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Violência
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São José do Rio Preto, 27 de Julho, 2010 - 1:48
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Taxista é espancada até a morte em Monte Aprazível
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Fotos: Sérgio Menezes
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Taxista Cleuza dos Santos Andreta (detalhe) era casada há 10 anos com João Ricardo Andreta, com quem tinha um filho de 8 anos
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A Polícia Civil de Monte Aprazível já tem pistas sobre o assassinato da taxista Cleuza dos Santos Andreta, 28 anos, espancada até a morte, na noite de sábado. O delegado Nelson Aguera Garcia, que assumiu o caso ontem, instaurou inquérito policial, mas não adiantou informações para não atrapalhar a investigação. Cleuza foi encontrada a aproximadamente 200 metros do carro em que trabalhava, às 11h30 da manhã de domingo, em um canavial na área rural, próximo ao curtume da cidade. O veículo estava atolado. O rosto da vítima ficou desfigurado.
A polícia aguarda laudo técnico, que deve ficar pronto em 15 dias, para saber se o criminoso usou algum objeto, além das mãos, para atingir o rosto da taxista. A vítima não teve nenhum outro tipo de ferimento pelo corpo. De acordo com o delegado de plantão João Lafayete Sanches Fernandes, não há indícios de violência sexual, mas apenas o exame necroscópico pode comprovar.
“Precisamos descobrir quais lesões levaram a taxista à morte. Até agora, o que podemos afirmar é que ela sofreu muitos golpes no rosto e provavelmente essa tenha sido a causa de sua morte. Quem a matou deve ter machucado as mãos. Notificamos todos os hospitais para que nos avisem de qualquer novidade”, diz. As impressões digitais encontradas no carro da vítima já foram identificadas. “Ainda não se sabe o local da execução, nem mesmo se ela foi morta dentro ou fora do carro”, explica Lafayete. O caso também é investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Rio Preto.
A taxista Cleuza dos Santos Andreta ligou em casa por volta das 23h30 de sábado para avisar que faria a última corrida. Este teria sido o último contato da vítima com a família. À 0h30, a mãe de Cleuza, Creuza Maiolo, foi até a delegacia para prestar queixa do desaparecimento. “Ela disse que havia tentado contato com a filha, mas que o celular estava sem sinal.”
Por volta das 11h de domingo, pessoas que caminhavam próximo ao canavial encontraram o táxi da vítima e avisaram à polícia. Pouco depois, oficiais foram até o local e encontraram o corpo da taxista a 200 metros do veículo. Segundo a polícia, o criminoso teria levado R$ 400 e o celular da vítima. Já o delegado Nelson Aguera Garcia diz desconhecer o roubo.
Religião e família
Segundo amigos de Cleuza, a taxista dedicava a maior parte do seu tempo à família e ao trabalho. A vítima era casada há 10 anos e tinha um filho de 8. O marido de Cleuza, João Ricardo Andreta, também era taxista e dono de uma lanchonete no centro da cidade, em frente ao ponto de táxi. Os dois dividiam os afazeres. “Ela era muito religiosa. A família é Testemunha de Jeová”, diz a amiga Katiuscia Botte, 33.
A cunhada de Cleuza, a comerciante Eleni Rezende Andreta, diz que a vítima não tinha inimigos. “Ela era muito querida. Não sei o que pode ter acontecido. Todos ainda estão em choque.” Durante o velório, o caixão permaneceu lacrado. O enterro foi às 11h de ontem no Cemitério Municipal de Monte Aprazível.
Cidade teve dois homicídios no ano
O assassinato da taxista Cleuza dos Santos Andreta, 28 anos, é segundo homicídio em Monte Aprazível no ano. Em março, a polícia prendeu Gustavo Luís Pereira da Silva, 28 anos, acusado de cortar o pescoço do pai, o engenheiro agrônomo Benedito Luís Pereira da Silva Filho, 61. A família disse à época que Silva era portador de esquizofrenia e fazia tratamento psiquiátrico há quase dois anos.
Silva teria aproveitado que a mãe e o segurança particular da família dormiam e matou o pai pelas costas. O engenheiro usava o computador no escritório quando o filho chegou por trás, puxou a cabeça dele pelos cabelos e cortou o pescoço com uma faca de cozinha. No ano passado, outros dois assassinatos foram registrados no município. O primeiro deles ocorreu em maio, quando o servente de pedreiro Marcos Roberto Paulino, 37 anos, foi morto a pancadas no bairro Recanto das Águas, em Monte Aprazível. Antes da morte, Paulino teria se envolvido em uma briga num posto de combustível.
A vítima teria sido agredida após mexer com uma mulher no local. O outro caso foi registrado em junho de 2009. O lavrador Genivaldo José da Silva Cordeiro, 26 anos, foi encontrado caído no chão, ao lado da sua motocicleta, e sangrando, com ferimentos no peito causados por faca. Ele foi levado ao pronto socorro da cidade, mas não resistiu e morreu após receber atendimento.
No dia seguinte, o garupa da moto, J.R.B.R., foi ao hospital com perfurações no braço e nas costas. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, em 2008, apenas um homicídio foi registrado em Monte Aprazível. Em 2007, ano em que foi registrado o maior número de casos, seis assassinatos ocorreram na cidade.
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COMENTÁRIOS
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mari
postado em
27/07/2010
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Absurdo, como uma pessoa pode dormir hoje, tendo feito algum tao horrivel
ceifar a vida de uma pessoa. Bloqueou o direito a vida.
Direito dos familiares e amigos
Que haja punição
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