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Potirendaba
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São José do Rio Preto, 23 de Julho, 2010 - 2:30
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Homem é condenado por matar a mulher
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Guilherme Baffi
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Curiosos acompanharam o julgamento de Paulo Roberto Fonseca, vulgo Paulão
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A Justiça de Potirendaba condenou o operador de motosserra Paulo Roberto Fonseca, 46 anos, vulgo Paulão, a 16 anos de prisão em regime fechado pela morte da dona de casa Maria José da Costa Paes, então com 44 anos, no dia 10 de agosto de 2008. Paulão vivia com a vítima havia seis anos e foi submetido ontem a júri popular, o sexto da cidade desde que a Comarca foi instalada, em 1989. O julgamento foi realizado no centro de eventos, e contou com a presença de vários curiosos.
Paulão confessou ao juiz Marco Antônio Costa Neves Buchala que matou a mulher por motivo de ciúmes de ambas as partes. Seis homens com idade entre 40 e 50 anos de idade e uma mulher com cerca de 30 anos fizeram parte do júri popular. A maioria deles acatou as duas qualificadoras apontadas pelo Ministério Público na denúncia: de que Paulão agiu por motivo torpe e usando recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Segundo o promotor de Justiça Rodrigo Vendramini, que denunciou o réu e também atuou no júri, no dia do crime o operador e a vítima estavam separados. O promotor alegou que Paulão ficou “rondando” a casa de Maria José, observando a movimentação, enquanto ela fazia um churrasco entre amigos. Por volta das 21h, conforme o relato do promotor, a vítima saiu de motocicleta e ao retornar à residência foi abordada pelo réu, que já estava no portão da casa e a esfaqueou na porta da sala.
Vendramini mostrou aos jurados laudo da perícia que aponta que Maria José recebeu golpes de faca na altura do pescoço que causaram hemorragia e resultaram na morte. Ainda segundo o MP, o operador fugiu e deixou uma camisa suja de sangue a um quarteirão da casa da ex-mulher. Ele ficou foragido e foi preso no Mato Grosso do Sul três meses depois. Na sentença, o juiz negou o direito de recorrer em liberdade.
A advogada que defendeu Paulão, Maria do Carmo Rocha Chareti, disse que já recorreu da decisão para tentar reduzir a pena. Em sua tese, a advogada tentou afastar as qualificadoras e defendeu que o operador agiu por violenta emoção. Consta nos autos que ao chegar na casa da dona de casa, o réu viu um homem sair pela porta da cozinha e pular o muro. Uma das filhas de Paulão presentes no júri disse que o pai sempre foi uma pessoa calma e que desde que foi preso, a família vive inconformada. O julgamento já havia sido adiado duas vezes no primeiro semestre, em razão da ausência de advogado de defesa.
Outro caso
Hoje, quem senta no banco dos réus em Potirendaba é o lavrador Densilson dos Santos, 39, conhecido como Melzinho. Ele é acusado de matar Vicente da Costa Paz, no dia 22 de dezembro de 2007. De acordo com a denúncia do Ministério Público, no dia do crime, o acusado estava em uma padaria de Potirendaba junto com a vítima quando, sem motivo aparente, quebrou uma garrafa e usou o gargalo para golpear a vítima. Paz foi ferido na altura do pescoço e teve hemorragias interna e externa, que causaram a sua morte.
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