|
|
|
|
|
›
Tragédia no Turvo
|
|
São José do Rio Preto, 9 de Setembro, 2010 - 1:46
|
|
Comoção marca despedida de jovem
|
|
|
|
|
|
|
|
|
Thomaz Vita Neto
|
|
|
Sepultamento do jovem Flávio da Silva Reis no São João Batista
|
O enterro do jovem Flávio da Silva Reis, 21 anos, na tarde de ontem, foi marcado por emoção e acompanhado por uma multidão formada por familiares, amigos e fiéis da Igreja Congregação Cristã - o rapaz era evangélico. Ele morreu afogado no rio Grande, na tarde do feriado de 7 de Setembro, em Icém.
No feriado, o jovem estava na prainha do Bambu. Segundo seus parentes, ele entrou na água na tentativa de salvar o amigo Elisier Marques Pereira, 20, que pulou no rio para resgatar a namorada. A moça conseguiu chegar à margem, mas os jovens foram tragados pela correnteza e desapareceram em um ponto com profundidade de aproximadamente quatro metros.
O corpo de Pereira continuava desaparecido até a noite de ontem. Segundo informações dos bombeiros, no local do afogamento a água do rio tem forte correnteza e os jovens não tinham habilidade em natação, o que impediu que os amigos conseguissem sair com vida. O corpo de Reis foi velado e enterrado às 14h no cemitério São João Batista, em Rio Preto. Os pais, Xisto Reis e Anésia Reis, expressaram a comoção e dor através do silêncio.
Amparados por familiares, os pais enfrentaram a dor em prantos, ao lado do caixão. Momentos antes do sepultamento, integrantes da igreja do bairro Solo Sagrado fizeram um culto. O corpo de Reis foi encontrado no final da tarde do feriado perto do ponto em que desapareceu. Após exames do Instituto Médico Legal (IML) o corpo foi liberado à família - moradora de Rio Preto.
Durante o velório do irmão, Roney Reis disse que o jovem escolheu a prainha para passar o feriado em companhia da namorada Drielle da Silva Alves, dos pais e frequentadores da igreja. “Foi uma fatalidade, não há explicação para o ocorrido”, disse Roney. Os pais entraram em desespero com a cena envolvendo os jovens rio-pretenses. Inconformada, Drielle disse não ter palavras para comentar a fatalidade com o namorado e o amigo deles.
Sonho era ser professor
A vítima do afogamento trabalhava em um depósito de água mineral pertencente a um irmão. Ele cursava o terceiro ano do ensino superior e planejava se casar no final deste ano. Os planos de constituir família e o sonho de ser professor de matemática do jovem foram interrompidos com a tragédia. O 7 de Setembro deixa à família Reis e aos amigos a lembrança da despedida do garoto alegre, trabalhador e altruísta que perdeu a vida em favor do colega.
Buscas são retomadas
Mergulhadores do Corpo de Bombeiros de Rio Preto retomam hoje as buscas ao corpo do comerciário Elisier Marques Pereira, a segunda vítima de afogamento no rio Grande, em Icém. Desde a tarde do feriado de 7 de Setembro os bombeiros procuram a vítima que foi levada pelas águas e desapareceu ao tentar salvar a namorada que se banhava nas margens do rio, perto de uma prainha artificial.
As buscas subaquáticas são feitas por quatro mergulhadores e apoiada por outros bombeiros em terra e nas bases de Rio Preto. Durante todo o dia de ontem os bombeiros percorreram um raio de cinco quilômetros do rio. O trabalho envolve a varredura do fundo do rio, com auxílio de equipamentos.
Segundo os bombeiros, a forte correnteza perto da prainha onde houve os afogamentos dificulta o trabalho. Os mergulhadores percorrem a extensão do rio em botes infláveis. As buscas pelo jovem desaparecido vão até o pôr do sol. No período noturno o trabalho é interrompido devido à falta de visibilidade. Este é o segundo caso de afogamento em 15 dias na região. No dia 27 de agosto um homem morreu ao salvar uma criança de dez anos.
Quer ler o jornal na íntegra? Acesse aqui o Diário da Região Digital
|
|
|
|
|
|
|
OPINE SOBRE ESTA MATÉRIA
|
|
|
|
Não sou cadastrado |
Clique aqui
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
COMENTÁRIOS
|
|
|
|
|
Jorge Gerônimo Hipólito
postado em
09/09/2010
|
Infelizmente, o Rio Grande ceifa mais uma vida – na verdade, isso ocorre a décadas e, praticamente, ano a ano. Alguém deve ser responsabilizado por essas tragédias. Senão, vejamos. Os cidadãos e cidadãs trabalham no dia a dia, isto é, semanas, meses e anos e, de repente, buscam o lazer, por exemplo, na prainha do bambu. Destarte, a maioria dos cidadãos e cidadãs, as vezes, não tem condição para frequentar clubes. Nos clubes, os salva-vidas estão atentos e detectam quando alguém se encontra em riscos. A prainha do bambu, na verdade, não se constitui numa prainha – a areia ali existente, decorre de um antigo porto de areia e quem conhece o local sabe do perigo que oferece. Por exemplo, próximo da margem, a água pode dar nos joelhos, mas caminhando dez metros rumo ao meio do rio já não vai dar vau (pé), além de forte correnteza. Na hipótese de a pessoa souber nadar, mesmo assim enfrentará dificuldades para sair, agora imaginem se não souber. Na prainha do bambu, a autoridade competente poderia determinar a instalação de boias/ou placas sinalizadoras impedindo e prevenindo para que aquele local não fosse utilizado como prainha. Nos finais de semana e feriados prolongados poderia haver presença de segurança. Ah, mas isso tem um custo. Verdade, no entanto, não se compara o custo de uma vida, com o custo da prevenção. Essa realidade da prainha, se compara também com os soltadores de pipas que embebem as linhas com cerol – os motociclistas estão morrendo e as autoridades competentes, onde estão?
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
ENVIE PARA UM AMIGO
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|