros são Matheus de Oliveira Molina, 22 anos, e Marcos de Oliveira Molina, 24 anos.
Por meio de escutas telefônicas, o Gaeco identificou o fornecedor de cocaína para os dois grupos: Ricardo Carvalho Costa, o Palmeirense, ex-integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) que, mesmo preso na Penitenciária de Presidente Bernardes (SP), gerenciava bocas de fumo na zona norte com o auxílio de Carleilson José dos Santos, o Toca-fita. Ele comprava a droga em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e revendia tanto em seus pontos de tráfico quanto para Buba e Dezessete. “Certamente o entorpecente era proveniente do Paraguai e da Bolívia”, disse o promotor do Gaeco João Santa Terra Júnior.
Entre novembro de 2009 e janeiro deste ano, ocorreram três flagrantes, nos quais foram presos nove dos acusados e apreendidos cerca de quatro quilos de cocaína. Os demais foram denunciados com base nas investigações do Gaeco e presos preventivamente por determinação da Justiça.
Em uma das prisões, ocorridas em 19 de novembro de 2009, o advogado Benedito Garcia teria oferecido R$ 10 mil para que três PMs não prendessem Dezessete e Nilma Aparecida de Souza Araújo, flagrados com 112 gramas de crack no Jardim Aroeira 2, zona oeste. Garcia não foi preso na ocasião, mas foi denunciado por corrupção ativa. Ele é o único que não teve prisão preventiva requerida pelo Gaeco. Do grupo detido, a maioria está no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Rio Preto e, no caso das mulheres, na Cadeia Pública de Tanabi.
Outro lado
Garcia não foi localizado ontem para comentar o caso. Paulo Henrique Feitosa, que defende Blauner Lima, um dos denunciados como integrante do grupo de Buba, disse que o rapaz não foi flagrado com droga. “Ele é réu primário e tem bons antecedentes. Vou pedir o indeferimento da denúncia.” Os advogados dos demais denunciados não foram encontrados ontem à tarde.
|
|
|
|
|
|
|
OPINE SOBRE ESTA MATÉRIA
|
|
|
|
Não sou cadastrado |
Clique aqui
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
COMENTÁRIOS
|
|
|
|
|
|
Nenhum comentário cadastrado.
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
ENVIE PARA UM AMIGO
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|