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Violência sexual
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São José do Rio Preto, 2 de Setembro, 2010 - 1:48
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Garota de 15 anos é estuprada em estrada
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José Luiz Lançoni e Elen Valereto
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Sérgio Menezes
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Menor: ‘Perdi o que tinha de mais precioso de um jeito horrível’
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Uma estudante de 15 anos, moradora do bairro Duas Vendas, zona norte de Rio Preto, foi estuprada na tarde de anteontem, em uma estrada de terra perto do bairro Jardim Nunes. A garota - que seria virgem - foi dominada e depois jogada no interior de um carro quando esperava o ônibus em ponto próximo de sua casa. Este é o quarto caso registrado nesta semana. A adolescente queria ir ao Centro da cidade e estava a dois quarteirões de onde mora. O motorista teria parado em frente ao ponto de ônibus, descido, arrastado a menor para o banco de trás de um carro preto e seguido pela avenida Domingos Falavina rumo a Ipiguá. Ninguém teria visto o rapto.
“Lutei com ele, gritei e tentei abrir as portas, mas estavam travadas”, disse a vítima. Segundo ela, foram momentos de horror e medo. As únicas palavras do agressor teriam sido sobre ameaças de morte. “Ele mandava eu ficar quieta senão me mataria.” A vítima disse não ter visto arma e nem se lembrar de detalhes do carro. O estupro, afirma, teria durado “alguns minutos”. Ela teria ficado ao todo cerca de 40 minutos em poder do agressor. Após a violência sexual, teria sido deixada em uma rua do Jardim Nunes. Estava com hemorragia e pedido ajuda.
O Serviço Móvel de Urgência (Samu) levou a garota ao Hospital de Base (HB), onde recebeu atendimento ginecológico, remédio contraceptivo e profilaxia contra doenças sexualmente transmissíveis (DST/Aids). Tanto o HB quanto o IML confirmaram o estupro. A garota disse não ter visto se o homem utilizou preservativo.
“Perdi o que tinha de mais precioso (a virgindade) de um jeito horrível. Guardava isso para um momento inesquecível, com uma pessoa especial”, afirmou. A mãe, a vendedora N.P.S., 33, vai levar hoje a filha à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), mas não tem esperanças de que o estuprador seja preso. “Se não houver justiça aqui (com a prisão do responsável) deixo nas mãos de Deus.”
Quarto crime
De acordo com a delegada da DDM, Dálice Aparecida Ceron, este é o quarto caso de estupro em uma semana em Rio Preto. A ocorrência mais recente, até então, havia sido registrada anteontem, em um barraco da Estância Santa Catarina. Uma aposentada de 57 anos foi rendida por quatro homens dentro da casa onde mora. Os agressores a amarraram e dois deles a violentaram. “É preocupante. O que posso dizer é que todos os casos são investigados”, afirmou Dálice. A delegada da DDM deve receber hoje registro do estupro da estudante e iniciar as investigações para tentar identificar o responsável.
Imagens podem ajudar inquérito
As imagens captadas pelas câmeras da escola municipal Mário Althenfelder, no bairro Eldorado, em Rio Preto, começaram a ser analisadas ontem pelo Centro Regional de Atenção aos Maus-Tratos na Infância (Crami). A Delegacia de Defesa da Mulher e o Crami investigam denúncia de estupro contra um aluno, de três anos, que teria sido praticado pelo professor de recreação do maternal.
A delega Dálice Ceron informou que o inquérito já foi instaurado, mas não soube dizer quando os envolvidos devem começar a ser ouvidos.
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