A Prefeitura de Ilha Solteira proibiu o acesso às prainhas Marina e Catarina entre as 23h e 6h, devido ao mau uso dos locais. Segundo o departamento de Turismo, durante a madrugada havia uso de drogas, prática de relações sexuais e depredação do patrimônio, o que gerou prejuízo de R$ 15 mil em 18 meses aos cofres públicos.
De acordo com o diretor de Turismo de Ilha Solteira, Darley de Barros Júnior, a decisão foi tomada há três semanas. “A partir de agora, quem chegar ao portal às 23 é barrado”, afirma. A restrição da entrada é feita por meio de cancela e de funcionários que cuidam da segurança.
Diariamente, a estância recebe mil pessoas, mas o número de turistas diminuiu consideravelmente nos últimos meses. Aos finais de semana à noite, a média é de 20 veículos na prainha. “Ouvimos reclamações de visitantes, do Conselho Tutelar e até da Polícia Militar. Nosso prejuízo tem sido muito mais moral.”
Segundo Barros Júnior, antes da determinação, no período da manhã os banheiros estavam quebrados, com as lâmpadas, torneiras, forros e telhados danificados. “Se não bastasse, ficava a sujeira e o mau cheiro.” O diretor conta que há algumas semanas um estabelecimento localizado na estância foi furtado. Os criminosos levaram bedidas e sorvetes.
Há dois anos o governo estuda a possibilidade de restringir os horários de funcionamento. Barros Júnior afirma que, com o novo horário de funcionamento, houve melhora de público nos últimos dias. “As famílias que chegam durante o dia, que estão usando o camping e as churrasqueiras, não serão retiradas.
A família do comerciante Jorge Charles Bassan Trevisolli tem uma lanchonete no local e aprova a mudança. Trevisolli já teve prejuízos com mesas quebradas e chegou a pagar R$ 40 por dia, nos finais de semana, para segurança particular. “Antes, a preocupação era constante. Não conseguia nem dormir direito. Moro em frente à estância e, qualquer barulho que ouvia, ia correndo verificar. Já chamei a polícia no meio da noite devido uma briga”, afirma.
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