A Justiça de Rio Preto condenou o lavrador Dionísio Barbosa da Silva, conhecido como Pernambuco, a 14 anos de prisão em regime fechado por homicídio duplamente qualificado: por ter agido com surpresa e por motivo fútil. Ele foi submetido ao Tribunal do Júri ontem, acusado da morte do também lavrador José dos Santos, no dia 10 de novembro de 2002, em Guapiaçu. O réu aguardou o julgamento solto e poderá recorrer em liberdade. Roberto Custódio da Silva, o Paraíba, que também iria a júri popular ontem pelo mesmo crime, teve o julgamento adiado para o dia 20 de julho, porque sua advogada, Gisele Oliveira Lima, está doente.
De acordo com o promotor criminal Marcos Antonio Lélis Moreira, que atuou no júri, a vítima era migrante e veio para a região para o corte da cana-de-açúcar, assim como os dois réus. Segundo a denúncia do Ministério Público, no dia do crime, Pernambuco e Paraíba foram almoçar na casa da vítima e tiveram uma discussão. Embriagados, eles decidiram matar Santos, que levou três facadas pelas costas. Paraíba teria segurado a vítima, e Pernambuco desferidos os golpes.
“É um resultado importante, que mostra aos migrantes que trabalham no corte da cana e querem fazer justiça com as próprias mãos que não irão encontrar impunidade aqui no Estado de São Paulo”, disse o promotor criminal. Luciano Vasconcelos de Pádua, um dos advogados de Silva, disse que ira recorrer da sentença para tentar diminuir a condenação.
Outro júri
Edivaldo Silva Brasileiro, 48 anos, foi condenado anteontem em Rio Preto a três anos de prisão em regime aberto por tentativa de homicídio. Ele foi a júri popular, acusado de tentar matar no dia 13 de setembro de 2007 João Batista Ferreira Ribeiro, com um golpe de faca na cabeça. Segundo o promotor José Américo Ceron, que fez o júri, ele era ex-companheiro da mulher da vítima na época, e não se conformava com a separação.
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