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Rio Preto castigada
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São José do Rio Preto, 21 de Janeiro, 2010 - 1:26
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Defesa Civil calcula prejuízo de R$ 66,7 mi com temporal
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Carlos Chimba
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Trecho da avenida Bady Bassitt com danos provocados pelo temporal: prejuízo de R$ 44 milhões
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Rio Preto sofreu prejuízo de R$ 66,7 milhões com o temporal que atingiu a cidade na madrugada da última segunda-feira. Desse valor, R$ 44 milhões correspondem aos bens públicos danificados pela chuva, entre eles as avenidas Alberto Andaló e Bady Bassitt, e o restante aos estragos em bens particulares. Ontem, o governador José Serra reconheceu o estado de calamidade, o que possibilita à Prefeitura a buscar recursos nas esferas estadual e federal.
Os valores fazem parte do relatório que a Defesa Civil do Estado concluiu no final da tarde de ontem. Segundo o prefeito Valdomiro Lopes, que havia estimado um prejuízo inicial de R$ 40 milhões, o documento será entregue aos governos federal e estadual para que seja analisado o quanto antes. “Esperamos que com esse dossiê as verbas sejam liberadas o mais rápido possível para recuperarmos Rio Preto”, disse.
Nota
Na noite de ontem, o prefeito divulgou nota informando que o trabalho de recuperação da cidade teve início na segunda-feira de manhã. Mas que a cidade precisa de mais recursos para que sejam feitas as obras complementares. Segundo ele, será necessário um investimento entre R$ 70 milhões e R$ 90 milhões para combater as enchentes em Rio Preto. “Nesse valor já está incluída a verba que conseguimos junto ao governo federal por meio do PAC. Mas é preciso muito mais recursos para as obras complementares que vão ajudar a combater as enchentes”, disse.
Desde anteontem, representantes da Defesa Civil do Estado e de Rio Preto estiveram reunidos com secretários municipais para avaliar os prejuízos causados pela enchente. Eles percorreram as principais avenidas, visitaram estabelecimentos que sofreram os efeitos da chuva, tiraram fotos e montaram um mapa com os pontos mais críticos. “Foi um trabalho minucioso, mas rápido, porque em dois dias conseguimos concluir e apontar que há mesmo um estado de emergência em Rio Preto. A chuva deixou um rastro de destruição em muitos pontos, e os R$ 44 milhões serão suficientes para recuperar o que foi perdido”, disse o coronel Cláudio Romero Furlaneto, da Defesa Civil de Rio Preto.
Segundo Furlaneto, uma equipe técnica da Defesa Civil visitou as avenidas Bady Bassitt e Alberto Andaló para avaliar a situação do canal de água que passa por baixo do asfalto. Ele conta que ainda não é possível avaliar se a tubulação está comprometida e acredita que nos próximos dias seja necessário fazer uma vistoria no local. “A olho nu não detectamos problemas, mas alguém vai ter que entrar no canal e ver certinho.”
O coronel também informou que o relatório com os valores dos prejuízos causados pela chuva não é garantia de que todos os problemas serão resolvidos. “Será necessário uma gestão política para viabilizar os recursos.” Além da reconstrução dos canteiros centrais das avenidas, da ponte na rua Abraão Thomé, dos consertos na Estação de Tratamento de Água, a Prefeitura de Rio Preto terá que voltar a fazer o desassoreamento da Represa Municipal.
De acordo com o coronel da Defesa Civil, a enxurrada levou muita terra e sujeira para os lagos, o que pode dificultar a captação de água no local. O relatório ainda aponta prejuízo de R$ 20 milhões para o comércio. Mas empresários não serão beneficiados com verbas do governo. Para amenizar o problema, a Caixa Econômica Federal liberou uma linha especial de crédito.
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