O promotor criminal de Rio Preto José Américo Ceron denunciou pelo crime de tentativa de homicídio triplamente qualificado o pedreiro Amarildo Gonçalves de Azevedo, 46 anos. Na denúncia, a Promotoria também pede que ele vá a júri popular. Azevedo é acusado de atear fogo ao corpo da própria mulher, a costureira Adélia Daniel, 47, no último dia 6, no bairro Solo Sagrado, zona norte de Rio Preto.
A vítima teve ferimentos nas pernas, braço esquerdo e tórax e foi internada em estado grave na Unidade Tratamento de Queimados (UTQ) do Hospital Padre Albino, em Catanduva, onde permanecia até ontem. O promotor espera que o acusado, que foi preso em flagrante, pegue, no mínimo, 15 anos de prisão.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o pedreiro agiu por motivação fútil, além de ter imposto à vítima sofrimento incomum com a utilização de fogo, caracterizando meio cruel. Azevedo também é acusado de não ter possibilitado à mulher qualquer defesa, uma vez que atuou com surpresa.
Segundo o Ministério Público, no dia do crime, o pedreiro chegou em casa embriagado e começou a discutir com a mulher em razão de dificuldades financeiras. Durante a discussão, ele teria apanhado um frasco contendo álcool anidro (de combustível) e despejou o líquido no corpo da mulher, arremessando contra ela, logo em seguida, palito de fósforo ou algo incandescente.
Em meio ao fogo, a vítima passou a gritar por socorro quando teve a ajuda da vizinha Maria José dos Santos, 57 anos. Ela entrou na casa e tentou diminuir a intensidade das chamas, além de acionar a Equipe de Resgate e a Polícia Militar. A vítima foi transportada até o Hospital de Base e, diante da gravidade, foi removida para Catanduva.
Segundo o MP, o pedreiro tornava-se uma pessoa violenta quando bebia e tinha o hábito de agredir a mulher física e moralmente durante as brigas. À polícia, Azevedo negou que tenha agido com intenção de matar a mulher e alegou que estava brincando com Adélia quando, sem perceber, o álcool caiu no corpo dela. A filha do casal disse em depoimento à polícia que a mãe nunca denunciou o pedreiro porque ela o enfrentava e não aceitava provocações.
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